Beber água promove a atenção e o interesse das crianças nas aulas e melhora as suas funções cerebrais.
Uma criança bem hidratada tem melhores resultados escolares do que aquelas que bebem pouca água. É a conclusão de um estudo realizado em Bolton, que envolveu 166 crianças com idades compreendidas entre os 11 e os 12 anos. As crianças foram avaliadas quanto à sua atitude perante a escola, o seu interesse pelas matérias estudadas e o seu estado de espírito durante um dia de aulas. Outros dados recolhidos foram a quantidade de água que bebiam, a cor da urina e o nível das suas competências cognitivas. Perante estes dados, verificou-se que apenas 8,4 por cento das crianças bebiam a quantidade de água recomendável para uma boa hidratação.
Depois, durante duas semanas, as crianças receberam diariamente três garrafas de 0,5l de água. Passado esse tempo foram novamente avaliadas. Os resultados revelaram que o aumento do consumo de água diário duplicou o nível de interesse das crianças nas aprendizagens e fê-las sentirem-se 30 por cento mais calmas e atentas durante as aulas. Além disso, as suas funções cerebrais foram melhoradas.
Por isso, os autores do estudo recomendam:
- as crianças devem beber 6 a 8 copos de água por dia
- é preferível enviar na lancheira uma garrafa de água do que refrigerantes e bebidas açucaradas
- ensine os seus filhos a beber água regularmente, em pequenas quantidades, ao longo do dia. Esse é a melhor forma de garantir uma hidratação constante e é mais saudável do que compensar com grandes quantidades de água a desidratação já instalada. Ter sede é sempre sinal de que o corpo já está desidratado.
O estudo foi patrocinado pelo Natural Hydration Council, uma organização que promove o consumo de água mineral engarrafada e liderado por uma investigadora da Manchester Metropolitan University.
In: http://www.mae.iol.pt/criancas/agua-escola-hidratacao/1252423-5539.html
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Distúrbios alimentares surgem cada vez mais cedo e também nos rapazes
Crianças de seis anos hospitalizadas com anorexia e cada vez mais rapazes preocupados com o peso. Investigadores lançam alerta.
A anorexia e outras doenças do comportamento alimentar começam a surgir cada vez mais cedo. Crianças em idade escolar, algumas com apenas seis anos, estão a ser afectadas pela obsessão do peso e da magreza. Algumas precisam mesmo de internamento para poderem ser tratadas. No Reino Unido, a anorexia está a afectar 1,5 crianças em cada 200 mil, um valor muito superior ao que se supunha.
O alerta vem do London's Institute of Child Health.
Um outro estudo revelou, além disso, que os rapazes começam também a ser cada vez mais afectados, ou seja, os distúrbios alimentares deixaram de ser problemas de raparigas adolescentes. 16 por cento dos rapazes com idades entre os dez e os 12 anos revela esse tipo de doenças, sobretudo bulimia, enquanto entre as raparigas da mesma idade a percentagem é de dez por cento. Estes resultados foram apresentados no Journal of Clinical Nursing.
In: http://www.mae.iol.pt/criancas/peso-alimentacao-anorexia-saude/1262885-5539.html
A anorexia e outras doenças do comportamento alimentar começam a surgir cada vez mais cedo. Crianças em idade escolar, algumas com apenas seis anos, estão a ser afectadas pela obsessão do peso e da magreza. Algumas precisam mesmo de internamento para poderem ser tratadas. No Reino Unido, a anorexia está a afectar 1,5 crianças em cada 200 mil, um valor muito superior ao que se supunha.
O alerta vem do London's Institute of Child Health.
Um outro estudo revelou, além disso, que os rapazes começam também a ser cada vez mais afectados, ou seja, os distúrbios alimentares deixaram de ser problemas de raparigas adolescentes. 16 por cento dos rapazes com idades entre os dez e os 12 anos revela esse tipo de doenças, sobretudo bulimia, enquanto entre as raparigas da mesma idade a percentagem é de dez por cento. Estes resultados foram apresentados no Journal of Clinical Nursing.
