terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Rotulagem nutricional

Todos os Valores Diários de Referência (VDR) que irá encontrar na nossa página são baseados em níveis típicos de energia e nutrientes, que a maioria das pessoas é aconselhada a ingerir diariamente, no âmbito de uma dieta saudável. As necessidades nutricionais individuais variam com o género, idade, peso e nível de actividade física, entre outros factores.

Como tal, os VDR não são estabelecidos para o indivíduo, mas fornecem referências sobre a contribuição dos macronutrientes.







A animação pode ser consultada no site original: http://www.fipa.pt/outos/conteudo4.php?tema=9

O que são os VDR?
São níveis típicos de energia e nutrientes que a maioria das pessoas é aconselhada a ingerir diariamente, no âmbito de uma dieta saudável.
As necessidades nutricionais individuais variam com o género, idade, peso e nível de atividade física, entre outros fatores.
Como tal, os VDR não são estabelecidos para o indivíduo, mas fornecem referências sobre a contribuição dos macronutrientes.
Os VDR podem ser utilizados para complementar a informação nutricional, fornecendo uma diretriz para ajudar o Consumidor a compreender o valor aproximado de calorias, proteínas, hidratos de carbonos, gorduras, gorduras saturadas, fibra, sódio e açúcares que este pode consumir diariamente, como parte de uma dieta saudável.
Porque precisamos de VDR?
O esquema com VDR permite, à primeira vista, obter informação objetiva que permite ao Consumidor fazer uma escolha ao nível nutricional informada.
Este esquema permite ajudar o Consumidor a compreender e avaliar tanto um género alimentício individual bem como o seu lugar numa dieta saudável. Permite também a este compor uma dieta equilibrada, adaptada às suas necessidades individuais e de acordo com o seu estilo de vida.
Como são calculados os VDR?
Os VDR são baseados em recomendações nutricionais do projeto Eurodiet.
O projeto Eurodiet é composto por um painel de peritos científicos e políticos, que foi criado em 1998 pela Comissão Europeia, com o objetivo de reunir informação científica relativa a nutrição, a dietas e a estilos de vida saudáveis.
Porque as necessidades calóricas variam com o género e idade, o Eurodiet não fez qualquer recomendação específica relativamente à energia.
Contudo, nutricionistas e dietistas comummente aceitam o valor de 2000kcal como o valor médio necessário para um adulto, moderadamente ativo, do sexo feminino.
Daí ser este o valor utilizado pela FIPA na frente da embalagem.
Porque não rótulos baseados no sistema “Traffic-lights”?
Existem diferenças de fundo entre os VDR e o sistema “Traffic-lights” (STL), nome porque é conhecido o sistema de codificação nutricional de rótulos através da cor.
Os VDR fornecem factos nutricionais objetivos acerca dos nutrientes e energia/calorias por porção/dose e mostra qual a sua contribuição para a dieta.
O STL é uma avaliação subjetiva, se 100g do género alimentício contém uma quantidade elevada, média ou baixa de cada nutriente e não fornece ao Consumidor as informações necessárias para a escolha de uma dieta equilibrada.
Esta avaliação é sempre igual, independentemente da quantidade da porção/dose ou da dieta do indivíduo.
Esta diferença é fundamental fazendo com que seja impossível juntar os dois esquemas num sistema “híbrido”.
Os VDR ajudam o Consumidor a fazer uma dieta equilibrada
A informação fornecida pelos VDR ajuda o Consumidor a verificar qual a contribuição de cada combinação de géneros alimentícios para as suas necessidades diárias.
O esquema de cores não consegue proporcionar este tipo de informação. Se alguém baseasse a sua dieta apenas em géneros alimentícios com a codificação verde, a sua dieta seria seguramente pobre em energia/calorias e outros nutrientes, incluindo ferro, cálcio e algumas vitaminas.
Os VDR são objetivos;
O STL julga classificar os géneros alimentícios com “verde-amarelo-vermelho” é enganador: faz-se um julgamento geral sobre os géneros alimentícios e sugere-se que existem boas e más escolhas e que esta regra se que pode generalizar. Ora, este não é o caso.
Todas as pessoas têm necessidades nutricionais diferentes.
A rotulagem com VDR fornece factos nutricionais sobre o género alimentício, tornando possível que o Consumidor, julgue por ele próprio, se uma determinada quantidade de alimento é apropriada para ele ou não.
Acreditamos que a chave para tornar o Consumidor mais informado consiste em incentivá-lo a olhar para o que está “dentro” do alimento, que vai comprar, de forma a enquadrar o alimento no contexto de toda a sua dieta. Informar é a chave!
Ninguém come sempre porções/doses de 100g
A maioria de alimentos não é ingerida em porções/doses de 100g, mas este é o tamanho da porção/dose utilizada pelo esquema STL.
Por exemplo, uma porção/dose normal de ketchup de 20g contém 5% do VDR de açúcar: uma percentagem relativamente pequena, quando comparada com a quantidade recomendada para um adulto médio.
Mas se nos basearmos numa porção de 100g, então os valores de açúcar presentes neste alimento iriam codificá-lo com a cor vermelho.
A codificação com cores mascara uma opção saudável
A codificação com cores não ajuda o Consumidor a aceder por géneros alimentícios, no contexto de uma dieta diária e não tem um valor educativo.
Para além disso, é uma abordagem demasiado simplista que dificulta a escolha do consumidor se este tem de considerar que opção tem menos de um determinado ingrediente.
Por exemplo, o conteúdo em sal de duas refeições prontas pode diferir significativamente mas, no entanto, podem terem ambas a cor amarela. O que torna impossível para o Consumidor saber qual delas tem menos sal.
Os VDR, por outro lado, indicariam ao Consumidor que uma tem 33% do VDR do sal e a outra 21%.
No sistema STL o Consumidor é encorajado a pensar nas cores “vermelho”, “amarelo” e “verde” como “traffic lights”, isto é, “parar”, “hesitar” e “ir”, mas não o instiga a perceber porquê.
Se um condutor tivesse que enfrentar simultaneamente um sinal vermelho, amarelo e verde não saberia como proceder.
Da mesma forma, se um Consumidor vir um género alimentício rotulado com vermelho, amarelo e verde para diferentes nutrientes, não fica claro se deve ou não consumir o alimento.
Os VDR tornam possível que cada um de nós saiba como proceder.


