quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Baixa de açúcar e “quebra” de tensão

Paula Veloso*


Chama-se baixa de açúcar ou hipoglicemia quando os valores da glicose (açúcar) no sangue são iguais ou inferiores a 60 mg/dl. Embora na maioria dos casos não se tenha à mão um medidor da glicose sanguínea, é importante saber avaliar os seus sintomas para que a situação se possa corrigir rapidamente.

Alguns pacientes relatam-me que por vezes sofrem uma quebra de tensão, associando-a a sintomas como tremuras, fraqueza, tonturas ou sensação de desmaio. No entanto, na generalidade dos casos, esses sintomas resultam de uma baixa de açúcar e não de uma quebra de tensão, embora em certos casos a primeira possa provocar a segunda.

Chama-se baixa de açúcar ou hipoglicemia quando os valores da glicose (açúcar) no sangue são iguais ou inferiores a 60 mg/dl. Embora na maioria dos casos não se tenha à mão um medidor da glicose sanguínea, é importante saber avaliar os seus sintomas para que a situação se possa corrigir rapidamente. Há situações mais ou menos graves e podem manifestar-se quer em doentes diabéticos quer em pessoas quem não sofrem desta patologia.

Uma baixa de açúcar ligeira origina alguns sintomas desagradáveis como suores, fome, tremuras, ou falta de forças, mas uma baixa de açúcar grave e prolongada pode provocar coma e até a morte se não for tratada atempadamente, uma vez que a glicose é o alimento primordial do cérebro e se esta não lhe for facultada com a devida regularidade poderá conduzir a alterações cerebrais graves.

Os casos mais graves verificam-se habitualmente em doentes diabéticos e nos insulinodependentes e estão habitualmente relacionados com uma inadequada ingestão alimentar ou exercício físico excessivo relativamente à dose habitual de insulina. Constato com frequência, que nos diabéticos não dependentes de insulina a preocupação é tomarem os hipoglicemiantes orais (comprimidos para baixar o teor de açúcar no sangue) não se preocupando, muitas vezes, com o que comem e com os horários das refeições. Se tomam comprimidos para baixar o açúcar no sangue e este, porque não foi feita uma refeição no tempo certo, já estava baixo, baixará ainda mais, podendo surgir sintomas de hipoglicemia. Por isso, sobretudo nos doentes diabéticos, quer sejam ou não dependentes de insulina, a alimentação é um ponto fundamental no seu tratamento e não pode, em caso algum, ser menosprezada ou negligenciada. Infelizmente constato que, não raras vezes, os doentes são medicados para esta doença, mas muito pouco informados no que respeita ao número, horas e composição das suas refeições.

Nas outras pessoas a quem não foi diagnosticada diabetes, sintomas semelhantes podem surgir quando estão muitas horas sem comer. Embora o organismo tenha mecanismos de compensação para colocar a glicose no sangue a partir de reservas que existem no fígado, a verdade é que as reservas hepáticas deste nutriente não duram sempre e nem sempre o sistema funciona na perfeição. Por isso, o melhor remédio está em prevenir esses episódios.

Como fazê-lo?
Tal como se deve recomendar aos doentes diabéticos, todas as pessoas deverão comer respeitando intervalos entre as refeições que não devem ser superiores a três horas e meia, ingerindo as quantidades de alimentos estritamente necessárias à manutenção de um peso saudável e em que os hidratos de carbono de absorção lenta contribuam com pelo menos 50% do total calórico. Por isso, mesmo quando se pretende emagrecer, os hidratos de carbono são obrigatórios!

O que fazer se as hipoglicemias são frequentes?
Quando se sofre pontualmente de hipoglicemias porque houve uma desatenção ou um qualquer impedimento para comer no intervalo desejado, dois pacotes de açúcar ou um sumo de fruta natural ou de garrafa que contenha açúcares de absorção rápida deverão solucionar o problema acabando com os sintomas. Se fizer uma refeição os sintomas desaparecerão também, contudo esse processo será muito mais demorado.

