segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gravidez: dieta pouco saudável tem impacto a longo prazo na saúde da criança

Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”


A adopção de uma dieta pouco saudável durante a gravidez aumenta o risco de a criança vir a
sofrer de diabetes tipo 2, um factor que contribui para o desenvolvimento de cancro e doenças
cardiovasculares, sugere um estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of
Sciences”.

Já está perfeitamente estabelecido que factores ambientais interagem com os genes ao longo
da vida, afectando a expressão desses mesmos genes e, consequentemente, a função dos
tecidos e o risco de doença. A dieta durante os períodos críticos de desenvolvimento, como
acontece durante os nove meses da gravidez, tem sido apontada como um desses factores
ambientais. A epigenética, que se refere a modificações do ADN que regulam a expressão de
um gene, tem sido sugerida como a responsável por estes efeitos.

Contudo, ainda não se sabe ao certo qual o mecanismo que controla a interacção entre a dieta
adoptada durante a gestação e a expressão de certos genes nos bebés, durante a vida adulta.

Estudos anteriores já haviam indicado que o gene Hnf4a desempenha um papel importante
durante o desenvolvimento do pâncreas e, mais tarde, na produção de insulina. Desta forma,
os investigadores da University of Cambridge, no Reino Unido, colocaram a hipótese de a dieta
adoptada durante a gravidez influenciar a expressão deste gene mais tarde na vida, e
consequentemente, o risco de diabetes.

Para testar esta teoria os investigadores liderados por Susan Ozanne utilizaram um modelo
animal, onde a alteração do conteúdo proteico da dieta da mãe durante a gravidez conduzia ao
desenvolvimento de diabetes tipo 2 nas crias, na idade adulta.

O estudo revelou que a expressão do gene Hnf4a é regulada pela dieta materna através de
modificações epigenéticas do ADN. Adicionalmente, foi também constatado que uma dieta
pobre aumenta a taxa de acumulação destas alterações epigenéticas ao longo do processo de
envelhecimento.

Em comunicado de imprensa, Susan Ozanne revelou que “o que é mais interessante é que
estamos agora a começar a entender realmente como é que a nutrição durante os primeiros
nove meses de vida pode moldar a nossa saúde a longo prazo, influenciando o modo como as
células do nosso corpo envelhecem.” Assim, os investigadores reforçam a necessidade de as
mulheres grávidas adoptarem uma alimentação saudável e equilibrada durante a gravidez.

ALERT Life Sciences Computing, S.A

In: http://www.obesidade.online.pt/images/stories/dieta_na_gravidez.pdf

Dieta e exercício físico combinados são mais eficazes na perda de peso na menopausa

Um estudo dos investigadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA,
publicado na revista “Obesity”, concluiu que uma dieta associada a exercício físico é a melhor
fórmula para perder peso.

Os resultados deste ensaio experimental, liderado por Anne McTiernan, mostram que a maioria
das mulheres que melhoraram a sua dieta e praticaram exercício físico diariamente perderam
cerca de 11% do seu peso, o que excedeu os objectivos iniciais do estudo.
McTiernan afirmou que todos ficaram surpreendidos com o sucesso alcançado pela maioria
das mulheres. Ainda que o grau de perda de peso não tenha sido suficiente para se considerar
que conseguiram atingir um peso normal, os benefícios para a saúde alcançados foram muitos,
incluindo a  redução do risco de desenvolvimento de diabetes, doenças cardíacas e cancro.
O ensaio experimental decorreu durante um ano e envolveu 439 mulheres entre os 50 e 75
anos, em pós-menopausa, sedentárias e com excesso de peso ou obesidade. Estas mulheres
foram divididas em quatro grupos: um grupo que só praticava exercício físico (45 minutos de
exercício aeróbio, moderado a intenso, cinco dias por semana); um segundo grupo que ingeria
na sua dieta 1.200 a 2.000 calorias por dia, sendo que menos de 30% destas era gordura; um
terceiro grupo que praticava exercício físico e adoptava a mesma dieta que o segundo grupo; e
o quarto grupo que nem seguia este tipo de dieta nem praticava exercício, funcionando assim
como grupo de controlo.

“Apesar de muitos estudos terem já avaliado o impacto da mudança do estilo de vida no peso,
poucos se debruçaram sobre as mulheres na pós-menopausa, que constituem um grupo que
tem níveis particularmente altos de excesso de peso e obesidade”, salienta McTiernan.