In: http://www.mae.iol.pt/criancas/peso-alimentacao-anorexia-saude/1262885-5539.html
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Crianças são hoje mais altas mas menos saudáveis
As crianças de 11 anos têm hoje mais problemas de saúde do que tinham as crianças da mesma idade há 50 anos.
Recentemente tivemos a notícia de que as crianças têm hoje menos força do que tinham as crianças da mesma idade há apenas 10 anos. Agora ficamos também a saber que, apesar de serem mais altas e terem pés maiores, as crianças são hoje menos saudáveis do que eram as crianças de há 50 anos. O jornal Daily Mail comparou dados de crianças que têm hoje 11 anos com dados de crianças de há 50 anos. E concluiu que as crianças são menos saudáveis do que foram os seus avós e terão uma esperança de vida menor.
ALTURA
As crianças têm hoje, em média, entre cinco e 15 centímetros a mais relativamente às crianças de há 50 anos. Melhorias na alimentação, desde logo das mulheres grávidas, estarão na origem deste aumento. Também o facto de as mulheres terem tendencialmente deixado de fumar na gravidez pode ter tido influência.
PESO
Um rapaz de 11 anos pesava em média, há 50 anos, 36,4 quilos. Hoje pesa 40,1. Para as raparigas a diferença está entre 38,5 quilos e 43,9. Claro que se as crianças são hoje mais altas também têm de ser mais pesadas, mas a diferença no peso não se deve apenas ao aumento de altura. As alterações no estilo de vida, com as crianças a passarem hoje pouco tempo em espaços exteriores leva a uma falta de actividade física que se traduz no grande aumento de peso de muitas crianças. Outro factor têm a ver com as mudanças na alimentação: hoje existe uma maior diversidade de alimentos, mas isso não se traduziu numa melhoria da alimentação das crianças: hoje comem mais gorduras e açúcares do que há 50 anos e mexem-se muito menos: só podia resultar no aumento de casos de excesso de peso e obesidade. Por isso, há mais crianças com doenças de adulto como a diabetes tipo 2, a tensão arterial elevada e níveis de colestrol muito altos. O que põe as crianças em risco de doença cardíaca muito mais cedo do que acontecia há algumas gerações.
Recentemente tivemos a notícia de que as crianças têm hoje menos força do que tinham as crianças da mesma idade há apenas 10 anos. Agora ficamos também a saber que, apesar de serem mais altas e terem pés maiores, as crianças são hoje menos saudáveis do que eram as crianças de há 50 anos. O jornal Daily Mail comparou dados de crianças que têm hoje 11 anos com dados de crianças de há 50 anos. E concluiu que as crianças são menos saudáveis do que foram os seus avós e terão uma esperança de vida menor.
ALTURA
As crianças têm hoje, em média, entre cinco e 15 centímetros a mais relativamente às crianças de há 50 anos. Melhorias na alimentação, desde logo das mulheres grávidas, estarão na origem deste aumento. Também o facto de as mulheres terem tendencialmente deixado de fumar na gravidez pode ter tido influência.
PESO
Um rapaz de 11 anos pesava em média, há 50 anos, 36,4 quilos. Hoje pesa 40,1. Para as raparigas a diferença está entre 38,5 quilos e 43,9. Claro que se as crianças são hoje mais altas também têm de ser mais pesadas, mas a diferença no peso não se deve apenas ao aumento de altura. As alterações no estilo de vida, com as crianças a passarem hoje pouco tempo em espaços exteriores leva a uma falta de actividade física que se traduz no grande aumento de peso de muitas crianças. Outro factor têm a ver com as mudanças na alimentação: hoje existe uma maior diversidade de alimentos, mas isso não se traduziu numa melhoria da alimentação das crianças: hoje comem mais gorduras e açúcares do que há 50 anos e mexem-se muito menos: só podia resultar no aumento de casos de excesso de peso e obesidade. Por isso, há mais crianças com doenças de adulto como a diabetes tipo 2, a tensão arterial elevada e níveis de colestrol muito altos. O que põe as crianças em risco de doença cardíaca muito mais cedo do que acontecia há algumas gerações.
