segunda-feira, 6 de maio de 2013

Carne com conta, peso e medida

A carne é uma alimento benéfico na nossa alimentação uma vez que além de proteínas fundamentais para o crescimento, manutenção e reparação de células e tecidos, fornece ferro, zinco e vitaminas do complexo B. No entanto, carne em excesso, sobretudo as carnes vermelhas e os alimentos processados a partir desta, podem elevar o risco de morte prematura segundo um alargado estudo da Universidade de Harvard. Nas mais de 120 mil pessoas abrangidas por este estudo, esse risco aumentava cerca de 13% no caso das carnes vermelhas sem processamento (novilho, vaca, vitela, porco, borrego e cabrito) e até 20% nos derivados (salsichas, chouriços, salame, etc.).

O risco de morte associa-se a uma muito maior prevalência de doenças cardiovasculares resultante do elevado teor de gorduras saturadas que estes alimentos contêm, mas também a uma maior incidência de cancro, sobretudo do cólon e do pâncreas. O mesmo estudo refere que este risco pode ser grandemente diminuído se estes alimentos forem substituídos por carne de aves e peixe, com muito menor quantidade de gorduras saturadas e carcinogéneos como os nitritos existentes nos enchidos, e ainda mais quando a alimentação inclui cereais integrais e frutos secos (nozes e afins).

Sabe-se há muito que a alimentação mediterrânica é considerada a mais saudável do mundo e que a sua base é constituída por fruta, hortícolas, cereais e leguminosas, frutos frescos e secos, peixe, marisco e aves, azeite como gordura de eleição, e vinho em quantidade moderada -1 copo por dia para as mulheres e dois copos para os homens. Nesta dieta, a carne vermelha surge apenas dois ou três dias por mês.

Os portugueses usam e abusam da carne, comendo-a frequentemente duas vezes por dia, ou mais, se considerarmos os snacks onde entra o fiambre, o chouriço ou o salpicão como recheio do pão...

Uma vez que é um pouco irrealista passar do oitenta para o oito assim do pé para a mão, sugiro que não se ultrapasse os 500 g de carne por semana por pessoa. Não é difícil, tudo depende da forma como a confecionamos e apresentamos no prato. Senão vejamos:


Quantos gramas de carne imagina que estão neste prato?

Pus esta questão no Facebook e as repostas foram múltiplas e variadas mas quase sempre muito acima dos 100 g.

Na realidade, estas cinco fatias pesam 65 g.



É claro que cortadas finamente, mas o que é importante é que parece muita e isso conta sobretudo para quem gosta de ver os pratos cheios. Portanto, uma maneira de comer menor quantidade é prepará-la do modo que se coma pouca, embora parecendo muita, tirando partido do seu sabor. Um esparguete à bolonhesa, em que se juntou cogumelos, courgete ou alho-francês à carne terá muito sabor a carne, mas 60-70 g chegarão para o conseguir. Uma "jardineira" que inclua, além da batata, nabo, cenoura, ervilhas ou outros legumes poderá ter muito sabor e não ultrapassar essa gramagem de carne por pessoa. E muitos mais pratos poderão substituir os exorbitantes bifes do tamanho do prato. Quem costuma comer em restaurantes italianos sabe que um prato de carpaccio - carne laminada como fiambre, temperada com azeite, raspas de queijo parmesão e acompanhada por folhas de rúcula - apesar de cheio, não contém mais do que 50 gramas de carne.

Um outro importante estudo do Hospital das Clínicas de Barcelona corroborou os benefícios da alimentação mediterrânica na redução drástica - em cerca de 30% - de enfartes do miocárdio e derrames cerebrais.
Este estudo, que envolveu cerca de 8000 pessoas, acabou por ser interrompido, quando se percebeu que, depois de terem chegado a essas conclusões, seria falta de ética impedir que as pessoas fizessem uma alimentação mediterrânica saudável só porque eram cobaias humanas...

Em resumo, a carne é um alimento importante na alimentação humana mas é possível e desejável que a comamos muito menos vezes e em muito menor quantidade. É sempre bom lembrar que há mais relatos de doença pelo seu consumo excessivo do que pela sua ausência na alimentação, e o que é necessário é combinar de forma adequada as proteínas e o ferro existente nos alimentos de origem vegetal.

Campeonatos Regionais 2013 do Desporto Escolar

Decorreram nos dias 3 e 4 de maio os campeonatos Regionais do Desporto Escolar.

A nossa escola esteve presente nas 3 modalidades que disponibiliza à comunidade discente, Natação, Ténis de Mesa e Desportos Gímnicos.