O grupo de mulheres que combinou dieta e exercício perdeu cerca de 11% do seu peso inicial,
com uma média de 9 Kg perdidos, enquanto o grupo de controlo que só fez exercício perdeu
apenas 2,4% do seu peso inicial (cerca de 2 Kg) e o grupo de controlo que apenas fez dieta
perdeu 8,5% (7 Kg).
Anne McTiernan relembra ainda que “não é preciso ser um atleta. Caminhar, andar de bicicleta
ou usar as máquinas de exercício cardiovascular no ginásio é suficiente”. E destaca que o
exercício regular, para além de promover a perda de peso e ajudar à manutenção do mesmo
ao longo do tempo, ajuda também no equilíbrio, na força e na condição física. “Isto ajuda as
pessoas mais velhas a manterem-se activas, o que se tem revelado um bom aliado para
prolongar uma vida mais saudável”.

Os investigadores estão agora a conduzir estudos de acompanhamento destes participantes
para determinar que outros factores – psicológicos e comportamentais – poderão estar
associados à manutenção do peso a longo termo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

In: http://www.obesidade.online.pt/images/stories/noticias/dieta_e_exercicio.pdf

É difícil aprender com sede

Beber água promove a atenção e o interesse das crianças nas aulas e melhora as suas funções cerebrais.

Uma criança bem hidratada tem melhores resultados escolares do que aquelas que bebem pouca água. É a conclusão de um estudo realizado em Bolton, que envolveu 166 crianças com idades compreendidas entre os 11 e os 12 anos. As crianças foram avaliadas quanto à sua atitude perante a escola, o seu interesse pelas matérias estudadas e o seu estado de espírito durante um dia de aulas. Outros dados recolhidos foram a quantidade de água que bebiam, a cor da urina e o nível das suas competências cognitivas. Perante estes dados, verificou-se que apenas 8,4 por cento das crianças bebiam a quantidade de água recomendável para uma boa hidratação. 
Depois, durante duas semanas, as crianças receberam diariamente três garrafas de 0,5l de água. Passado esse tempo foram novamente avaliadas. Os resultados revelaram que o aumento do consumo de água diário duplicou o nível de interesse das crianças nas aprendizagens e fê-las sentirem-se 30 por cento mais calmas e atentas durante as aulas. Além disso, as suas funções cerebrais foram melhoradas. 
Por isso, os autores do estudo recomendam: 
- as crianças devem beber 6 a 8 copos de água por dia 
- é preferível enviar na lancheira uma garrafa de água do que refrigerantes e bebidas açucaradas 
- ensine os seus filhos a beber água regularmente, em pequenas quantidades, ao longo do dia. Esse é a melhor forma de garantir uma hidratação constante e é mais saudável do que compensar com grandes quantidades de água a desidratação já instalada. Ter sede é sempre sinal de que o corpo já está desidratado. 
O estudo foi patrocinado pelo Natural Hydration Council, uma organização que promove o consumo de água mineral engarrafada e liderado por uma investigadora da Manchester Metropolitan University.


In: http://www.mae.iol.pt/criancas/agua-escola-hidratacao/1252423-5539.html

Distúrbios alimentares surgem cada vez mais cedo e também nos rapazes

Crianças de seis anos hospitalizadas com anorexia e cada vez mais rapazes preocupados com o peso. Investigadores lançam alerta.

A anorexia e outras doenças do comportamento alimentar começam a surgir cada vez mais cedo. Crianças em idade escolar, algumas com apenas seis anos, estão a ser afectadas pela obsessão do peso e da magreza. Algumas precisam mesmo de internamento para poderem ser tratadas. No Reino Unido, a anorexia está a afectar 1,5 crianças em cada 200 mil, um valor muito superior ao que se supunha. 
O alerta vem do London's Institute of Child Health. 
Um outro estudo revelou, além disso, que os rapazes começam também a ser cada vez mais afectados, ou seja, os distúrbios alimentares deixaram de ser problemas de raparigas adolescentes. 16 por cento dos rapazes com idades entre os dez e os 12 anos revela esse tipo de doenças, sobretudo bulimia, enquanto entre as raparigas da mesma idade a percentagem é de dez por cento. Estes resultados foram apresentados no Journal of Clinical Nursing.


In: http://www.mae.iol.pt/criancas/peso-alimentacao-anorexia-saude/1262885-5539.html

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Crianças são hoje mais altas mas menos saudáveis

As crianças de 11 anos têm hoje mais problemas de saúde do que tinham as crianças da mesma idade há 50 anos.