DORES NAS MÃOS
Um outro estudo publicado recentemente revelou que há crianças com dores nas articulações dos dedos das mãos que são típicas de quem tem artrite ou de pessoas idosas com reumatismo crónico. A causa está no uso intensivo de telemóveis para mandar mensagens de texto e jogar e também no uso de consolas de jogos electrónicos.
Um outro estudo publicado recentemente revelou que há crianças com dores nas articulações dos dedos das mãos que são típicas de quem tem artrite ou de pessoas idosas com reumatismo crónico. A causa está no uso intensivo de telemóveis para mandar mensagens de texto e jogar e também no uso de consolas de jogos electrónicos.
ESPERANÇA DE VIDA
A esperança de vida é hoje maior do que era há 50 anos, mas isso pode apenas querer dizer que as crianças de hoje serão adultos doentes durante mais tempo. Por outro lado, uma vez que a obesidade reduz a esperança de vida, é provável que esta vá descer nas próximas décadas.
Um avô de hoje é geralmente mais saudável do que o seu próprio avô era na sua idade, se ainda fosse vivo. Resta saber se isso será verdade quando as crianças de hoje, com todos os problemas de saúde que já revelam, forem avós.
A esperança de vida é hoje maior do que era há 50 anos, mas isso pode apenas querer dizer que as crianças de hoje serão adultos doentes durante mais tempo. Por outro lado, uma vez que a obesidade reduz a esperança de vida, é provável que esta vá descer nas próximas décadas.
Um avô de hoje é geralmente mais saudável do que o seu próprio avô era na sua idade, se ainda fosse vivo. Resta saber se isso será verdade quando as crianças de hoje, com todos os problemas de saúde que já revelam, forem avós.
terça-feira, 24 de maio de 2011
As crianças estão a perder força física
As crianças de 10 anos tinham há uma década mais massa muscular e eram mais fortes do que as crianças que têm hoje a mesma idade. O principal factor responsável é terem deixado de brincar ao ar livre.
As crianças de hoje têm menos força do que há dez anos as da mesma idade. É a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Essex, no Reino Unido que avaliou o grau de força física das crianças de 10 anos e o comparou com crianças da mesma idade que cresceram nos anos 90.
O facto de as actividades ao ar livre terem progressivamente deixado de ocupar tanto o tempo das crianças é uma das razões apontadas para o facto de não conseguirem hoje fazer tantos exercícios abdominais como há 10 anos conseguiam com a mesma idade. Além disso também não conseguem pendurar-se durante tanto tempo em espaldares. De um modo geral, concluiu-se, as crianças de 10 anos têm hoje menos massa muscular do que as crianças de 10 anos que viveram há uma década.
O estudo envolveu 315 crianças de 10 anos em 2008 cujos dados foram comparados com os de 309 crianças da mesma idade em 1998.
Brincar na rua, que incluia actividades como subir às árvores, pendurar-se em cordas ou saltar muros, deixou de ser possível para muitas crianças o que reflecte no seu desenvolvimento físico nomeadamente ao nível da força e massa muscular. Apesar da relação peso-altura ser idêntica, a verdade é que as crianças de hoje não conseguiram ultrapassar desafios que há uma década eram simples para uma criança de 10 anos.
Os autores do estudo consideram que não basta avaliar o peso das crianças ou o seu Índice de Massa Corporal. A sua forma tem de ser avaliada também por outros parâmetros, como a força e massa muscular. Alertam também para o facto de a preocupação com a segurança das crianças estar a impedi-las de se exercitarem e desenvolverem de forma saudável.
Os resultados do estudo foram divulgados no jornal Acta Pediátrica.