Se sofre de hipoglicemia com frequência ou a seguir às refeições, deverá consultar o seu médico para despistar possíveis causas para o problema. Se o fizer, poderá ajudar o clínico a fazer melhor o diagnóstico se lhe levar anotadas algumas informações dos seus hábitos e sintomas:
- Faça um diário alimentar durante pelo menos um mês, registando tudo o que comeu e bebeu e a que horas o fez;
- Se pratica exercício físico ou o faz esporadicamente, anote-o também, especificando o tipo de exercício e a sua duração;
- Registe nesse mesmo diário o que sentiu (sintomas) e a que hora do dia;
- Se tiver alguma outra ideia do que os pode ter provocado, registe-a também;
- Escreva todos os medicamentos que estiver a tomar, se for caso disso.

A hipoglicemia não é uma doença mas pode ser o resultado de uma doença ou de hábitos de vida errados e pouco saudáveis que poderá melhorar.


in: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=AFE1FF4B33504B2EE0400A0AB8003C4A&channelid=AFE1FF4B33504B2EE0400A0AB8003C4A&schemaid=&opsel=2


PAULA VELOSO Nutricionista e autora de Dietas sem Dieta e Dieta sem Castigo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Viciados em açúcar"


Paula Veloso* | 01-02-2012

Há mesmo alguns estudos com ratinhos que sugerem que quando estes animais ingerem grandes quantidades de açúcar os seus cérebros podem sofrer alterações semelhantes às que experimentam as pessoas que dependem de heroína ou cocaína.

O termo poderá parecer exagerado mas, para algumas pessoas, a apetência por doces é tão grande que torna incontrolável a ingestão dos mesmos. Ou seja, mesmo que pense que isso lhe poderá trazer ou agravar problemas de peso ou de saúde e que a sua ingestão tenha como consequência um inevitável sentimento de culpa, é, mais do que um capricho, uma necessidade premente de ingerir doces e por isso muitas vezes comparada com a dependência de drogas. No fundo, ao ter consciência perfeita de que os doces, ou o excesso de açúcar, não devem ser consumidos com frequência pelas consequências que podem ter a nível da saúde, mas não conseguir de todo evitá-lo, será, de certo, uma forma de dependência - a dependência de doces...

Há mesmo alguns estudos com ratinhos que sugerem que quando estes animais ingerem grandes quantidades de açúcar os seus cérebros podem sofrer alterações semelhantes às que experimentam as pessoas que dependem de heroína ou cocaína.

Por isso, a dependência por doces não se define apenas por se pensar frequentemente em comê-los, mas antes por ser uma espécie de compulsão, uma necessidade premente de satisfazer esse desejo rapidamente.

Ao longo de vinte e um anos de prática clínica continuo a constatar que não existe um padrão uniforme de comportamento no que ao consumo de doces diz respeito. Para alguns, basta uma pequena quantidade de açúcar (género rebuçado), para acalmar o desejo. Para outros, é prioritário comer uma vez por dia um bolo ou um pastel de nata como companhia do café.

Outros ainda, dizem-se muito gulosos mas aguentam-se bem até ao fim de semana onde, aí sim, já não resistem a uma fatia de bolo, de pudim, ou congénere. Há ainda os que não resistem ao chocolate, mas enquanto que algumas pessoas ficam satisfeitas com um ou dois quadradinhos, outras acabam por comer o chocolate inteiro quando começam. Há ainda muita gente, incluindo crianças, que não consegue beber água porque se habituou a ingerir refrigerantes e não dispensa o sabor doce nas bebidas, seja às refeições ou fora delas.

O açúcar não é proibido desde que não ultrapasse 10% das calorias diárias, mas é importante saber que não chega contar as colheres de açúcar que temperam o leite, o café ou o chá. Uma lata de 300 ml de refrigerante, com excepção das variantes light, pode conter o equivalente a 5 ou 6 pacotes de açúcar. Um pacotinho de leite com chocolate de 200 ml pode conter cerca de 4 pacotes de açúcar. Ele existe também em muitos preparados alimentares desde molhos, a sopas, enlatados, etc.É por isso muito fácil ultrapassar as quantidades recomendadas sem nos darmos conta disso. Para os viciados em açúcar, o exagero é diário e praticado ao longo dos anos e pode provocar danos graves na saúde de quem o consome.

