Os alunos que irão participar nos campeonatos regionais de natação, nos próximos dia 11 e 12 de Maio são:
Gonçalo
Grácio; Tiago Bonacho; João Tomé; Guilherme Massena; Francisco Galhofas; Mariana
Canário; Zaida Barreiros; Mafalda Botelheiro; Mariana Botelheiro; Mafalda Borba.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Resultados Campeonatos Regionais
No passado fim de semana, realizaram-se os campeonatos
regionais de Desportos Gímnicos e de Ténis de Mesa, em Évora.
No ténis de mesa, o aluno Rui Rato esteve em bom plano, ficando pela primeira fase. A aluna Ana Cruz conseguiu o 5º posto. Os restantes colegas do grupo/ equipa deste agrupamento não participaram nestes campeonatos destinados apenas aos escalões iniciados e juvenis. Contudo no próximo dia 9, os alunos João Carrilho e Constantin Ryaboy participarão nos distritais da modalidade. O primeiro aluno foi apurado em primeiro lugar (do seu grupo de apuramento) para esta competição.
A aluna Mafalda Borba, na modalidade de desportos gímnicos - ginástica artística, mais uma vez repetiu o apuramento (ficou em 2º lugar - foi a melhor no salto e a segunda na trave olímpica) para os campeonatos nacionais, que decorrerão em Loures no dias 25 e 26 de Maio.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Obesidade infantil aumenta risco de cancro do fígado
Adultos que foram obesos durante a infância têm mais
probabilidades de vir a ter cancro do fígado. Esta é uma das principais
conclusões de um estudo desenvolvido na Dinamarca e cujos resultados vão ser
apresentados esta semana no Congresso Internacional do Fígado, em Barcelona.
Investigadores analisaram o índice de massa corporal e o
peso na altura do do nascimento de cerca de 165 mil homens e 160 mil mulheres
na Dinamarca entre 1930 e 1989 e verificaram que 252 desenvolveram em idade
adulta carcinoma hepatocelular, a forma mais comum de cancro do fígado.
Os autores do estudo calcularam que, aos sete anos, o risco
de carcinoma hepatocelular aumentava 12 por cento por cada ponto aumentado no
IMC (índice de massa corporal). Aos 13 anos este risco aumenta para 25 por
cento e apresenta valores semelhantes nos dois sexos.
Existem outros fatores que aumentam o risco de cancro do
fígado como o alcoolismo, infeção por hepatite B e C ou outras doenças
hepáticas mas os resultados do estudo não se alteraram quando pacientes com
estes fatores foram retirados do estudo. Isto significa que o principal fator
do carcinoma hepatocelular é mesmo a obesidade infantil.
«A obesidade infantil não só leva ao desenvolvimento de
muitas doenças metabólicas como também a desenvolver um fígado gorduroso, o que
posteriormente pode resultar em cancro do fígado» afirma Frank Lammert membro
do comité científico da Associação Europeia para o Estudo do Fígado.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Fotografias do corta mato escolar e mega atleta distrital
Nos passados dias 18/01/2012 e 19/03/2012, decorreram as atividades corta mato escolar realizado na barragem de Póvoa e Meadas e mega atleta distrital realizado em Elvas, respetivamente.
Aqui ficam algumas fotos.
Aqui ficam algumas fotos.
Hidratação. Hidratar sem engordar
A água existe em todos os alimentos e bebidas e a quantidade que necessitamos tem a ver com o teor de água dos alimentos e bebidas que ingerimos.
O nosso organismo é constituído por 60-70% de água mas esta perde-se através da urina, fezes, transpiração e respiração. De manhã, ao acordar, verificamos que a urina é mais escura do que na generalidade do dia, e isso deve-se à perda de água pela pele e pelo vapor de água excretado com o ar expirado. Na verdade, enquanto dormimos não comemos nem bebemos e, por isso, não conseguimos ingerir nada que contenha água, apenas a perdemos.