As crianças de hoje têm menos força do que há dez anos as da mesma idade. É a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Essex, no Reino Unido que avaliou o grau de força física das crianças de 10 anos e o comparou com crianças da mesma idade que cresceram nos anos 90.
O facto de as actividades ao ar livre terem progressivamente deixado de ocupar tanto o tempo das crianças é uma das razões apontadas para o facto de não conseguirem hoje fazer tantos exercícios abdominais como há 10 anos conseguiam com a mesma idade. Além disso também não conseguem pendurar-se durante tanto tempo em espaldares. De um modo geral, concluiu-se, as crianças de 10 anos têm hoje menos massa muscular do que as crianças de 10 anos que viveram há uma década.
O estudo envolveu 315 crianças de 10 anos em 2008 cujos dados foram comparados com os de 309 crianças da mesma idade em 1998.
Brincar na rua, que incluia actividades como subir às árvores, pendurar-se em cordas ou saltar muros, deixou de ser possível para muitas crianças o que reflecte no seu desenvolvimento físico nomeadamente ao nível da força e massa muscular. Apesar da relação peso-altura ser idêntica, a verdade é que as crianças de hoje não conseguiram ultrapassar desafios que há uma década eram simples para uma criança de 10 anos.
Os autores do estudo consideram que não basta avaliar o peso das crianças ou o seu Índice de Massa Corporal. A sua forma tem de ser avaliada também por outros parâmetros, como a força e massa muscular. Alertam também para o facto de a preocupação com a segurança das crianças estar a impedi-las de se exercitarem e desenvolverem de forma saudável.
Os resultados do estudo foram divulgados no jornal Acta Pediátrica.
O Lanche das Crianças
Não come pão, não gosta de fruta, leite nem vê-lo! Perante esta cenário, os pais enchem a lancheira com guloseimas, batata fritas, bolachas ou folhados, opções ricas em gorduras saturadas, sal, açúcar e conservantes. Não acha que está na altura de mudar?
As refeições a meio da manhã e da tarde, na escola, são os momentos certos para recarregar as baterias e fornecer ao organismo os nutrientes que o cérebro necessita para se manter atento e dinâmico. Nas escolas públicas do pré-escolar e do primeiro ciclo, e inserido no Programa do Leite Escolar, é assegurada a distribuição diária e gratuita de 1 porção (200 ml) de leite às crianças. É saudável e tem as doses certas de açúcar e cacau. Em muitas escolas, a fruta também faz parte da ementa dos lanches da manhã ou da tarde.
O problema começa quando eles dizem: «não gosto» ou «não quero». Em resposta, os pais põem na lancheira alternativas mais calóricas: guloseimas, salgados, bolachas, refrigerantes. Aparentemente inofensivos e bastante consensuais, estes alimentos aumentam a ingestão de gordura saturada, sal e açúcares reduzindo a vitalidade necessária para o desenvolvimento e crescimento físico e mental, diminuindo os níveis de concentração, memorização e aprendizagem.
Por outro lado, na escola, há ofertas muito apelativas aos olhos, mas nem sempre as mais saudáveis. Apesar de as cantinas terem à disposição iogurtes, fruta, leite, pão de mistura, a verdade é que são os bolos, as batatas fritas e os salgados a desaparecer das vitrinas. E com os próprios pais a liberar o consumo regular de produtos menos equilibrados, não há forma de contrariar os impulsos.
Pelo contrário, se os pais orientarem os filhos nas suas escolhas alimentares, seguindo as recomendações simples para uma alimentação equilibrada e um lanche saudável, o cenário poderá mudar e o «não gosto» deixará de ser argumento.