Consequências do consumo excessivo de açúcar
Embora não sendo um responsável direto pelo aparecimento da diabetes, o aumento de açúcar no sangue obriga a uma libertação de insulina para que o seu valor volte rapidamente ao normal e, sobretudo para quem tem antecedentes diabéticos, a sobrecarga sobre o pâncreas poderá conduzir a uma resistência à insulina, com sintomas semelhantes à diabetes ou mesmo ao aparecimento de diabetes do tipo 2. Devido a esta resposta rápida insulínica para controlar os níveis de glicose no sangue, os alimentos muito açucarados poderão provocar uma sensação de fome mais rápida do que os que têm um teor baixo desta substância.

Uma vez que fornece apenas calorias vazias, ou seja, não fornece ao organismo qualquer outro nutriente, não poderá substituir outros alimentos que contêm na sua constituição proteínas, vitaminas, minerais, hidratos de carbono ou gordura e que são fundamentais à formação e manutenção das estruturas orgânicas. Por isso, a sua utilização será quase sempre para além do necessário e implicará, pelo excesso calórico que provoca, uma aumento gradual do peso.

O consumo excessivo de açúcar está também associado a uma diminuição do sistema imunitário que o associa a doenças infeciosas ou ao aumento dos triglicerídeos no sangue que, tal qual o colesterol, são responsáveis por um maior risco de doenças cardiovasculares.

Conselho: se não prescinde de algum alimento doce no seu dia-a-dia, consulte um nutricionista para que este o possa incluir na sua alimentação diária sem que isso lhe traga graves consequências para o peso e para a saúde. Porque a saúde mental também conta e muito…


* PAULA VELOSO Nutricionista e autora de Dietas sem Dieta e Dieta sem Castigo

Vigorexia - Obsessão por músculos

Adriana Campos* | 01-02-2012

Muitos jovens (e também adultos), vivem como que obcecados por treinos de musculação a que, aos poucos, vão associando produtos para o desenvolvimento dos músculos.

Harrison G. Pope, Jr, da Faculdade de Medicina de Harvard - Massachusetts realizou estudos em três países sobre a imagem que os homens teriam deles próprios, sobre a imagem que achariam ideal para si e sobre a imagem que acreditam que as mulheres preferem. Os resultados mostram que a escolha do corpo ideal foi em média de, aproximadamente, 13 quilos a mais de massa muscular do que eles tinham. Também estimaram que as mulheres preferiam um corpo masculino com aproximadamente 14 quilos de massa muscular a mais do que eles efetivamente possuíam. Num estudo-piloto paralelo, entretanto, o autor constatou que as mulheres preferiam, de facto, um corpo masculino comum e sem os músculos adicionais que os homens pensavam ser necessários. Como conclusão, Pope atestou a grande discrepância entre o estado real e o ideal muscular dos homens.

Muitos jovens (e também adultos), vivem como que obcecados por treinos de musculação a que, aos poucos, vão associando produtos para o desenvolvimento dos músculos. Tal prática acarreta muitos perigos para a saúde, em vez de, como poderão afirmar os praticantes dessa modalidade, contribuir para um corpo mais são.

O psiquiatra americano Harrisom G. Pope foi o primeiro a usar o termo Vigorexia ou Síndrome de Adónis. A vigorexia é uma perturbação emocional caracterizada pela obsessão em ser musculado, sendo mais comum no sexo masculino. O seu início é, geralmente, coincidente com o final da adolescência, período em que a insatisfação com o corpo é típica e os ditames da cultura têm um grande peso.

Apesar de os portadores deste transtorno serem bastante musculados, percecionam o seu corpo de uma forma distorcida, considerando-se magros. A preocupação com o aumento da massa muscular torna-se o centro da sua existência, sendo por isso quase compelidos a frequentar o ginásio durante um elevado número de horas e a ingerir substâncias que potenciam o aumento da massa muscular.

Não é por acaso que anorexia rima com vigorexia; efetivamente as duas doenças tem aspetos comuns. Em ambas está presente a preocupação exagerada com o próprio corpo e a distorção da imagem que os pacientes têm de si mesmos: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, ao passo que os vigoréxicos nunca se consideram suficientemente musculosos. Para além destas, existem outras características comuns, tais como: baixa autoestima, personalidade introvertida, alterações ao nível do comportamento alimentar e tendência para a automedicação.