A água existe em todos os alimentos e bebidas e a quantidade que necessitamos tem a ver com o teor de água dos alimentos e bebidas que ingerimos. Por exemplo, se comermos um iogurte sólido, precisamos de beber menos água do que se bebermos um copo de leite, ou se comermos uma banana devemos ingerir maior quantidade de água do que se comermos uma fatia de melão. Mas não podemos ver as coisas de modo tão simplista, porque, em boa verdade, tal como acontece com a ingestão de calorias, o que importa é que a água seja ingerida de modo a compensar as perdas.
Quando e quanto beber?
Como referi, a água faz parte da composição de todos os alimentos que ingerimos, em maior ou menor quantidade. Uma das regras para nos mantermos bem hidratados é não esperar pela sede, mas ingerir água ou outra bebida rica em água de modo a manter a urina o mais parecida possível com água, isto é, praticamente sem cheiro e sem cor. Sempre que sentimos sede, há estruturas orgânicas que já estarão a ser afetadas. A sede é um sinal de alarme que nos obriga a beber água sempre que o teor de água no organismo sofreu uma baixa considerável ou sempre que há o aumento da concentração de alguma substância, como sal ou açúcar. Daqui se depreende que bebidas com açúcar não são boas para matar a sede.
Hidratar sem engordar
Embora muitas vezes se pense que a água engorda, e por isso algumas pessoas recorram a diuréticos para ver o ponteiro da balança mexer, a verdade é que ela não tem calorias e quando o peso baixa por essa via não se fica mais magro, bem pelo contrário, a massa gorda aumenta em relação à massa magra. Por esse motivo, este título pode erradamente levar a pensar que, se se beber muito, se engorda. Mas não. O que me motivou a usá-lo foi o facto de constatar que a tendência da maioria das pessoas nos dias de hoje, é preterirem a água em favor de muitas outras bebidas (e são centenas) que contêm calorias e, como tal, contribuem para o aumento de peso. Embora sejam maioritariamente constituídas por água, além de aditivos, muitas delas contêm efetivamente uma quantidade considerável de calorias que, embora "líquidas", têm o mesmo efeito no aumento de peso que as "sólidas".
Como se pode substituir a água?
Eu diria que só a água substitui a água! No entanto, não podemos fechar os olhos à mudança de gosto face à inúmera oferta de bebidas que diariamente pululam nas prateleiras dos supermercados, e o importante é que as pessoas aprendam a ler e interpretar os rótulos para fazerem as suas escolhas conscientemente. Uma bebida que vai substituir a água não pode ter o mesmo valor calórico de uma que se pretende que substitua (em calorias) um iogurte ou um copo de leite, uma vez que se o valor calórico da água é zero, a bebida que a vai substituir não deverá ter muito mais calorias do que isso!
Bebida Calorias por 100 ml
Lipton línea 1
Continente "Ice-tea light" (vários sabores) 2 a 4
Pleno "Chá preto Earl Grey e Limão" 1
Pleno "Tisanas Cidreira, Tília, Camomila e Limão" 1
Formas Luso (todos os sabores) 1,8
Continente "Água gaseificada limão" 2
Frize Groselha 5
Frize Limão 4
Schweppes Soda Way 0
Cola light (várias marcas) 0
e-manga, laranja e cenoura 0,6
e-maçã 0,6
Estas são algumas opções possíveis para beber, mas, sempre que o fizermos, convém ler o rótulo, analisar os seus ingredientes, para além do valor calórico e do seu preço, e depois decidir se não será melhor tomar um chá gelado feito em casa ou uma limonada...
Para quem quer engordar
Para que a minoria tenha peso
As pessoas excessivamente magras, ou que se consideram como tal, podem sofrer tanto como as obesas. Muitas vezes não fisicamente, mas psicologicamente.
Muito se fala sobre excesso de peso e obesidade e muitos são os conselhos e dicas que circulam por todos os meios de informação no sentido de melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas afetadas por esse problema. Também nós, nutricionistas, o fazemos, porque nas nossas consultas são maioritariamente essas pessoas que nos aparecem a pedir ajuda. Os magros também aparecem mas em número muitíssimo reduzido. Por isso se fala tão pouco deles...