Alimentos aliados do sucesso escolar
Existem alimentos essenciais que garantem a ingestão adequada de nutrientes indispensáveis ao rendimento escolar. As combinações são inúmeras, mas o essencial vai estar sempre lá. Pedir a colaboração das crianças na escolha do lanche é uma boa estretégia. Por um lado estamos a educá-las para uma alimentação saudável, por outro a co-responsabilizá-las pelas opções tomadas. É entre destes grupos de alimentos que devemos escolher aqueles que vão compor os lanches:
LacticíniosFonte de cálcio, importante para a formação óssea; Ricos em proteínas e de elevado valor biológico com minerais e vitaminas. Origem: leite, iogurte de preferência meio-gordo; queijo fresco, curado, fundido ou requeijão
Cereais integrais Fonte de vitaminas e minerais; fibras solúveis (em conjugação com a água do leite melhora o funcionamento intestinal); hidratos de carbono complexos. Onde encontrar: Pão escuro; Unidoses de cereais de pequeno-almoço com cereais integrais
Fruta Alimentos ricos em nutrientes protetores reguladores das funções vitais e com propriedades antioxidantes como a fibra, vitaminas e sais minerais. Onde encontrar: Variar a fruta da época; Salada de fruta; Frutos secos
Hortícolas Têm poucas calorias e muitas fibras. Apresentam ação protetora graças ao beta-caroteno, folato, vitamina C, cálcio, ferro e potássio. Onde encontrar: Folhas de alface; Tomate; Pepino; Cenoura
Bebidas Um correto aporte hídrico é essencial para regular a temperatura corporal, regular o metabolismo. Optar por bebidas pouco açucaradas, de forma a reduzir a ingestão de açúcar. Onde encontrar: Água; Sumos naturais de fruta ou vegetais (sem adição de açúcar); Sumos 100 por cento e néctares (mínimo 50 por cento de teor de fruta); Infusões de ervas aromáticas bem frescas
Adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE
O problema da obesidade infantil é real e afecta cada vez mais crianças portuguesas. O último relatório da UNICEF adverte que os adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE. A alimentação errada ¿ rica em gorduras e açúcares - e o sedentarismo estão na génese dos números e a tendência continua a aumentar. Aprender o quanto antes, e com a ajuda dos pais, a escolher os alimentos mais saudáveis é meio caminho andado para, quando forem autónomos, os mais novos conseguirem fazer as opções mais correctas e mais saudáveis.
In: http://www.mae.iol.pt/criancas/alimentacao-lanche-obesidade/1250495-5539.html em 24/05/2011
As refeições a meio da manhã e da tarde, na escola, são os momentos certos para recarregar as baterias e fornecer ao organismo os nutrientes que o cérebro necessita para se manter atento e dinâmico. Nas escolas públicas do pré-escolar e do primeiro ciclo, e inserido no Programa do Leite Escolar, é assegurada a distribuição diária e gratuita de 1 porção (200 ml) de leite às crianças. É saudável e tem as doses certas de açúcar e cacau. Em muitas escolas, a fruta também faz parte da ementa dos lanches da manhã ou da tarde.
O problema começa quando eles dizem: «não gosto» ou «não quero». Em resposta, os pais põem na lancheira alternativas mais calóricas: guloseimas, salgados, bolachas, refrigerantes. Aparentemente inofensivos e bastante consensuais, estes alimentos aumentam a ingestão de gordura saturada, sal e açúcares reduzindo a vitalidade necessária para o desenvolvimento e crescimento físico e mental, diminuindo os níveis de concentração, memorização e aprendizagem.
Por outro lado, na escola, há ofertas muito apelativas aos olhos, mas nem sempre as mais saudáveis. Apesar de as cantinas terem à disposição iogurtes, fruta, leite, pão de mistura, a verdade é que são os bolos, as batatas fritas e os salgados a desaparecer das vitrinas. E com os próprios pais a liberar o consumo regular de produtos menos equilibrados, não há forma de contrariar os impulsos.
Pelo contrário, se os pais orientarem os filhos nas suas escolhas alimentares, seguindo as recomendações simples para uma alimentação equilibrada e um lanche saudável, o cenário poderá mudar e o «não gosto» deixará de ser argumento.
