quinta-feira, 21 de novembro de 2013

I Encontro de Ténis de Mesa - Série A - Desporto Escolar


No próximo dia 4/12/2013, no pavilhão municipal, o agrupamento de escolas vai organizar um encontro de grupos/ equipa de ténis de mesa da série A do Distrito, do Desporto Escolar. As escolas envolvidas são: Castelo de Vide, Nisa e Crato.

Torneio de Basquetebol 3x3 Inter escolas

Ontem, 20/11/2013, em Santo António das Areias, os nossos alunos dos escalões Iniciados Masculinos e Juvenis Masculino e Femininos, participaram num torneio inter escolas com os alunos do Agrupamento de Escolas de Marvão.

Para poder proporcionar o maior número de jogos aos discentes organizou-se um campeonato. Desta forma os alunos castelovidenses também jogaram entre si.

Em breve serão publicados os resultados desse encontro. Pode adiantar-se que a prestação foi bastante positiva.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A dieta mais saudável do mundo


Não será novidade para ninguém que a dieta mediterrânea é considerada a mais saudável do mundo, tendo a aboná-la pelo menos três mil anos de prática.

Por esse motivo, a Espanha solicitou à Comissão Europeia que a dieta mediterrânea venha a ser considerada Património Cultural Não Material da Humanidade e pediu a todos os países da UE que interfiram e apoiem este propósito.

A dieta mediterrânea é a alimentação dos povos da bacia do Mediterrâneo, espécie de oásis com a Natureza em todo o seu esplendor, plena de sol, prados e mar. Tudo isso se reflete na sua culinária repleta de cor, aromas e sabor.

Sabe-se hoje que é a mais adequada para prevenir ou tratar doenças resultantes de uma alimentação excessiva ou desequilibrada. Inúmeros estudos apontam para que os seus seguidores tenham muito menor probabilidade de sofrerem de síndrome metabólico, doença cardíaca ou cancro.

Apesar de Portugal não pertencer aos países mediterrânicos, a verdade é que produz todos os "ingredientes" da sua dieta. Este termo, originado do grego diaita, significava um "regime alimentar racional e metódico, composto por produtos naturais e ecológicos", embora nos nossos dias esteja quase obrigatória e injustamente ligado a dietas para doentes ou de emagrecimento. É tempo de retomar o verdadeiro sentido da palavra e entender que quando se fala em dieta, isso significa a totalidade de alimentos ingeridos ao longo de um dia, integrados num plano alimentar que dê saúde ao corpo e à mente.

O que podemos aproveitar da dieta mediterrânea na nossa alimentação?
Se compararmos a nova Roda dos Alimentos com a Pirâmide Alimentar Mediterrânea podemos notar algumas diferenças, não exatamente nos alimentos representados mas. sobretudo, na frequência com que devem ser consumidos.

As diferenças
• A principal é que a pirâmide se refere ao consumo de alimentos ao longo de um mês enquanto que a Roda se refere à ingestão diária de alimentos (por isso tem a forma redonda, que sugere um prato de comida).
• Na dieta mediterrânea, ovos, carnes brancas, peixe e marisco só algumas vezes por semana e carnes vermelhas 2-3 vezes por mês. Um dos grandes erros da alimentação dos portugueses reside no excesso do consumo de carne, sobretudo de carne vermelha.
• As nozes e outros frutos secos são utilizados na dieta mediterrânea diariamente e como substitutos proteicos da carne, pescado ou ovos. Embora o mesmo fosse desejável para Portugal, por cá estes alimentos são consumidos sobretudo na época natalícia, não lhes sendo reconhecida a sua importância na alimentação diária.
• Os doces são permitidos uma ou outra vez por semana (fim de semana?) o que não acontece na nossa Roda talvez porque esta se refere apenas ao consumo diário de alimentos.
• A nova Roda dos Alimentos centraliza a importância da água no dia a dia, o que não acontece na representação gráfica da dieta mediterrânea.

As semelhanças
• O consumo diário de alimentos "farináceos" como batata, arroz, leguminosas, pão e outros derivados de cereais (grão, feijão, etc.); legumes, fruta e laticínios com baixo teor de gordura é consensual.
• As gorduras como o azeite devem ser consumidas diariamente mas em pequeninas porções, uma vez que têm um valor calórico muito elevado e, em excesso, podem contribuir bastante para o aumento de peso.