Mas a verdade é que as pessoas excessivamente magras ou que se consideram como tal podem sofrer tanto como as obesas. Muitas vezes não fisicamente, mas psicologicamente.
Num mundo em que a imagem tudo domina, é natural que assim seja. Por isso, este artigo é para elas.
É fácil engordar?
Quem tem excesso de peso seguramente dirá que sim. Mas outros, incluindo os nutricionistas, dirão que essa tarefa nem sempre é fácil. Em boa verdade, só engordamos com o comemos, ou seja, só engordamos se comermos mais do que aquilo que gastamos. Por isso poderemos dizer de uma forma simplista que basta reduzir as calorias diárias para se conseguir perder peso. Nos magros o contrário não é exatamente verdade. Embora teoricamente bastasse aumentar o valor calórico diário para se engordar, muitas vezes há barreiras orgânicas que impedem que isso resulte. Os mais comuns, e refiro-me apenas a situações não patológicas, são a falta de apetite, um metabolismo muito ativo ou um balanço energético negativo, isto é, uma ingestão de alimentos insuficiente em relação à atividade profissional e física praticada.
Seja como for, há um princípio básico para quem quer engordar que é o mesmo para qualquer outra pessoa. O aumento de peso deve ser feito à custa de uma dieta (nesta caso para engordar!) equilibrada e saudável. Isto é o mesmo que dizer que há que olhar a meios para alcançar fins ou que não se deve comer doses excessivas de batatas fritas ou chocolates apenas para engordar. Porque isso traria graves implicações de saúde para quem, provavelmente, apenas sofria com a sua imagem corporal...
O que deve fazer-se
- Se é uma perda de peso recente ou o peso é manifestamente baixo, é importante consultar o médico para avaliar as suas causas que podem ser físicas ou psíquicas;
- Deve saber-se se o paciente costuma desparasitar-se anualmente e, se o não faz, será essa a primeira coisa a fazer;
- Após a desparasitação, poderá tomar um complexo polivitamínico para suprir eventuais carências provocadas, quer pela ingestão insuficiente ou inadequada de alimentos e nutrientes, quer pela presença de parasitas;
- Deverá avaliar-se, através de um inquérito à ingestão alimentar e à atividade desenvolvida pela pessoa ao longo dos dias, se a ingestão de alimentos é caloricamente correta;
- Quando há falta de apetite ou o estômago apenas comporta pequenas quantidades de alimentos, recomenda-se a ingestão de pequenas porções de alimentos com maior frequência, por exemplo de duas em duas horas;
- O aumento da quantidade de alimentos deve ser progressivo para não provocar "indisposições" de estômago;
- A dieta deve ser sempre baseada na Roda dos Alimentos de modo a assegurar a ingestão necessária de todos os nutrientes, podendo a partir daí aumentar-se a partir de alimentos saudáveis com grande densidade calórica, como nozes, amendoins, azeite ou chocolate, por exemplo;
- Poderá aconselhar-se uma diminuição da atividade física, para duas ou três vezes por semana.
E com isto espero poder ter contribuído para um pouco mais de felicidade!
in: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=AFE1FF4B4F1C4B2EE0400A0AB8003C4A&channelid=AFE1FF4B4F1C4B2EE0400A0AB8003C4A&schemaid=&opsel=2
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Diabetes
Devidamente tratada, a diabetes não impede o doente de ter uma vida perfeitamente normal e autónoma. Contudo, é fundamental que o diabético se ajude a si mesmo, autocontrolando a sua doença. Aliás, se o doente for determinado neste papel de autovigilância, a sua vida ficará muito facilitada.
O que é a diabetes?
A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia.
Quem está em risco de ser diabético?
