sábado, 16 de julho de 2011

Distúrbios alimentares surgem cada vez mais cedo e também nos rapazes

Crianças de seis anos hospitalizadas com anorexia e cada vez mais rapazes preocupados com o peso. Investigadores lançam alerta.

A anorexia e outras doenças do comportamento alimentar começam a surgir cada vez mais cedo. Crianças em idade escolar, algumas com apenas seis anos, estão a ser afectadas pela obsessão do peso e da magreza. Algumas precisam mesmo de internamento para poderem ser tratadas. No Reino Unido, a anorexia está a afectar 1,5 crianças em cada 200 mil, um valor muito superior ao que se supunha. 
O alerta vem do London's Institute of Child Health. 
Um outro estudo revelou, além disso, que os rapazes começam também a ser cada vez mais afectados, ou seja, os distúrbios alimentares deixaram de ser problemas de raparigas adolescentes. 16 por cento dos rapazes com idades entre os dez e os 12 anos revela esse tipo de doenças, sobretudo bulimia, enquanto entre as raparigas da mesma idade a percentagem é de dez por cento. Estes resultados foram apresentados no Journal of Clinical Nursing.



in: http://www.mae.iol.pt/criancas/peso-alimentacao-anorexia-saude/1262885-5539.html

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Crianças portuguesas são das mais obesas da Europa

Um terço das crianças portuguesas tem excesso de peso e Portugal é um dos países da Europa com piores indicadores na obesidade infantil, segundo um estudo que vai ser apresentado esta semana numa conferência internacional, avança a Lusa.
A análise foi feita em 13 países europeus e Portugal é um dos países com maior prevalência de peso a mais em crianças, com a Itália a surgir em primeiro lugar.


«Temos 14 por cento de crianças com obesidade e 32 por cento com excesso de peso», afirmou à agência Lusa a nutricionista Ana Rito.


A especialista lembra os pais que um índice de massa corporal que a partir do percentil 85 é considerado excesso de peso e que acima de 95 é considerado obesidade.


Para Ana Rito, nutricionista do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, os dados relativos a Portugal são «muito preocupantes» e fazem da obesidade a doença mais prevalente na infância.


Os Açores foram a região do país onde se verificou maior prevalência de excesso de peso e obesidade e o Algarve aquela que apresentou os melhores resultados.


In: http://www.mae.iol.pt/bebes/alimentacao-obesidade-criancas/1264721-5538.html

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Novo separador

Este blogue tem um novo separador onde se pode encontrar um artigo do site www.obesidade.online.pt relativamente ao tema da actividade física.

Factores chave para uma alimentação saudável

Variedade de alimentos
Esta é a mensagem mais consistente nas recomendações alimentares feitas em todo o  mundo. Necessitamos de mais de 40 nutrientes diferentes para ter saúde e não apenas um consegue satisfazer as necessidades. É por isso que o consumo de uma grande variedade de alimentos (incluindo frutos, vegetais, cereais e sementes, carne, peixe e ovos, produtos lácteos, óleos e gorduras) é necessária para a saúde e, qualquer um deles pode ser agradável como parte de uma dieta saudável. Alguns estudos mostram a relação entre a variedade alimentar e longevidade. Em nenhum caso, escolhendo uma grande variedade de alimentos, aumentou o prazer pelas carnes ou snacks.


Comer regularmente
Comer é um dos grandes prazeres da vida e, é importante ter tempo para parar, relaxar e escolher horários para as refeições e os lanches. Programar o horário das refeições também assegura que estas não são esquecidas, resultando em falta de nutrientes que, muitas vezes, não são compensados pelas refeições seguintes. Isto é especialmente importante para crianças em idade escolar, adolescentes e idosos.


Equilíbrio e Moderação
Para equilibrar a ingestão alimentar é necessário conhecer, um pouco, cada tipo de nutriente. Se o tamanho da refeição é razoável, não é necessário eliminar os alimentos favoritos. Não há “bons” ou “maus” alimentos, apenas boas ou más dietas. Nenhum alimento pode ser adequado a um estilo de vida saudável, se for esquecida a moderação e o equilíbrio. Quantidades moderadas de todos os alimentos, pode ajudar a assegurar que a ingestão energética (calorias) é controlada e, que não são ingeridas excessivas quantidades de algum alimento ou componente de alimento. Se escolher um lanche com muita gordura, deve fazer-se uma opção com pouca gordura na refeição seguinte. Exemplos de quantidades adequadas são: 75-100gr (o tamanho da palma da mão) de carne; uma peça de fruta de tamanho médio; meia chávena de massa crua ou, 1 colher de natas geladas (50gr). Refeições pré-confeccionadas oferecem uma porção média controlada e, também têm o valor energético (calorias) mencionado na embalagem.