Recentemente tivemos a notícia de que as crianças têm hoje menos força do que tinham as crianças da mesma idade há apenas 10 anos. Agora ficamos também a saber que, apesar de serem mais altas e terem pés maiores, as crianças são hoje menos saudáveis do que eram as crianças de há 50 anos. O jornal Daily Mail comparou dados de crianças que têm hoje 11 anos com dados de crianças de há 50 anos. E concluiu que as crianças são menos saudáveis do que foram os seus avós e terão uma esperança de vida menor. 
ALTURA
As crianças têm hoje, em média, entre cinco e 15 centímetros a mais relativamente às crianças de há 50 anos. Melhorias na alimentação, desde logo das mulheres grávidas, estarão na origem deste aumento. Também o facto de as mulheres terem tendencialmente deixado de fumar na gravidez pode ter tido influência. 
PESO
Um rapaz de 11 anos pesava em média, há 50 anos, 36,4 quilos. Hoje pesa 40,1. Para as raparigas a diferença está entre 38,5 quilos e 43,9. Claro que se as crianças são hoje mais altas também têm de ser mais pesadas, mas a diferença no peso não se deve apenas ao aumento de altura. As alterações no estilo de vida, com as crianças a passarem hoje pouco tempo em espaços exteriores leva a uma falta de actividade física que se traduz no grande aumento de peso de muitas crianças. Outro factor têm a ver com as mudanças na alimentação: hoje existe uma maior diversidade de alimentos, mas isso não se traduziu numa melhoria da alimentação das crianças: hoje comem mais gorduras e açúcares do que há 50 anos e mexem-se muito menos: só podia resultar no aumento de casos de excesso de peso e obesidade. Por isso, há mais crianças com doenças de adulto como a diabetes tipo 2, a tensão arterial elevada e níveis de colestrol muito altos. O que põe as crianças em risco de doença cardíaca muito mais cedo do que acontecia há algumas gerações.
DORES NAS MÃOS
Um outro estudo publicado recentemente revelou que há crianças com dores nas articulações dos dedos das mãos que são típicas de quem tem artrite ou de pessoas idosas com reumatismo crónico. A causa está no uso intensivo de telemóveis para mandar mensagens de texto e jogar e também no uso de consolas de jogos electrónicos.
ESPERANÇA DE VIDA
A esperança de vida é hoje maior do que era há 50 anos, mas isso pode apenas querer dizer que as crianças de hoje serão adultos doentes durante mais tempo. Por outro lado, uma vez que a obesidade reduz a esperança de vida, é provável que esta vá descer nas próximas décadas.
Um avô de hoje é geralmente mais saudável do que o seu próprio avô era na sua idade, se ainda fosse vivo. Resta saber se isso será verdade quando as crianças de hoje, com todos os problemas de saúde que já revelam, forem avós. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

As crianças estão a perder força física

As crianças de 10 anos tinham há uma década mais massa muscular e eram mais fortes do que as crianças que têm hoje a mesma idade. O principal factor responsável é terem deixado de brincar ao ar livre.


As crianças de hoje têm menos força do que há dez anos as da mesma idade. É a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Essex, no Reino Unido que avaliou o grau de força física das crianças de 10 anos e o comparou com crianças da mesma idade que cresceram nos anos 90. 
O facto de as actividades ao ar livre terem progressivamente deixado de ocupar tanto o tempo das crianças é uma das razões apontadas para o facto de não conseguirem hoje fazer tantos exercícios abdominais como há 10 anos conseguiam com a mesma idade. Além disso também não conseguem pendurar-se durante tanto tempo em espaldares. De um modo geral, concluiu-se, as crianças de 10 anos têm hoje menos massa muscular do que as crianças de 10 anos que viveram há uma década. 
O estudo envolveu 315 crianças de 10 anos em 2008 cujos dados foram comparados com os de 309 crianças da mesma idade em 1998. 
Brincar na rua, que incluia actividades como subir às árvores, pendurar-se em cordas ou saltar muros, deixou de ser possível para muitas crianças o que reflecte no seu desenvolvimento físico nomeadamente ao nível da força e massa muscular. Apesar da relação peso-altura ser idêntica, a verdade é que as crianças de hoje não conseguiram ultrapassar desafios que há uma década eram simples para uma criança de 10 anos. 
Os autores do estudo consideram que não basta avaliar o peso das crianças ou o seu Índice de Massa Corporal. A sua forma tem de ser avaliada também por outros parâmetros, como a força e massa muscular. Alertam também para o facto de a preocupação com a segurança das crianças estar a impedi-las de se exercitarem e desenvolverem de forma saudável. 
Os resultados do estudo foram divulgados no jornal Acta Pediátrica.