Associadas a esta perturbação, também designada como overtraining, manifestam-se várias consequências, nomeadamente reações típicas das situações de stress, tais como: insónia, falta de apetite, irritabilidade, cansaço permanente, desinteresse sexual e dificuldade de concentração. A vigorexia causa também problemas físicos e estéticos, tais como desproporção displástica, problemas ósseos e articulares, falta de agilidade, entre outros. Os problemas de ordem física são ainda maiores sempre que a obsessão por "melhores resultados" leva ao consumo de esteroides e anabolizantes. O consumo deste tipo de substâncias conduz ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão para o cancro da próstata.

Segundo estudos realizados, embora a vigorexia seja potenciada pelos padrões culturais vigentes, constatam-se desequilíbrios ao nível dos neurotransmissores, mais concretamente da serotonina. Por este motivo, no tratamento desta patologia pode recorrer-se a fármacos. A este tipo de tratamento é fundamental associar a psicoterapia para a que estes indivíduos recuperem a sua autoestima e superem o medo do fracasso social.

in: http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?contentid=AFE1FF4B59EF4B2EE0400A0AB8003C4A&channelid=FB1E151EFC02264FAA334EBDFF922FA2&schemaid&opsel=2



* ADRIANA CAMPOS Licenciada em Psicologia, pela Universidade do Porto, na área de Consulta Psicológica de Jovens e Adultos, e mestre em Psicologia Escolar. Concluiu vários cursos de especialização na área da Psicologia, entre os quais um curso de pós-graduação em Psicopatologia do Desenvolvimento, na UCAE. Atualmente, é psicóloga na Escola Básica de Leça da Palmeira, para além de dinamizar ações de formação em diversas áreas 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tipos de lesões e cuidados com os joelhos

O joelho é uma das articulações que mais sofre com lesões freqüentes, que podem atingir qualquer faixa etária, principalmente durante atividades físicas esportivas

O joelho é uma articulação complexa e responsável por suportar e carregar boa parte do peso do corpo – função que o deixa vulnerável a diversas lesões. Por isso, ele precisa de atenção e cuidados para não apresentar problemas.

De acordo com o Dr. Paulo Henrique Araujo (CRM-DF 13519), ortopedista e cirurgião graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, com especialização em Traumatologia ortopédica e cirurgia do joelho, o joelho é uma das articulações que mais sofre com lesões freqüentes, que podem atingir qualquer faixa etária, principalmente durante atividades físicas esportivas.

Para entender mais como é a composição do joelho, quais os tipos de lesões mais comuns e como cuidar deles, a fim de evitar problemas futuros entrevistamos o Dr. Paulo Henrique Araujo. Acompanhe.

1.:Como é a estrutura do joelho? -O joelho é formado pela articulação do fêmur com a tíbia e do fêmur com a patela. Ele é composto de quatro principais ligamentos (cruzado anterior, cruzado posterior, colateral medial e colateral lateral), dois meniscos (medial e lateral), da cartilagem articular e da membrana sinovial, que produz o líquido normal que lubrifica e nutre as estruturas do joelho.
2:Quais as lesões mais comuns no joelho e por que elas ocorrem? -As mais frequentes são lesões ligamentares, meniscais e condrais (cartilagem). Elas ocorrem, normalmente, em decorrência de traumas relacionados à prática desportiva. A lesão ligamentar mais comum é a do ligamento colateral medial, que se localiza superficialmente na face interna do joelho, e que frequentemente se associa a outras lesões, porém seu tratamento normalmente não requer cirurgia e o paciente se recupera completamente. A lesão que mais requer tratamento cirúrgico é a do ligamento cruzado anterior, muito frequente em jogadores de futebol profissionais e recreacionais. A artrose do joelho também é muito comum e é ocasionada pelo desgaste da cartilagem articular ao longo dos anos.
3:Quais atividades profissionais e/ou esportivas estão mais suscetíveis a traumas nesta região? -No Brasil, o futebol é o campeão absoluto como fonte de lesões no joelho. Porém, qualquer atividade esportiva, recreacional ou profissional, pode desencadear problemas sobre eles. Atividades profissionais também podem levar a lesões específicas nos joelhos, de acordo com a postura adotada no desempenho das funções. Por exemplo, profissionais de escritório, que ficam sentados por longo período com os joelhos fletidos tem maior chance de desenvolver dores patelares em consequencia de encurtamento muscular. Trabalhadores que desenvolvem suas funções em terrenos acidentados têm maior chance de sofrerem entorses.