Manter o Peso Corporal Saudável e Sentir-se Bem
O peso ideal varia entre os indivíduos e, depende de muitos factores, incluindo o género, a altura, a idade e, a hereditariedade.
Excesso de gordura corporal – resulta da ingestão de mais calorias do que as que são necessárias. Essas calorias extra, podem vir de qualquer nutriente – proteínas, gordura, hidratos de carbono ou álcool – mas a gordura é a forma mais concentrada de calorias.
Actividade física – é uma boa forma de aumentar a energia dispendida (calorias) e, isto pode ajudar a sentir-se bem. A mensagem é simples: se estiveres a ganhar peso, come menos e sê mais activo.


Não esquecer as frutas e vegetais
Muitas recomendações, a nível europeu, alertam para o consumo no mínimo de 5 porções de frutas e vegetais, diariamente. Numerosos estudos mostraram uma associação entre a ingestão destes alimentos e a diminuição do risco de doenças cardiovasculares e certos tipos de cancro. Um aumento da ingestão de frutos e vegetais foi também associado com a diminuição da pressão arterial. As pessoas podem “encher-se” de frutos frescos e vegetais porque são bons fornecedores de nutrientes e, a maioria, são naturalmente pobres em gordura e calorias. Os nutricionistas estão muito mais atentos aos frutos e vegetais como fornecedores de nutrientes e outros constituintes que são saudáveis para os indivíduos. A “hipótese antioxidante” deu atenção ao papel dos micro-nutrientes existentes nos frutos e vegetais, como vitamina C e E, assim como ao número de outras substâncias protectoras. Os carotenos (ß-caroteno, luteína e licopeno), os flavonóides (compostos fenolicos que são comuns nos frutos e vegetais geralmente consumidos, como as maçãs e cebolas e, compostos derivados de plantas do chá, cacau e frutos vermelhos) e os fitoestrogénios (principalmente isoflavonas e linhanos). Está demonstrado que têm efeito benéfico na saúde humana.


Base da alimentação nos alimentos ricos em hidratos de carbono
A maioria das recomendações alimentares preconiza que a alimentação diária deve conter 55% do total de calorias vindas dos hidratos de carbono. Isto significa que mais de metade dos alimentos ricos em hidratos de carbono, como os cereais completos, massas e outros cereais, pode ajudar a estimular a ingestão de fibra. Embora o organismo processe todos da mesma forma, os hidratos de carbono são divididos em “complexos” e “simples”. Os hidratos de carbono complexos que vêm das plantas são chamados amidos e fibras, e estão por exemplo nos grãos de cereais, vegetais, leguminosas, sementes, legumes e no pão. Estes hidratos de carbono consistem em longas cadeias de muitos hidratos de carbono simples unidos. Os hidratos de carbono simples (algumas vezes chamados açucares simples), são por exemplo o açúcar de mesa, frutos, sobremesas, doces, refrigerantes, sumos de fruta, mel, geleias e xaropes. Ambos, complexos e simples, fornecem a mesma quantidade de energia (4 calorias/gr) e ambos, podem contribuir para a formação de cáries dentárias, especialmente quando a higiene oral é fraca.


Beber líquidos com abundância
Os adultos necessitam de beber no mínimo 1,5L de líquidos diariamente, e, ainda mais no verão ou se praticarem uma actividade física. Água simples é uma boa forma de ingerir líquidos mas, a variedade pode ser tanto agradável quanto saudável. Podem escolher-se alternativas de bebidas, como néctares, sumos de fruta, chá, café e leite.