A diabetes é uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens. No entanto, há grupos de risco com fortes probabilidades de se tornarem diabéticos:
· Pessoas com familiares directos com diabetes;
· Homens e mulheres obesos;
· Homens e mulheres com tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol no sangue;
· Mulheres que contraíram a diabetes gestacional na gravidez;
· Crianças com peso igual ou superior a quatro quilogramas à nascença;
· Doentes com problemas no pâncreas ou com doenças endócrinas.
Quais são os sintomas típicos da diabetes?
Nos adultos - A diabetes é, geralmente, do tipo 2 e manifesta-se através dos seguintes sintomas:
· Urinar em grande quantidade e muitas mais vezes, especialmente durante a noite (poliúria);
· Sede constante e intensa (polidipsia);
· Fome constante e difícil de saciar (polifagia);
· Fadiga;
· Comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais;
· Visão turva.
Nas crianças e jovens - A diabetes é quase sempre do tipo 1 e aparece de maneira súbita, sendo os sintomas muito nítidos. Entre eles encontram-se:
· Urinar muito, podendo voltar a urinar na cama;
· Ter muita sede;
· Emagrecer rapidamente;
· Grande fadiga, associada a dores musculares intensas;
· Comer muito sem nada aproveitar;
· Dores de cabeça, náuseas e vómitos.
É importante ter presente que os sintomas da diabetes nas crianças e nos jovens são muito nítidos. Nos adultos, a diabetes não se manifesta tão claramente, sobretudo no início, motivo pelo qual pode passar despercebida durante alguns anos.
Os sintomas surgem com maior intensidade quando a glicemia está muito elevada. E, nestes casos, podem já existir complicações (na visão, por exemplo) quando se detecta a doença.
Como se diagnostica a diabetes?
Se sentir alguns ou vários dos sintomas deve consultar o médico do centro de saúde da sua área de residência, o qual lhe pedirá para realizar análises ao sangue e à urina.
Pode ser diabético...
· Se tiver uma glicemia ocasional de 200 miligramas por decilitro ou superior com sintomas;
· Se tiver uma glicemia em jejum (oito horas) de 126 miligramas por decilitro ou superior em duas ocasiões separadas de curto espaço de tempo.
Que tipos de diabetes existem?
· Diabetes Tipo 2 (Diabetes Não Insulino-Dependente) - É a mais frequente (90 por cento dos casos).
O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à acção da insulina. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos.
Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adopção duma dieta alimentar, por forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também a actividade física regular.
Caso não consiga controlar a diabetes através de dieta e actividade física regular, o doente deve recorrer a medicação específica e, em certos casos, ao uso da insulina. Neste caso deve consultar sempre o seu médico.
O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à acção da insulina. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos.
Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adopção duma dieta alimentar, por forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também a actividade física regular.
Caso não consiga controlar a diabetes através de dieta e actividade física regular, o doente deve recorrer a medicação específica e, em certos casos, ao uso da insulina. Neste caso deve consultar sempre o seu médico.
· Diabetes Tipo 1 (Diabetes Insulino-Dependente) - É mais rara.
O pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou em qualidade deficiente ou ambas as situações. Como resultado, as células do organismo não conseguem absorver, do sangue, o açúcar necessário, ainda que o seu nível se mantenha elevado e seja expelido para a urina.
Contrariamente à diabetes tipo 2, a diabetes tipo 1 aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos.
Não está directamente relacionada, como no caso da diabetes tipo 2, com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir, devendo ser acompanhados em permanência pelo médico e outros profissionais de saúde.
O pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou em qualidade deficiente ou ambas as situações. Como resultado, as células do organismo não conseguem absorver, do sangue, o açúcar necessário, ainda que o seu nível se mantenha elevado e seja expelido para a urina.
Contrariamente à diabetes tipo 2, a diabetes tipo 1 aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos.
Não está directamente relacionada, como no caso da diabetes tipo 2, com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir, devendo ser acompanhados em permanência pelo médico e outros profissionais de saúde.
· Diabetes Gestacional - Surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. No entanto, é fundamental que as grávidas diabéticas tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo.
A diabetes gestacional requer muita atenção, sendo fundamental que, depois de detectada a hiperglicemia, seja corrigida com a adopção duma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas para a mãe e para o bebé.
Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.
A diabetes gestacional requer muita atenção, sendo fundamental que, depois de detectada a hiperglicemia, seja corrigida com a adopção duma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas para a mãe e para o bebé.
Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.
Outras complicações associadas à diabetes
· Retinopatia - lesão da retina;
· Nefropatia - lesão renal;
· Neuropatia - lesão nos nervos do organismo;
· Macroangiopatia - doença coronária, cerebral e dos membros inferiores;
· Hipertensão arterial;
· Hipoglicemia - baixa do açúcar no sangue;
· Hiperglicemia - nível elevado de açúcar no sangue;
· Lípidos no sangue - gorduras no sangue;
· Pé diabético - arteriopatia, neuropatia;
· Doenças cardiovasculares - angina de peito, ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais;
· Obstrução arterial periférica - perturbação da circulação, por exemplo nas pernas e nos pés;
· Disfunção e impotência sexual - a primeira manifesta-se de diferentes formas em ambos os sexos;
· Infecções diversas e persistentes - boca e gengivas, infecções urinárias, infecções das cicatrizes depois das cirurgias.
Como se trata a diabetes?
· Diabetes tipo 1 – Os doentes podem ter uma vida saudável, plena e sem grandes limitações, bastando que façam o tratamento prescrito pelo médico correctamente.
O objectivo do tratamento é manter o açúcar (glicose) no sangue o mais próximo possível dos valores considerados normais (bom controlo da diabetes) para que se sintam bem e sem nenhum sintoma da doença. Serve ainda para prevenir o desenvolvimento das manifestações tardias da doença e ainda para diminuir o risco das descompensações agudas, nomeadamente da hiperglicemia e da cetoacidose (acidez do sangue).
Este tratamento, que deve ser acompanhado obrigatoriamente pelo médico de família, engloba três vertentes fundamentais: adopção de uma dieta alimentar adequada, prática regular de exercício físico e o uso da insulina.
O objectivo do tratamento é manter o açúcar (glicose) no sangue o mais próximo possível dos valores considerados normais (bom controlo da diabetes) para que se sintam bem e sem nenhum sintoma da doença. Serve ainda para prevenir o desenvolvimento das manifestações tardias da doença e ainda para diminuir o risco das descompensações agudas, nomeadamente da hiperglicemia e da cetoacidose (acidez do sangue).
Este tratamento, que deve ser acompanhado obrigatoriamente pelo médico de família, engloba três vertentes fundamentais: adopção de uma dieta alimentar adequada, prática regular de exercício físico e o uso da insulina.
· Diabetes tipo 2 - O tratamento é semelhante mas, devido à menor perigosidade da doença, a maioria das vezes basta que a alimentação seja adequada e que o exercício físico passe a fazer parte da rotina diária para que, com a ajuda de outros medicamentos específicos (que não a insulina), a diabetes consiga ser perfeitamente controlada pelo doente e pelo médico.
Os medicamentos usados no tratamento deste tipo de diabetes são geralmente fármacos (comprimidos) que actuam no pâncreas, estimulando a produção de insulina.
Seguindo uma alimentação correcta e adequada, praticando exercício físico diário e respeitando a toma dos comprimidos indicada pelo médico, um doente com diabetes tipo 2 garante a diminuição do risco de tromboses e ataques cardíacos; a prevenção de doenças nos olhos e nos rins e da má circulação nas pernas e nos pés, factor que diminui significativamente o risco de amputações futuras.
Os medicamentos usados no tratamento deste tipo de diabetes são geralmente fármacos (comprimidos) que actuam no pâncreas, estimulando a produção de insulina.
Seguindo uma alimentação correcta e adequada, praticando exercício físico diário e respeitando a toma dos comprimidos indicada pelo médico, um doente com diabetes tipo 2 garante a diminuição do risco de tromboses e ataques cardíacos; a prevenção de doenças nos olhos e nos rins e da má circulação nas pernas e nos pés, factor que diminui significativamente o risco de amputações futuras.