4:E quanto ao sexo, homens ou mulheres sofrem mais com lesões no joelho? -Em números absolutos, os homens superam as mulheres em lesões no joelho, em decorrência de traumas esportivos por uma razão simples: o público masculino pratica mais esportes de risco para os joelhos do que as mulheres. Porém, elas apresentam risco de lesão no ligamento cruzado anterior maior que os homens, isso se deve a fatores biomecânicos e anatômicos. Por exemplo, se ambos jogarem futebol, basquete, vôlei, handball ou qualquer outro esporte de risco, a mulher tem maior chance que o homem de sofrer lesão especificamente no ligamento cruzado anterior.

5:Para as mulheres, o uso constante de saltos pode causar problemas na movimentação do joelho? -O uso de salto leva a um encurtamento muscular e ao deslocamento do centro de gravidade do corpo, o que pode ocasionar alterações articulares nos membros inferiores em geral, incluindo os joelhos.
6:Quais os tratamentos indicados para as lesões no joelho? -Obviamente que o tratamento específico dependerá do tipo da lesão podendo variar de medidas simples, como imobilização e as descritas acima até tratamentos cirurgicos para reconstrução ou reparo das estruturas lesionadas. Entretanto, medidas gerais e imediatas cabem a qualquer trauma no joelho. O tratamento imediato é sintomático, ou seja, combater a dor e o inchaço com medidas simples, como manter a perna elevada, gelo e anti-inflamatórios.

7:O excesso de peso pode trazer que conseqüências ao joelho? -Sim. O excesso de peso sobrecarrega as articulações dos membros inferiores, especialmente os joelhos, o que leva ao desgaste mais rápido das estruturas da articulação. Uma analogia simples pode ser feita com um carro de passeio que foi feito para transportar quatro pessoas. Se, ao invés de carregar somente as quatro pessoas este carro passe diariamente a transportar junto mais 4 malas pesadas, as peças do carro se desgastarão mais precocemente.

8:A água no joelho (Derrame articular) e dificuldade para flexão ou extensão do joelho podem ser ocasionados por qual tipo de trauma? -O derrame articular (água no joelho) é causado por uma reação inflamatória no joelho. Essa inflamação pode ser causada por qualquer tipo de trauma - desde que agrida de alguma forma as estruturas internas do joelho, ou mesmo em decorrência de processos degenerativos, como a artrose. Quando o joelho se enche de líquido (derrame) a movimentação completa do joelho fica difícil, por isso o paciente não consegue esticá-lo ou dobrá-lo completamente, mas se o líquido for retirado, o movimento deve retornar ao habitual.
9: Como prevenir os traumas em atividades físicas? O aquecimento ajuda? Quais os tipos de exercícios válidos para fortalecer as articulações do joelho? -Existem estudos mostrando exercícios especificos que diminuem a incidência de determinados tipos de lesão nos joelhos relacionados à prática esportiva, porém, de maneira geral, o que ajuda a proteger os joelhos é um bom alongamento e fortalecimento muscular. Isso deve ser feito de forma regular e independente da prática esportiva, ou seja, não somente como “aquecimento” antes de jogar bola. Um bom equilibrio muscular se adquire somente com regularidade.

Por Dr. Paulo Henrique Araújo

Vida Saudável sem prazo de validade

As metas e objetivos são os maiores aliados na vida daquele que permanece na academia. Ter um propósito evita que se treine apenas por treinar.

É muito comum encontrarmos aqueles que dizem ter prazo de validade em academia. A regra dos três meses – a mais ouvida – impede que os planos de uma vida mais saudável e menos sedentária sejam mantidos ao longo do ano, e que a saúde e físico da pessoa sofram, de fato, mudanças positivas.

A princípio, os hábitos alimentares e físicos a serem adotados surgem como uma novidade e os primeiros dias do novo plano, difíceis ou não, são executados com animo. No entanto, quando o cérebro e corpo passam a entender os exercícios como rotina, muitos desanimam.

Combinar modalidades e intercalar esportes pode fazer toda a diferença e manter o interesse sempre ativo. Marcio T. Scomparin, Gerente Técnico da Monday Academia, garante que as metas e objetivos são os maiores aliados na vida daquele que permanece na academia. Ter um propósito evita que se treine apenas por treinar.