Para aplicação das recomendações da FIPA devem ter em conta os seguintes princípios:
Para que toda a informação seja consistente com os requisitos legais, os VDR devem estar de acordo com o Decreto-Lei nº 167/2004, de 07 de Julho.
Os VDR devem ser referentes a adultos médios, com idade superior a 18 anos e com um peso normal.
O valor do VDR deve ser arredondado de forma a ajudar o Consumidor e evitar uma aparente imprecisão.
Os valores dos VDR são baseados nos objetivos estabelecidos pelo Eurodiet.
Nutriente
VDR
Energia/Calorias
2000kcal
Proteínas
50g
Hidratos de carbono
270g
Lípidos/Gorduras
70g
Lípidos Saturados/Gorduras saturadas
20g
Fibra
25g
Sódio (sal)
2,4 g (6g)
Açúcares
90g
Gorduras polinsaturadas totais
16g
Ácidos gordos Ómega 6
14g
Ácidos gordos Ómega 3 totais
2,2g
Ácidos gordos Ómega 3 EPA/DHA
0,2g
Ácidos gordos Ómega 3 ALA
2,0g
Gorduras monoinsaturadas
34g
FAQ:
O que são os VDR?
Os Valores Diários de Referência (VDR) são níveis típicos de energia e de nutrientes que a maioria das pessoas é aconselhada a ingerir diariamente, no âmbito de uma dieta saudável.
As necessidades nutricionais individuais variam com o género, idade, peso e nível de atividade física, entre outros fatores.
Como tal, os VDR não são estabelecidos para o indivíduo, mas fornecem referências sobre a contribuição dos macronutrientes.
Os VDR podem ser utilizados para complementar a informação nutricional, fornecendo uma diretriz para ajudar o Consumidor a compreender aproximadamente quantas calorias, proteínas, hidratos de carbonos, gorduras, gorduras saturadas, fibra, sódio e açúcares pode consumir diariamente como parte de uma dieta saudável.