Alimentos aliados do sucesso escolar
Existem alimentos essenciais que garantem a ingestão adequada de nutrientes indispensáveis ao rendimento escolar. As combinações são inúmeras, mas o essencial vai estar sempre lá. Pedir a colaboração das crianças na escolha do lanche é uma boa estretégia. Por um lado estamos a educá-las para uma alimentação saudável, por outro a co-responsabilizá-las pelas opções tomadas. É entre destes grupos de alimentos que devemos escolher aqueles que vão compor os lanches:
Adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE
O problema da obesidade infantil é real e afecta cada vez mais crianças portuguesas. O último relatório da UNICEF adverte que os adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE. A alimentação errada ¿ rica em gorduras e açúcares - e o sedentarismo estão na génese dos números e a tendência continua a aumentar. Aprender o quanto antes, e com a ajuda dos pais, a escolher os alimentos mais saudáveis é meio caminho andado para, quando forem autónomos, os mais novos conseguirem fazer as opções mais correctas e mais saudáveis.
In: http://www.mae.iol.pt/criancas/alimentacao-lanche-obesidade/1250495-5539.html em 24/05/2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Crianças mais sedentárias têm artérias mais estreitas
![]() |
| in: http://www.mae.iol.pt/criancas/televisao-saude-sedentarismo-exercicio/1248197-5539.html |
Muito tempo em frente à televisão ou computador e pouco tempo de actividade física reflecte-se na microcirculação e no risco de doenças cardiovasculares mais tarde, na idade adulta.
Passar demasiado tempo a ver televisão tem riscos para a saúde das crianças, nomeadamente ao nível da obesidade e excesso de peso. Todos os pais já têm mais ou menos consciência disso. Um estudo agora divulgado vem alertar para novos riscos: doenças cardiovasculares e tensão arterial elevada, independentemente do peso da criança.
O estudo, realizado na Universidade de Sidney, na Austrália, envolveu 1500 crianças de seis e sete anos. Aquelas que passam a maior parte do seu tempo livre sentadas no sofá a ver televisão tem artérias oculares mais estreitas do que é normal. Pelo contrário, aquelas que passam mais tempo em actividades físicas revelaram ter um perfil cardiovascular mais saudável do que o grupo mais sedentário. As que praticam mais de uma hora diária de actividade física por dia têm as artérias da retina significativamente maiores do que aquelas que se mantêm fisicamente activas menos de meia hora por dia.
As artérias dos olhos constituem um bom indicador de risco cardiovascular, pois fazem parte do sistema vascular cerebral e reagem como as outras artérias ao stress e a outros factores como o sedentarismo.
O estilo de vida mais ou menos activo ou sedentário influencia desde cedo a microcirculação, ou seja tem influência no risco, na idade adulta, de doenças cardiovasculares e tensão arterial elevada. Por isso, os investigadores aconselham os pais a susbtituir uma hora de ecrã diária por uma hora de actividade física, seja ela qual for.
O estudo foi publicado no jornal da Associação Americana do Coração Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology.
In: http://www.mae.iol.pt/criancas/televisao-saude-sedentarismo-exercicio/1248197-5539.html
domingo, 20 de março de 2011
Recomendações da OMS sobre Actividade Física/ Roda dos alimentos
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda, por questões de saúde, os seguintes níveis de actividade física:
5 a 17 anos
Para pessoas nesta faixa etária, as recomendações incluem brincar, jogar, desporto, deslocação (a pé ou de bicicleta) educação física ou exercício planeado (todas estas actividades estão incluídas no âmbito escolar, familiar e/ ou actividades comunitárias). Para a melhoria da forma cardio-respiratória e muscular, saúde óssea, reduzir sintomas de ansiedade e depressão, é recomendado:
- Realizar diariamente pelo menos 60 minutos de actividade física moderada a vigorosa.
- Actividade física superior a 60 minutos diários vai providenciar o aumento dos benefícios da saúde.