“Pessoas que começam uma atividade física com algum propósito, resultado e prazo, geralmente atingem seus objetivos e isso serve como estímulo para continuidade, sempre renovando as metas. Afinal de contas, exercícios físicos são um sacrifício para o organismo e você precisa enxergar um porquê naquilo que está fazendo”, defende Scomparin.

Motivação
Dra. Marcia Lorena Chaves, membro do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, aponta que apesar de cada individuo apresentar um comportamento próprio diante de atividades repetitivas, é necessária uma ótima dose de motivação e criatividade para manter qualquer cérebro interessado em persistir no plano de atividades iniciado.

“O cérebro é extremamente motivado por novidade. Não necessariamente tudo novo, mas a combinação de coisas de uma forma diferente, mesmo que cada parte de algo que vá fazer seja conhecido”, explica Dra. Marcia.

Para a neurologista, ter um desafio é um dos fatores motivadores, pois impede que corpo e mente sinta-se cansados de rotina. “Diante da novidade motiva-se vários circuitos neurológicos, como memória, coordenação motora. E a pessoa fica mais atenta ao que precisa realizar”.

Várias opções
Não é a toa que as academias de ginástica invistam tanto em diversidade com um cronograma completo de atividades para o dia todo e para todos os gostos. Inovar e identificar-se com o que será praticado é uma ótima maneira de aliar prazer, bons resultados e continuidade. 
“Antes de tudo a atividade física deve ser algo prazeroso. Todos nós temos algo que nos agrada, primeiramente precisamos encontrar qual tipo de atividade física é a mais adequada para aquilo que preciso e gosto de fazer”, aconselha o gerente técnico da Monday Academia.

Para Scomparin, um programa de treinamento deve prever descanso e uma boa alimentação e, justamente, a substituição de atividades como uma alternativa para que o corpo se mantenha estimulado e não “enjoe” dos exercícios. Outro detalhe importante é a companhia para estes momentos. “Treinar com um amigo ou gerar relacionamento dentro da academia, fazendo parte de um grupo, sempre fará com que a pratica de exercícios seja mais prazerosa, pois é uma forma de enxergá-los como diversão e não como obrigação”.
Mais dicas? A neurologista Marcia aponta até mesmo o vício feminino, o consumo, como uma boa forma de estimulo para manter-se atlético durante todo o ano. Investir em roupas próprias para a prática de ginástica deixa a pessoa bem-vestida e mais disposta a frequentar lugares cheios como as academias.
Atividades físicas são essenciais para a conservação das atividades cerebrais e também para a aparência do corpo. Por isso, a prática de qualquer modalidade com o acompanhamento de profissionais deve tornar-se um hábito. E o que é melhor, os resultados serão notados ao longo do ano, dispensando a necessidade de intensificar treinos para a chegada do verão.
Por Trixe Comunicação Empresarial

Atividade física não causa artrose ao joelho

Estudo comprova que a prática de esportes precisa ter orientação de um especialista.

Diversos estudos apontavam a prática de corrida e de futebol como a responsável pelo surgimento da artrose no joelho. A artrose é a destruição progressiva dos tecidos que compõem a articulação, em particular a cartilagem que envolve o deslizamento dos ossos.

Porém, uma pesquisa do American College of Sports Medicine garante que a atividade física é boa para os joelhos e não causa artrose, desde que bem orientada por um profissional.

Outro estudo, esse da Monash University, da Austrália, estudou 10 mil pessoas, entre 45 e 79 anos. Eles concluíram que os exercícios não levam à artrose. Ao contrário, ele aumenta o volume da cartilagem, protegendo o joelho.

Por Carolina Abranches

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Resultados corta mato

A ADENA (Associação de Escolas do Nordeste Alentejano) realizou mais um corta mato, no dia 18/01/2012, pelas 10h.

Na atividade participaram 145 alunos das escolas de Castelo de Vide e Marvão.

De seguida apresentam-se as classificações, por escalão e género:
(carregar nas imagens para visualizar em ponto maior)









Alunos apurados para o corta-mato distrital, que se realizará em Alter do Chão a 14 de Fevereiro