No nosso país, produzem-se todos os alimentos necessários a uma alimentação saudável e não precisamos de recorrer a alimentos importados para colmatar as nossas necessidades nutricionais. Precisamos, isso sim, de fazer uma escolha criteriosa daquilo que comemos, aumentando o consumo de alguns alimentos e reduzindo o de outros para que possamos também dizer e sentir que a nossa é a alimentação mais saudável do mundo.


PAULA VELOSO. Nutricionista e autora de Dietas sem Dieta, Dieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.



In: http://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=11698&langid=1

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Só a água é “pura” e não engorda

A água é um elemento natural e absolutamente vital. Humedece os tecidos orgânicos e as mucosas (boca, olhos e nariz), regula a temperatura corporal, lubrifica as articulações, previne a obstipação e  transporta sais minerais e outros nutrientes para as células, através do sangue e da linfa.

Cerca de 70% do nosso peso corporal é água e uma descida acentuada do nível corporal pode resultar em desidratação que, se for grave, poderá ser fatal. Como se perde água permanentemente através da urina, fezes, transpiração e respiração, é importante beber em abundância para que todos os processos orgânicos em que intervém não sejam comprometidos.

Quando acordamos, verificamos que a urina é mais escura, mais concentrada, do que no resto do dia porque, durante a noite, a água foi-se perdendo com a transpiração e com o ar expirado. Como, durante a noite, não ingerimos alimentos nem bebidas, a água apenas sai e não entra. É, por isso, fundamental que o teor de água seja reposto assim que acordamos.

A água existe em todos os alimentos e bebidas e a quantidade que necessitamos tem a ver com o teor de água dos alimentos e bebidas que ingerimos. Por exemplo, um iogurte sólido tem menos água do que um copo de leite e o pão torrado menos do que o pão fresco. O melão tem 90% de água mas a banana cerca de 70% ou seja, se comermos uma banana precisaremos de ingerir maior quantidade de água do que se comermos uma fatia de melão. Mas não podemos ver as coisas de modo tão simplista porque, em boa verdade, tal como acontece com a ingestão de calorias, o que importa é que a água, que existe em maior ou menor quantidade em tudo o ingerimos, seja ingerida de modo a compensar as perdas.

Um dos indicadores que permite avaliar se estamos a beber a quantidade de água adequada é a cor da urina, ou melhor, a falta de cor. Assim, esta deverá ser praticamente incolor e sem cheiro ativo. 

Não podemos esperar pela sede para beber água, uma vez que, quando as glândulas salivares são requisitadas para fornecer água ao organismo, já muitas outras estruturas ou sistemas foram afetados. O ideal é ingerir água ou outra bebida rica em água de modo a manter a urina o mais parecida possível com água, isto é, praticamente sem cheiro e sem cor. A sede é um sinal de alarme que nos obriga a beber água sempre que o teor de água no organismo sofreu uma baixa considerável ou sempre que há o aumento da concentração de alguma substância, como sal ou açúcar. Daqui se depreende que bebidas com açúcar não são boas para matar a sede. Também as bebidas alcoólicas contribuem para a desidratação, porque promovem a diurese, ou seja, a saída de água do organismo através da urina.

Hoje em dia, uma grande parte das pessoas prefere bebidas com sabor, que obviamente tendo água na sua constituição têm também calorias que contribuem para o excesso de peso, gás que pode contribuir para a flatulência e a dilatação do estômago e aditivos (corantes, aromatizantes, etc.) que, por serem recentes relativamente à existência humana, poderão não ser alheios (convicção minha) à crescente e absurda incidência de doenças oncológicas entre as populações.

E quem não gosta de água?
A água é um elemento tão importante e natural que é difícil não se gostar dela. No entanto, a indústria alimentar produz sabores artificiais e introduz corantes nas bebidas de modo que os consumidores as procurem sem consciencializar porque o fazem e criando mesmo uma espécie de adição ou vício (porque se trata de um mau hábito) a estas bebidas. Eu diria que só a água substitui a água... No entanto, não podemos fechar-nos numa redoma face à inúmera oferta de bebidas que diariamente nos tentam nas prateleiras dos supermercados, e o importante é que as pessoas aprendam a ler e a interpretar os rótulos para fazerem as suas escolhas conscientemente. Uma bebida que vai substituir a água deve ter um valor calórico de zero ou próximo de zero, mas se for para substituir um iogurte ou um copo de leite (e falamos apenas de calorias, não de outros nutrientes) poderá ter valor calórico equivalente. Se um iogurte tiver 50 quilocalorias poderá ser substituído caloricamente por um sumo de igual valor calórico.