- A maioria da actividade diária deverá ser de cariz aeróbio. Pelo menos 3 vezes por semana deverá realizar-se actividade física vigorosa de fortalecimento muscular (que englobem grandes grupos musculares do tronco e membros) e ósseo (actividade vigorosa que envolva o peso do corpo, para promover o crescimento do osso).
18 a 64 anos
Para os adultos nesta faixa etária as recomendações incluem tempo lúdico de actividade física, deslocação (a pé ou bicicleta), actividades domésticas, brincar/ diversão, jogos, desporto ou actividade física planeada (todas estas actividades estão incluídas no âmbito familiar e/ ou comunitárias):
- Realizar pelo menos 150 minutos de actividade física aeróbia com intensidade moderada a vigorosa (poderá ser realizado 5 vezes por semana, 30 minutos), ou 75 minutos de actividade física aeróbia com intensidade vigorosa ou uma conjugação das duas anteriores.
- A actividade aeróbia deve ser realizada em períodos de pelo menos 10 minutos seguidos.
- Para aumento/ melhoria de benefícios da saúde os adultos deverão aumentar os minutos referidos no ponto 1 para 300 e 150 respectivamente ou uma conjugação das duas anteriores.
- Actividades de reforço muscular/ fortalecimento deverão realizar-se envolvendo grandes grupos musculares pelo menos 2 vezes por semana.
Para consultar o artigo na sua totalidade, carregue aqui.
Roda dos Alimentos
A nova Roda dos Alimentos é composta por sete grupos, com funções e características nutricionais específicas:
- Cereais e derivados, tubérculos – 28%
- Hortícolas – 23%
- Fruta – 20%
- Lacticínios – 18%
- Carne, pescado e ovos – 5%
- Leguminosas – 4%
- Gorduras e óleos – 2%
Dentro de cada divisão estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes entre si, para que possam ser regularmente substituídos, assegurando a variedade nutricional e alimentar.
In: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/alimentacao/DGS+ANA.htm![]() |
| Clicar na imagem para ampliar |
A sua forma circular associa-se ao prato vulgarmente utilizado às refeições, e a sua divisão por grupos permite identificar facilmente qual a proporção com que os alimentos de cada um desses grupos deve estar presente na alimentação diária, incentivando maior consumo dos alimentos pertencentes aos grupos de maior dimensão e menor consumo daqueles que se encontram nos grupos de menor dimensão. Dentro de cada grupo estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes entre si, que devem ser regularmente substituídos entre si de modo a assegurar a variedade alimentar.
Para mais informações conheça o folheto da Direcção Geral da Saúde.
Recomendações para a população portuguesa, em termos nutricionais:
Especificações em termos alimentares:
1) Aleitamento materno nos primeiros meses de vida, pelo menos durante os primeiros seis meses;
2) Consumo adequado de cereais e seus derivados, como o pão e outros, batatas e leguminosas;
3) Aumento do consumo de produtos hortícolas e de frutos frescos;
4) Redução do consumo de gorduras, em especial das gorduras sólidas e das sobreaquecidas; dar preferência ao consumo de azeite;
5) Aumento do consumo de peixe;
6) Redução do consumo de açúcar e de produtos açucarados;
7) Redução do consumo de sal;
8) Em caso de ingestão de bebidas alcoólicas, que esta seja feita com moderação. Grávidas, lactantes, crianças e jovens com menos de 17 anos nunca devem beber álcool;
9) Consumo adequado de leite e seus derivados;
10) Manutenção de um peso adequado à custa de um equilíbrio entre a ingestão alimentar e a actividade física;
11) Ingestão alimentar variada e fraccionada em pelo menos cinco refeições diárias;
12) Uma primeira refeição equilibrada logo após o acordar.
(*) Fonte: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição, Comissão de Educação Alimentar. "Recomendações para a educação alimentar da população portuguesa"; 1997
In: http://www.dgs.pt/default.aspx?cn=5518554061236154AAAAAAAA
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