O que é a insulina?
A insulina é uma hormonal hipoglicemiante segregada pelas células beta dos ilhéus de Langerhans do pâncreas, que é usada no tratamento dos doentes diabéticos. Pode ser obtida a partir do pâncreas do porco ou feita quimicamente e de forma idêntica à insulina humana através do uso de tecnologia do DNA recombinante ou da modificação química da insulina do porco.
Em Portugal só é comercializada insulina igual à insulina humana, produzida com recurso a técnicas de engenharia genética, sendo as reacções alérgicas muito raras em virtude da sua grande pureza. No mercado estão disponíveis diversas concentrações de insulina. No nosso país, só se encontra disponível a concentração U-100 (1ml=100 unidades).
Por que é que a insulina é necessária para o tratamento da diabetes tipo 1?
Porque, nos doentes com a diabetes tipo 1, as células do pâncreas que produzem insulina foram destruídas, motivo pelo qual este produz muito pouca ou nenhuma insulina. Como sem insulina não se pode viver, a administração de insulina produzida laboratorialmente é um tratamento imprescindível de substituição.
Como se usa a insulina?
O tratamento com insulina é feito através de injecção na gordura por baixo da pele ou através da utilização da bomba de perfusão subcutânea de insulina.
Até à data o desenvolvimento científico ainda não conseguiu produzir nenhuma forma de insulina que possa ser tomada por via oral, uma vez que o estômago a destrói automaticamente.
Insulina injectável
Por ser injectável, é necessário que o doente tenha atenção ao modo como manuseia a insulina. Deve ter os seguintes cuidados:
· Colocar a cápsula de protecção sem tocar na agulha após a utilização da seringa/caneta;
· Guardar a seringa/caneta à temperatura ambiente;
· Não utilizar a seringa ou a agulha da caneta se estas estiverem rombas;
· Não limpar a agulha com álcool;
· Manter a cápsula quando inutilizar a seringa/caneta e ter muito cuidado na sua eliminação.
Onde se injecta a insulina?
A insulina pode ser injectada na região abdominal, nas coxas, nos braços e nas nádegas. A parede abdominal é o local de eleição para uma mais breve absorção da insulina de acção rápida. Deve ser usada para as injecções realizadas durante o dia. A coxa utiliza-se preferencialmente para as injecções de insulina de acção intermédia, sendo a região das nádegas uma boa alternativa.
Deve proceder-se à rotação dos locais onde se administra a injecção, de forma a evitar a formação de nódulos, porque estes podem interferir na absorção da insulina.
Como conservar a insulina?
Os frascos de insulina, as cargas instaladas nas canetas e as seringas pré-cheias descartáveis em uso devem ser conservados à temperatura ambiente, mas afastados da luz solar directa e de locais como a televisão e o porta-luvas do carro.
Bomba de perfusão subcutânea de insulina
Este método terapêutico visa adequar a insulinoterapia a padrões de vida intensivos com motivação para a monitorização, a situações de gravidez ou de má tolerância a terapias intensivas com múltiplas administrações de insulina e, ainda, a casos de hipoglicemias severas frequentes.
As pessoas com diabetes tipo 1 podem candidatar-se à utilização da bomba de perfusão subcutânea de insulina. Para tal, basta dirigirem-se aos Centros de Tratamento e serem eleitas para a disponibilização do referido aparelho.
Onde me posso informar sobre os Centros de Tratamento?
Os centros de tratamento são aprovados pela Direcção-Geral da Saúde, mediante candidatura espontânea de hospitais do Serviço Nacional de Saúde e de entidades com acordos/contratos estabelecidos nesta área com o Serviço Nacional de Saúde.