Deixo aqui algumas sugestões de bebidas que "não engordam" e que poderiam, não fossem as desvantagens dos componentes que contêm, quase substituir a água:
BEBIDA
CALORIAS POR 100 ml
Lipton línea
1
Continente "Ice-tea light" (vários sabores)
2 a 4
Pleno "Chá preto Earl Grey e Limão"
1
Pleno "Tisanas Cidreira, Tília, Camomila e Limão"
1
Formas Luso (todos os sabores)
1,8
Continente "Água gaseificada limão"
2
Frize Groselha
5
Frize Limão
4
Schweppes Soda Way
0
Cola light (várias marcas)
0
e-manga, laranja e cenoura
0,6
e-maçã
0,6



Mas, pela sua saúde, será sempre melhor preparar bebidas caseiras.


in: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=E1043BD431C074A1E0400A0AB8001F77&opsel=2&channelid

terça-feira, 9 de julho de 2013

Perder peso pode aumentar a memória


Investigadores da Suécia descobriram que mulheres mais velhas e que perderam peso através de dietas, deixando a obesidade, tiveram melhores resultados nos testes de memória.
Estudos anteriores mostraram que pessoas obesas têm mais dificuldade em memorizar episódios das suas vidas, mas as novas descobertas mostram que isso é reversível.
Vinte mulheres obesas com uma média de 61 anos foram submetidas a uma dieta proposta por Andreas Pettersson, médico e estudante de doutoramento na Universidade Umea. O investigador concluiu que a capacidade das mulheres de memorizar aumentou após a dieta. Também a capacidade de contar e recriar momentos anteriores melhorou com a perda de peso.
O médico, que revelou as descobertas no encontro anual «The Endocrine Society», em São Francisco, explica ao «The Telegraph» que «a atividade cerebral alterada após a perda de peso sugere que o cérebro se torna mais ativo no armazenamento de informações. Por isso, necessita de menos esforço para relembrar essas informações armazenadas».

Portugueses com menos dinheiro ou escolaridade tendem a ser mais obesos


As famílias portuguesas com menos rendimentos e menores graus de escolaridade tendem a ter maiores prevalências de obesidade e de diabetes, alerta o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.
Pedro Graça baseia-se em estudos feitos em Portugal que diz refletirem resultados muitos semelhantes aos encontrados em outros países europeus e ocidentais. Uma dessas análises mostra que o risco de ser obeso duplica quando se passa de 10 a 12 anos de escolaridade para até quatro anos de escolaridade.
«A obesidade pode surgir como mais um dos aspetos das desigualdades sociais, com maiores prevalências em populações com maior vulnerabilidade económica. As situações de carência económica podem coexistir com situações de obesidade», adiantou à agência Lusa o nutricionista, presente nesta terça-feira no seminário «As desigualdades sociais e o risco de diabetes», em Lisboa.
O acesso fácil a produtos alimentares baratos que são ricos em energia, mas pobres em nutrientes, contribui para que as famílias com menos recursos façam uma alimentação menos saudável e que mais contribui para o excesso de peso.
Ainda não é claro que a crise económica em Portugal vá agravar os problemas da obesidade, mas é natural que possa vir a acontecer no entendimento o diretor do programa de alimentação saudável da Direção-Geral da Saúde.
«Como é que um país se prepara para isto? A maior parte dos países europeus está ainda pouco preparada para um fenómeno - uma crise - desta dimensão e para as suas consequências», reconheceu Pedro Graça apontando que primeiro é necessário informar a população sobre quais os alimentos de base que não podem faltar num cabaz familiar, mesmo num cenário de contenção ou de dificuldade económica.
«É apenas um exemplo, mas a proteína do leite ou dos ovos é mais barata do que a da carne e do peixe», referiu o especialista indicando que é importante que as famílias saibam que tipos de alimentos devem escolher - sobretudo quando têm poucos recursos.
Será particularmente importante, considera o perito, que a informação seja passada de uma forma acessível a pessoas com vários níveis de escolarização e por vários canais de acesso.