Qual é a diferença entre DDR e VDR?
DDR – Doses Diárias Recomendadas são doses de vitaminas e minerais estimadas para ir de encontro ou superar as necessidades de um grupo de adultos, em vez do indivíduo. Estas fazem parte da Diretiva relativa à rotulagem nutricional dos géneros alimentícios (Diretiva 90/496/CE) e refletem a variedade de dietas na Europa.

Para que nutrientes existem VDR?
Os VDR existem para Energia/Calorias, Proteínas, Hidratos de Carbono, Lípidos/Gorduras, Lípidos/Gorduras Saturadas, Fibras, Açúcares e Sódio/Sal.

Como foram os VDR calculados?
Os valores dos VDR são baseados nos objetivos estabelecidos pelo Eurodiet.

Nutriente
Valor
Energia/Calorias
-
Hidratos de carbono
>55%E
Lípidos/Gorduras
<30%E
Lípidos Saturados/Gorduras saturadas
<10%E
Fibra
25g/dia
Sódio/Sal
2,4g/dia / 6g/dia
Proteínas
por diferença

Qual o objetivo do uso dos VDR?
Os VDR ajudam o Consumidor a entender a informação nutricional existente nos rótulos.
Traduzem os conhecimentos científicos para linguagem comum, fornecem orientações para ajudar o Consumidor a entender a informação nutricional existente nos rótulos num contexto de uma dieta saudável.

Onde podem ser utilizados os VDR?
Os VDR (%) podem aparecer na embalagem, pontos de venda, brochuras, literatura sobre o produto, publicidade, artigos em revistas e websites.

É obrigatório colocar os VDR nas embalagens?
Não. Contudo muitos operadores optaram por fornecer informações sobre os VDR voluntariamente.
Sempre que exista VDR no rótulo tem que haver igualmente indicação da quantidade de nutrientes por porção/dose do género alimentício.
Desta maneira, os indivíduos podem avaliar a quantidade de alimento que estão a ingerir, em comparação com a quantidade sugerida como dose diária.

Porque são os VDR úteis para o Consumidor?
Permite ao Consumidor ver de forma expedita a quantidade, em gramas, de determinado nutriente na porção/dose do género alimentício.
O Consumidor consegue saber que % do total de VDR está contida na porção/dose do género alimentício, fornecendo-lhes a informação necessária para selecionar produtos que melhor se enquadrem nas suas necessidades diárias de nutrientes.

Como funciona a rotulagem de VDR na parte da frente da embalagem?
A rotulagem de VDR na parte da frente da embalagem mostra que % de calorias/energia, proteínas, hidratos de carbonos, lípidos/gorduras, lípidos saturados/gorduras saturadas, fibra, sódio/sal e açúcares podem ser consumidos diariamente, como parte de uma dieta saudável.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ranking, Top da escola - testes fitnessgram







Actividade física condiciona/ melhora sucesso escolar

Crianças que praticam desporto e são fisicamente mais activas têm melhores resultados na escola do que as que são mais sedentárias.

A actividade física é um factor determinante para a o sucesso escolar. Investigadores holandeses fizeram uma revisão dos resultados de 14 estudos anteriores e anunciaram, na revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine que existe, de facto, uma relação evidente entre o nível de actividade física das crianças e os resultados que obtêm na escola. A explicação pode estar, avançam, no facto de o exercício físico aumentar o fluxo de oxigénio e sangue que chega ao cérebro. Outra hipótese é que o efeito da actividade física na redução do stress e melhoria da disposição torne as crianças mais dispostas a aprender e com melhor comportamento na sala de aula. Por outro lado, as crianças que praticam desporto aprendem regras de convivência social e trabalho de equipa, aprendizagens que também podem ter o seu efeito benéfico para o sucesso escolar. No entanto, é necessário investigar mais a fundo as causas da relação que existe entre o exercício e os resultados académicos.

Nos vários estudos analisados foram considerados dados de mais 12 mil crianças, com idades entre os seis e os 18 anos.