Neste momento, estão aprovados:
· Unidade Local de Saúde de Matosinhos;
· Centro Hospitalar do Porto - Hospital Geral de Santo António;
· Hospital de São João;
· Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho;
· Centro Hospitalar Universitário de Coimbra - Hospital Pediátrico;
· Centro Hospitalar Universitário de Coimbra - Hospitais da Universidade de Coimbra;
· Centro Hospitalar de Torres Vedras;
· Centro Hospitalar Lisboa Norte - Hospital Santa Maria;
· Hospital Curry Cabral;
· Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
Quais são os critérios de elegibilidade dos doentes para o tratamento para perfusão subcutânea contínua de insulina?
A elegibilidade dos doentes para este tipo de tratamento exige uma adequada validação das suas características. No entanto, existe um requisito fundamental e comum a todos os doentes seleccionados: haver motivação e prática de auto-monitorização da glicemia capilar, bem como competência na sua utilização de forma satisfatória (por parte das pessoas com diabetes tipo 1 e seus familiares no caso das crianças), uma vez que o ajuste da dose de insulina deve ser efectuado de forma progressiva e auto-monitorizada.
Entre os requisitos (não cumulativos), figuram ainda a necessidade de flexibilidade no estilo de vida e de pequenas doses de insulina, bem como situações de gravidez.
O que significa ter a diabetes controlada?
Significa que os níveis de açúcar no sangue se encontram dentro dos parâmetros definidos pelos especialistas. É o médico que, de acordo com factores como a idade, tipo de vida, actividade e existência de outras doenças, define quais os valores de glicemia que o doente deve ter em jejum e depois das refeições.
Convém lembrar-se de que os valores do açúcar no sangue variam ao longo do dia, motivo pelo qual se fala em limites mínimos e limites máximos.
Como se sabe se a diabetes está controlada?
Diariamente, é o doente que se analisa e vigia a si próprio, quer através do seguimento da alimentação correcta e da prática de exercício, quer da realização de testes ao sangue e à urina em sua casa.
São justamente os testes realizados diariamente pelo doente que permitem saber se o açúcar no sangue está elevado, baixo ou normal e que, posteriormente, lhe permitem o ajustamento de todo o tratamento.
Consequentemente, a melhor forma de saber se a diabetes se encontra ou não controlada é realizando testes de glicemia capilar (picada no dedo) diariamente e várias vezes ao dia.
Se os valores estiverem dentro dos limites indicados pelo médico, a diabetes está controlada. Se não, o doente deve consultar o médico assistente.
Como prevenir a diabetes?
· Controlo rigoroso da glicemia, da tensão arterial e dos lípidos;
· Vigilância dos órgãos mais sensíveis, como a retina, rim, coração, nervos periféricos, entre outros;
· Bons hábitos alimentares;
· Prática de exercício físico;
· Não fumar;
· Cuidar da higiene e vigilância dos pés.
Que direitos têm os doentes diabéticos?
· Um plano de tratamento e objectivos de autocuidado
· Aconselhamento personalizado sobre a alimentação adequada;
· Aconselhamento sobre a actividade física adequada;
· Indicação sobre a dosagem e o horário da medicação e ainda sobre como adequar as doses com base na autovigilância;
· Indicação sobre os objectivos para o seu peso, glicemia, lípidos no sangue e tensão arterial;
· Análises laboratoriais regulares para controlo metabólico e do seu estado físico
· Revisão, pela equipa de saúde, dos resultados da autovigilância e do tratamento corrente, em cada contacto com profissionais da equipa;
· Análise, revisão e alteração, sempre que necessário, dos objectivos de autovigilância;
· Ajuda e esclarecimento;
· Educação terapêutica contínua;
· Verificação, pela equipa de saúde, do seu controlo;
· Verificação, se necessário, do peso, tensão arterial e dos lípidos sanguíneos;
· Avaliação anual dos olhos e da visão, dos pés, da função renal, dos factores de risco para doenças cardíacas, das técnicas de autovigilância e de injecção e dos hábitos alimentares;
· Tratamento de problemas especiais e emergências
· Conselhos e cuidados às mulheres que desejem engravidar;