Moderação nas gorduras
A gordura é um nutriente presente nos alimentos, que é essencial para o estado de saúde. A gordura é um fonte de energia disponível e capaz de ser absorvida pelo organismo, circular e transformar-se em ácidos gordos solúveis – vitaminas A, D, E e K. A gordura contida nos alimentos é necessária para fornecer “ ácidos gordos essenciais” que o organismo não produz. Por exemplo, óleo de peixe e suplementos de óleo de peixe, são ricas fontes de ácidos gordos polinsaturados Ω-3 (Ω-3 PUFAs) α-linolenico (LNA), eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA). Estes, por terem ácido linoleico e ácido araquidónico (AA) devem ser consumidos na dieta. No entanto, outras gorduras há, especialmente as gorduras saturadas, que podem contribuir para efeitos adversos na saúde, como o aumento de peso e altos níveis de colesterol e aumento do risco de doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro. Limitar a ingestão de gordura, especialmente a gordura saturada, na dieta – mas não eliminando totalmente – é o melhor conselho para uma dieta saudável. A maioria das recomendações alimentares preconiza que 30% das calorias totais diárias devem vir da gordura e menos de 10% dessas, devem vir da gordura saturada.


Balanço adequado de sal
O sal (NaCl) é formado por sódio e cloreto. O sódio é um nutriente e, está presente naturalmente em muitos alimentos. Sódio e cloreto são importantes para ajudar o organismo a manter o balanço de fluidos e regular a pressão sanguínea. Para muitas pessoas, um excesso de sódio passa correctamente através do organismo, contudo, em algumas pessoas pode aumentar a pressão sanguínea. Reduzindo a quantidade de sal na dieta, pode-se reduzir o risco de aumentar a pressão sanguínea. A relação entre a ingestão de sal e a pressão sanguínea está ainda por esclarecer e, como tal, devemos consultar o nosso médico para nos aconselhar.


Começar agora e, fazer as mudanças gradualmente
Fazer mudanças gradualmente, como comer mais uma dose de fruta e vegetais por dia; reduzir o tamanho das refeições ou andar de escadas em vez de elevador, são opções para mudanças fáceis de manter.



Dieta rica em gordura e açúcares nos primeiros anos de vida pode afectar QI

Estudo publicado no “British Medical Journal”


Uma dieta rica em gorduras e açúcares durante os primeiros anos de vida pode afectar o
desenvolvimento de quociente de inteligência (QI) das crianças, revela um estudo divulgado no
“British Medical Journal”.

Estas conclusões foram baseadas nos dados de um estudo que avaliou 14 mil crianças
nascidas no Reino Unido, entre 1991 e 1992, e que pretendia fazer o acompanhamento a
longo prazo da saúde dos participantes. Para o estudo, os pais responderam a questionários
detalhados sobre o tipo de comida e bebida que os filhos comeram no terceiro, quarto, sétimo
e oitavo ano de vida.

As crianças foram submetidas periodicamente ao teste de inteligência Wechsler, que revelou
que aquelas cuja dieta era pouco saudável tinham um QI mais baixo. Foi verificado que os
padrões de alimentação entre os quatro e os sete anos não tiveram impacto sobre o nível de
inteligência das crianças, mas sim o tipo de dieta entre os zero e os três anos.

Segundo o estudo, citado pela agência Lusa, os especialistas advertem que esses estudos
sugerem que "os efeitos cognitivos relacionados com os hábitos alimentares no início da vida
podem persistir mesmo se fosse alterada a dieta". No entanto, os especialistas afirmam que
estes resultados são "modestos" e recomendam novas pesquisas para entender melhor o
efeito sobre a inteligência que pode ter um determinado tipo de dieta numa idade avançada.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

In: http://www.obesidade.online.pt/images/stories/dieta_gordura.pdf

Dieta mediterrânica reduz risco de síndrome metabólica

Estudo “Journal of the American College of Cardiology”