A comitiva, de 15 alunos, mais uma vez obteve excelentes resultados, a saber:

Natação:

- 100m costas, Guilherme Massena - 3º lugar
- 200m livres, Guilherme Massena - 1º lugar
- 4x50m livres, Helena Soares, Mariana Gargaté, Mafalda Gargaté e Mariana Canário - 1º lugar
- 4x25m estilos, Helena Soares, Mariana Gargaté, Mafalda Gargaté e Mariana Canário - 1º lugar
- 100m bruços, Mariana Canário - 3º lugar
- 200m livres, Mariana Gargaté -  1º lugar
- 100m costas, Mafalda Gargaté - 3º lugar
- 25m mariposa, Mafalda Gargaté - 3º lugar
- 100m estilos, Mafalda Gargaté - 2º lugar
- 100m livres, Mafalda Gargaté - 3º lugar
- 4x50m livres, João Carrilho, Francisco Galhofas, João Tomé e Guilherme Massena - 2º lugar
- 4x25m estilos, João Carrilho, Francisco Galhofas, João Tomé e Guilherme Massena - 2º lugar
100m bruços, João Carrilho - 1º lugar
- 100 bruços, Bernardo Gonçalves - 2º lugar

Ténis de Mesa

- Ana Cruz - 1º lugar


Desportos Gímnicos


- Mafalda Borba, Ginástica Artística - 3º lugar



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Participação nos jogos do Nortealentejano - Natação


No passado sábado, dia 20 de abril, os alunos do grupo/ equipa de natação do desporto escolar participaram nos Jogos do Nortealentejano, que decorreu na piscina municipal de Castelo de Vide.
A prestação dos nossos alunos foi bastante positiva, destacando-se pela positiva.




quinta-feira, 18 de abril de 2013

Fígado gordo – como melhorar?

A esteatose hepática, vulgarmente conhecida por fígado gordo, é a acumulação de gordura no fígado que pode levar à sua inflamação ou, em casos mais graves, à cicatrização de tecido hepático, comparável ao que acontece na cirrose. As pessoas portadoras desta alteração normalmente não ingerem álcool ou fazem-no em pequenas quantidades. É uma situação bastante comum, que geralmente não apresenta sintomas e que, quando se manifestam, se caracterizam por fadiga, perda de peso ou dor no lado superior direito do abdómen e que, se não for tratada atempadamente, poderá conduzir à falência hepática. No entanto, em grande parte dos casos, a acumulação de gordura no fígado que surge pela incapacidade de este a metabolizar corretamente não acarreta complicações. Contudo, em algumas situações, esse excesso de gordura pode condicionar uma inflamação do órgão e impedir o seu normal funcionamento ou mesmo propiciar o aparecimento de cirrose não alcoólica essa, sim, com graves consequências.

Os fatores mais suscetíveis de provocar acumulação de gordura no fígado são níveis elevados de colesterol ou triglicerídeos no sangue, obesidade, diabetes tipo 2 ou alguns fármacos, entre outros.

Uma vez que a esteatose hepática pode ser assintomática, é importante estar atento a alguns sinais como amarelecimento da pele ou dos olhos, dor ou inchaço abdominal depois de comer, ou inchaço das pernas. Quando consultar o médico, relatar-lhe estes factos bem como a medicação que eventualmente possa estar a tomar.

Entre os fatores que o paciente pode controlar, inclui-se a perda de peso, uma alimentação saudável e exercício físico, aliás, todos eles essenciais a uma vida com qualidade quer se tenha ou não fígado gordo.

O que pode fazer?
Para perder peso, multiplique o seu peso por 30 se tem uma atividade muito sedentária ou por 35 se tem uma atividade moderada e subtraia 500 ou 1000 a esse valor. Obterá o valor calórico do plano alimentar que deve fazer para perder 0,5 kg (no caso das 500 cal) ou 1 kg (se subtraiu 1000 cal) por semana, o que representa 2-4 kg por mês.

Exemplo para 80 kg e atividade moderada: 80 x 35 = 2800. Se fizer uma dieta com 1800 calorias perderá cerca de 4 kg por mês, se escolher um plano com 2300 calorias perderá cerca de 2 kg por mês.

Nota: Não foram colocadas unidades para além das calorias, para facilitar o cálculo a todas as pessoas. Os planos alimentares podem encontrar-se nos livros "
Peso, uma questão de peso" ou "Dietas sem dieta"

A dieta, além de excluir bebidas alcoólicas, deve ser rica em fibras o que significa abundante em frutas, hortícolas e cereais integrais, gorduras saudáveis como a do azeite, dos frutos secos (nozes e similares) e do peixe, e evitar alimentos processados e de pastelaria, laticínios gordos, carnes vermelhas e enchidos, açúcar e produtos açucarados. As gorduras, mesmo as saudáveis, devem ingerir-se em pequenas quantidades, o que significa 6-10 colheres de chá de azeite por dia conforme o peso.

Uma caminhada diária de 20-30 minutos por dia (10-15 minutos para cada lado...), mexer-se mais durante o dia subindo ou descendo escadas em vez de utilizar o elevador, não utilizar o carro em distâncias pequenas, etc., representam pequenos gestos mas com grande impacto na saúde.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Participação nos Jogos do Norte Alentejano 2013

O grupo de natação do clube do desporto escolar desta escola foi convidado a participar, em representação da autarquia de Castelo de Vide, na prova de natação para não federados.

A prova decorrerá nas instalações da piscina municipal de Castelo de Vide, no dia 20/04/2013 a partir das 14h.

A representação da escola é constituída por 24 nadadores, incluíndo 2 professores.

terça-feira, 19 de março de 2013

Mega atleta, fase distrital

No passado dia 11/03/2013, em Elvas, decorreu mais um mega atleta.

A escola participou com atletas nas seguintes categorias: Infantil A, Infantil B, Iniciado (nestas em masculino e feminino) e Juvenil (masculino), nas provas de sprint, salto e kilómetro.

O aluno João Ramos, conseguiu o 3º lugar na prova dos 1000m.





No dia 26/02/2013, já se havia realizado a fase local, de apuramento dos alunos para a fase distrital.