O Lanche das Crianças

Não come pão, não gosta de fruta, leite nem vê-lo! Perante esta cenário, os pais enchem a lancheira com guloseimas, batata fritas, bolachas ou folhados, opções ricas em gorduras saturadas, sal, açúcar e conservantes. Não acha que está na altura de mudar?

As refeições a meio da manhã e da tarde, na escola, são os momentos certos para recarregar as baterias e fornecer ao organismo os nutrientes que o cérebro necessita para se manter atento e dinâmico. Nas escolas públicas do pré-escolar e do primeiro ciclo, e inserido no Programa do Leite Escolar, é assegurada a distribuição diária e gratuita de 1 porção (200 ml) de leite às crianças. É saudável e tem as doses certas de açúcar e cacau. Em muitas escolas, a fruta também faz parte da ementa dos lanches da manhã ou da tarde.
O problema começa quando eles dizem: «não gosto» ou «não quero». Em resposta, os pais põem na lancheira alternativas mais calóricas: guloseimas, salgados, bolachas, refrigerantes. Aparentemente inofensivos e bastante consensuais, estes alimentos aumentam a ingestão de gordura saturada, sal e açúcares reduzindo a vitalidade necessária para o desenvolvimento e crescimento físico e mental, diminuindo os níveis de concentração, memorização e aprendizagem.
Por outro lado, na escola, há ofertas muito apelativas aos olhos, mas nem sempre as mais saudáveis. Apesar de as cantinas terem à disposição iogurtes, fruta, leite, pão de mistura, a verdade é que são os bolos, as batatas fritas e os salgados a desaparecer das vitrinas. E com os próprios pais a liberar o consumo regular de produtos menos equilibrados, não há forma de contrariar os impulsos.
Pelo contrário, se os pais orientarem os filhos nas suas escolhas alimentares, seguindo as recomendações simples para uma alimentação equilibrada e um lanche saudável, o cenário poderá mudar e o «não gosto» deixará de ser argumento.


Alimentos aliados do sucesso escolar
Existem alimentos essenciais que garantem a ingestão adequada de nutrientes indispensáveis ao rendimento escolar. As combinações são inúmeras, mas o essencial vai estar sempre lá. Pedir a colaboração das crianças na escolha do lanche é uma boa estretégia. Por um lado estamos a educá-las para uma alimentação saudável, por outro a co-responsabilizá-las pelas opções tomadas. É entre destes grupos de alimentos que devemos escolher aqueles que vão compor os lanches:



  • LacticíniosFonte de cálcio, importante para a formação óssea; Ricos em proteínas e de elevado valor biológico com minerais e vitaminas. Origem: leite, iogurte de preferência meio-gordo; queijo fresco, curado, fundido ou requeijão




  • Cereais integrais Fonte de vitaminas e minerais; fibras solúveis (em conjugação com a água do leite melhora o funcionamento intestinal); hidratos de carbono complexos. Onde encontrar: Pão escuro; Unidoses de cereais de pequeno-almoço com cereais integrais




  • Fruta Alimentos ricos em nutrientes protetores reguladores das funções vitais e com propriedades antioxidantes como a fibra, vitaminas e sais minerais. Onde encontrar: Variar a fruta da época; Salada de fruta; Frutos secos




  • Hortícolas Têm poucas calorias e muitas fibras. Apresentam ação protetora graças ao beta-caroteno, folato, vitamina C, cálcio, ferro e potássio. Onde encontrar: Folhas de alface; Tomate; Pepino; Cenoura




  • Bebidas Um correto aporte hídrico é essencial para regular a temperatura corporal, regular o metabolismo. Optar por bebidas pouco açucaradas, de forma a reduzir a ingestão de açúcar. Onde encontrar: Água; Sumos naturais de fruta ou vegetais (sem adição de açúcar); Sumos 100 por cento e néctares (mínimo 50 por cento de teor de fruta); Infusões de ervas aromáticas bem frescas


    Adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE
    O problema da obesidade infantil é real e afecta cada vez mais crianças portuguesas. O último relatório da UNICEF adverte que os adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE. A alimentação errada ¿ rica em gorduras e açúcares - e o sedentarismo estão na génese dos números e a tendência continua a aumentar. Aprender o quanto antes, e com a ajuda dos pais, a escolher os alimentos mais saudáveis é meio caminho andado para, quando forem autónomos, os mais novos conseguirem fazer as opções mais correctas e mais saudáveis.

    In: http://www.mae.iol.pt/criancas/alimentacao-lanche-obesidade/1250495-5539.html em 24/05/2011