Os autores do estudo pretendem avaliar com maior exactidão do que foi feito até agora o tipo, a duração e a intensidade do exercício físico na sua relação com o sucesso na escola. Mas um dado já é dado como certo: para se manterem saudáveis as crianças precisam pelo menos de uma hora diária de actividade física.

in: http://www.mae.iol.pt/criancas/escola-exercicio-desporto/1314329-5539.html

Corta-mato escolar

Irá realizar-se no próximo dia 18 de Janeiro, o corta mato escolar na barragem de Póvoa e Meadas.

A atividade serve para se proceder ao apuramento dos alunos para a fase distrital.

As inscrições ainda se encontram abertas para todos os alunos do 2º e 3º ciclos, basta contactar o respetivo professor de Educação Física.

(Carregar nas imagens para ver em ponto grande.)




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Torneio de Ténis de Mesa e Corta Mato

No mês de Janeiro decorrerá o torneio de Ténis de Mesa. As inscrições ainda se encontram em aberto.

No dia 18/01/2012, em Póvoa e Meadas decorrerá mais um corta mato inter-escolas ADENA (Associação de Escolas do Nordeste Alentejano).

30 minutos de exercícios por dia é o suficiente para dormir bem

A atividade física ainda diminui o cansaço e a desatenção durante o dia

Pessoas que se exercitam mais dormem melhor e ficam mais atentas durante o dia, afirma estudo que será publicado na edição de dezembro do periódico Mental Health and Physical Activity. De acordo com a pesquisa, feita na Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, a prática de 150 minutos de atividade física por semana (30 minutos por dia) já é suficiente para que uma pessoa obtenha tais benefícios.

Resultado
Pessoas que praticam pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada a intensa por semana melhoram em 65% a qualidade do sono, têm 65% menos cansaço durante o dia, 68% menos cãibras quando dormem e 45% menos desatenção O estudo analisou 2.600 homens e mulheres com idades entre 18 e 85 anos que passaram pelo Levantamento e Exame de Saúde e Nutrição Nacional (NHANES, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, em 2005 e 2006. Os pesquisadores levaram em conta diversos hábitos dessas pessoas, como prática de exercícios, condições de saúde, se eram fumantes e se dormiam bem.

Aqueles que praticaram 150 minutos semanais de atividades físicas de intensidade moderada a pesada, que é a quantidade de exercício recomendada órgãos de saúde americanos, tiveram uma melhora de 65% na qualidade do sono.

As pessoas que seguiram essas diretrizes também se tornaram 65% menos propensas a sentirem cansaço durante o dia do que aqueles que se exercitaram menos. Além disso, os mais ativos revelaram ter 68% menos cãibras durante o sono e eram 45% mais atentos mesmo quando se sentiam cansados.

"Nós usamos as diretrizes nacionais de atividade física estabelecidas para a saúde cardiovascular, mas acabamos descobrindo que elas também têm um efeito positivo em outras áreas da saúde", diz Brad Cardinal, professor de ciência do exercício da Universidade do Estado de Oregon e um dos autores do estudo.

Para o pesquisador, os resultados devem incentivar a prática de atividade física como uma alternativa aos remédios para melhorar o sono. "Devemos sempre lembrar que o exercício físico oferece uma série de benefícios para a saúde e ainda ajuda a manter uma pessoa alerta", afirma.

"Nossas descobertas demonstram uma ligação entre atividade física e diminuição da sonolência durante o dia e sugere que a prática regular de exercícios pode influenciar positivamente a produtividade de um indivíduo no trabalho ou nos estudos, por exemplo", afirma o principal autor do estudo, Paul Loprinzi.

Conheça a Pesquisa:
Título original: Association between objectively-measured physical activity and sleep, NHANES 2005-2006
Onde foi divulgada: periódico Mental Health and Physical Activity
Quem fez: Paul D. Loprinzi e Bradley J. Cardinal
Instituição: Universidade do Estado de Oregon, Estados Unidos
Dados de amostragem: 2.600 homens e mulheres entre 18 e 85 anos


in: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/30-minutos-de-exercicios-por-dia-e-o-suficiente-para-dormir-bem-afirma-pesquisa