· Acompanhamento especializado na gravidez e no parto;
· Conselhos e cuidados a crianças, adolescentes e às suas famílias;
· Acessibilidade adequada a cuidados especializados, em caso de problemas nos olhos, nos rins, nos pés, nos vasos sanguíneos ou no coração;
· Acompanhamento adequado à pessoa idosa;
· Educação terapêutica para o doente e para a sua família
· O porquê da necessidade de controlo dos níveis de glicemia;
· Como controlar os níveis de glicemia através de uma alimentação adequada, actividade física adaptada e tratamento com medicação oral e/ou insulina;
· Como avaliar o seu controlo através de testes de sangue e/ou urina (autovigilância) e actuar face aos resultados (autocontrolo);
· Quais os sintomas de aumento dos níveis de glicose e acetona, como prevenir e tratar;
· Quais os sintomas de descida do nível de glicose, como prevenir e tratar;
· O que fazer quando está doente;
· Prevenção e tratamento das possíveis complicações crónicas, incluindo lesões nos olhos, nos rins, nos pés e o endurecimento das artérias;
· Como lidar com o exercício físico, com as viagens e com outras situações sociais ou de lazer;
· Como actuar perante eventuais problemas de emprego, serviço militar, seguros, licença de condução automóvel, entre outros;
· Informação sobre o suporte social e económico existente, para que o diabético tenha os direitos sociais (emprego, reforma e outros) que as suas capacidades e habilitações possibilitem, sem qualquer tipo de restrição ou discriminação.
Quais são os deveres dos diabéticos?
Para que a vida se prolongue e a diabetes não seja um impedimento ao usufruto de uma vida normal, o diabético deve:
· Assumir comportamentos que o conduzam permanentemente à obtenção de ganhos de saúde e que contribuam para o seu autocontrolo
· Predispor-se a aprender continuamente a controlar a sua diabetes;
· Tentar ser autónomo, praticando o seu próprio autocontrolo;
· Examinar regularmente os pés;
· Tentar seguir um estilo de vida saudável;
· Controlar o peso;
· Praticar actividade física regular;
· Evitar o tabaco;
· Esclarecer-se sobre quando e como contactar a equipa de saúde em situação de urgência ou de emergência;
· Contactar a equipa de saúde sempre que sinta necessidade e até que fique esclarecido sobre as questões que o preocupam;
· Entrar em contacto e conversar com outras pessoas que tenham a diabetes e com associações locais ou nacionais de doentes diabéticos;
· Assegurar que a família, amigos e colegas de trabalho se encontram esclarecidos sobre as necessidades da diabetes;
· Controlar diariamente a sua diabetes, desempenhando um papel activo no seu tratamento
· Fazer a sua autovigilância e adaptando o tratamento aos resultados – autocontrolo;
· Tomar correctamente a medicação;
· Examinar e cuidar dos pés;
· Contactar a equipa de saúde se verificar que está mal controlado ou se apresentar hipoglicemias graves, ou ainda se surgirem sintomas de infecção;
· Evitar desperdícios dos recursos comuns existentes, de forma a contribuir para a manutenção e, se possível, aumento dos seus direitos
· Cumprir o plano de vigilância e terapêutica;
· Usar correctamente os materiais de controlo e tratamento;
· Usar adequadamente os serviços de saúde;
· Utilizar correctamente o Guia do Diabético disponibilizado pelo seu médico assistente e ajudar os outros diabéticos a fazê-lo também.
Em suma, olhe por si próprio, ajude os profissionais a cuidar bem da sua saúde, seguindo conselhos tão simples e práticos como os seguintes:
· Pratique exercício com regularidade;
· Não fume;
· Vigie bem a sua diabetes;
· Não engorde;
· Controle a tensão arterial;
· Mantenha os níveis de colesterol e triglicéridos controlados e dentro dos parâmetros aconselhados pelos médicos.
Onde procurar ajuda?
No centro de saúde da sua área de residência, onde deverá contactar o seu médico de família.
In: http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+cronicas/diabetes.htm
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| Será que posso vir a ter diabetes? Aprenda a cuidar de si (Cartaz Direcção-Geral da Saúde e parceiros) |
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