A dieta mediterrânica, muito conhecida pelos seus efeitos benéficos na saúde do coração,
também reduz o risco de síndrome metabólica, dá conta um estudo publicado no “Journal of
the American College of Cardiology”.
A dieta mediterrânica é um padrão de dieta caracterizado pelo elevado consumo de ácidos
gordos monoinsaturados, sobretudo provenientes das azeitonas e azeite; consumo diário de
frutas, legumes, cereais integrais e lacticínios com baixo teor de gordura; consumo semanal de
peixe, aves, frutos secos e legumes; um consumo relativamente baixo de carnes vermelhas e
um consumo moderado de álcool por dia, normalmente às refeições.
Segundo Demosthenes Panagiotakos, a dieta mediterrânica é uma das dietas mais bem
conhecidas e estudadas, tendo sido associada à diminuição da mortalidade devido a menor
risco de doença cardiovascular, diabetes tipo 2, obesidade e alguns tipos de cancro.
Para este estudo, os investigadores Universidade de Atenas, na Grécia, analisaram os dados
de cerca de 50 estudos publicados, que incluíram a participação de um total de mais de 500 mil
indivíduos. Entre outros resultados, o estudo constatou que a adopção deste tipo de dieta não
só diminui o risco de síndrome metabólica como também apresenta efeitos benéficos para os
parâmetros que definem esta condição, nomeadamente perímetro abdominal, níveis de
colesterol HDL, níveis de triglicerídeos, pressão arterial e metabolismo da glicose.
O investigador revela que estes resultados vão ao encontro dos já existentes, demonstrando o
papel protector e a importância dos hábitos alimentares, principalmente quando se trata de
desenvolvimento e progressão da síndrome metabólica.
Assim, Demosthenes Panagiotakos sugere a adopção de um padrão alimentar saudável, como
a dieta mediterrânica, bem como a promoção de um estilo de vida activo. Este seria, na sua
opinião, um marco no desenvolvimento de estratégias de saúde pública para a prevenção da
síndrome metabólica. O investigador acrescentou ainda que, tendo em conta os recursos
financeiros limitados que muitos países enfrentam, uma alimentação saudável parece ser um
meio eficaz e acessível para a prevenção das doenças cardiovasculares. Além dos diferentes
benefícios para saúde, este tipo de dieta pode ainda ser facilmente adoptado por todas as
populações e culturas.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

In: http://www.obesidade.online.pt/images/stories/dietamediterr_sindromemetab.pdf

Gravidez: dieta pouco saudável tem impacto a longo prazo na saúde da criança

Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”


A adopção de uma dieta pouco saudável durante a gravidez aumenta o risco de a criança vir a
sofrer de diabetes tipo 2, um factor que contribui para o desenvolvimento de cancro e doenças
cardiovasculares, sugere um estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of
Sciences”.

Já está perfeitamente estabelecido que factores ambientais interagem com os genes ao longo
da vida, afectando a expressão desses mesmos genes e, consequentemente, a função dos
tecidos e o risco de doença. A dieta durante os períodos críticos de desenvolvimento, como
acontece durante os nove meses da gravidez, tem sido apontada como um desses factores
ambientais. A epigenética, que se refere a modificações do ADN que regulam a expressão de
um gene, tem sido sugerida como a responsável por estes efeitos.

Contudo, ainda não se sabe ao certo qual o mecanismo que controla a interacção entre a dieta
adoptada durante a gestação e a expressão de certos genes nos bebés, durante a vida adulta.

Estudos anteriores já haviam indicado que o gene Hnf4a desempenha um papel importante
durante o desenvolvimento do pâncreas e, mais tarde, na produção de insulina. Desta forma,
os investigadores da University of Cambridge, no Reino Unido, colocaram a hipótese de a dieta
adoptada durante a gravidez influenciar a expressão deste gene mais tarde na vida, e
consequentemente, o risco de diabetes.

Para testar esta teoria os investigadores liderados por Susan Ozanne utilizaram um modelo
animal, onde a alteração do conteúdo proteico da dieta da mãe durante a gravidez conduzia ao
desenvolvimento de diabetes tipo 2 nas crias, na idade adulta.

O estudo revelou que a expressão do gene Hnf4a é regulada pela dieta materna através de
modificações epigenéticas do ADN. Adicionalmente, foi também constatado que uma dieta
pobre aumenta a taxa de acumulação destas alterações epigenéticas ao longo do processo de
envelhecimento.

Em comunicado de imprensa, Susan Ozanne revelou que “o que é mais interessante é que
estamos agora a começar a entender realmente como é que a nutrição durante os primeiros
nove meses de vida pode moldar a nossa saúde a longo prazo, influenciando o modo como as
células do nosso corpo envelhecem.” Assim, os investigadores reforçam a necessidade de as
mulheres grávidas adoptarem uma alimentação saudável e equilibrada durante a gravidez.

ALERT Life Sciences Computing, S.A

In: http://www.obesidade.online.pt/images/stories/dieta_na_gravidez.pdf