segunda-feira, 20 de abril de 2015

Torneio interturmas e interescolas de futsal


Durante o final do período passado e o início deste, às quartas feiras de tarde, decorreram os torneios interturmas e interescolas de futsal (este último no passado dia 15 de abril). O primeiro torneio, para além de se encontrar a turma campeã da modalidade na escola, serviu para definir os jogadores que iriam representar a escola e o município no confronto com as escolas do concelho de Marvão.

Equipas vencedoras do torneio interno:

2º Ciclo

Feminino

6º Ano
Ana Vieira
Sofia Alegria
Rita Macedo
Catarina Tomé
Mariana Quintans
Lívia remédios

Masculino

5º Ano
Gustavo Macedo
Vladimir Kosubash
Ricardo Fonseca
Samuel Canelas
Simão Almeida

3º Ciclo

Feminino

8º Ano
Catarina Busca
Catarina Carvalho
Catarina Cepa
Margarida Vermelho
Mariana Busca

Masculino

9º Ano
Arlindo Ricardo
David Mendes
Francisco Galhofas
João Silva
José Silva
Rodrigo Prezado

Estes alunos realizaram 3 jogos contra o Ag. Escolas de Marvão (feminino; 2º ciclo e 3º ciclo masculinos).

A equipa feminina debateu-se bravamente e por pouco não conseguia a vitória. Perdeu 3 a 2.

As equipas masculinas ganharam 1 a 0 e 4 a 0 (2º Ciclo e 3º Ciclo, respetivamente).

3º Ciclo

Equipa feminina

2º Ciclo


De salientar a colaboração fundamental da comissão de alunos na organização dos torneios.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Melhores resultados escolares? Perde peso!



Estudo: A influência da aptidão cardiorrespiratória e do excesso ponderal no rendimento escolar de alunos do 7º ano de escolaridade



Estudantes com melhor aptidão cardiorrespiratória e peso normal têm uma probabilidade 5,5 vezes superior de terem um rendimento escolar mais elevado.
Para se otimizar a aptidão cardiorrespiratória e o peso corporal os jovens devem praticar de forma regular atividades físicas e desportivas na escola, em contextos informais ou contextos mais formais de prática desportiva.
Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, revelou que a aptidão cardiorrespiratória e o peso corporal têm um efeito independente e sinérgico no rendimento escolar nas disciplinas de Português, Matemática, Ciências da Natureza e Inglês em alunos do sétimo ano de escolaridade. Paralelamente, alerta para a necessidade de criar mais atividades de exercício físico durante o horário escolar, por forma a aumentar a aptidão cardiorrespiratória e prevenir o excesso de peso dos alunos.
O estudo, cujo objetivo foi investigar a relação entre a aptidão cardiorrespiratória e o excesso ponderal com o rendimento escolar nos alunos do 7º ano, recorrendo a três grupos diferentes de crianças e adolescentes nascidos em três anos diferentes frequentado o 7º ano em três anos sucessivos. Este projeto foi aplicado em catorze escolas públicas portuguesas, e estiveram envolvidos 1531 alunos do 7º ano (787 do sexo masculino e 744 do feminino), com idades variando entre os 12 e os 14 anos.
O estudo observou que estudantes com peso normal tinham um desempenho escolar mais elevado quando comparados com estudantes com excesso de peso e obesos. Alunos com aptidão cardiorrespiratória mais saudável também obtiveram melhor rendimento escolar.
O peso corporal e a aptidão cardiorrespiratória têm um efeito independente e sinérgico no rendimento escolar. De acordo com estes resultados, importa realçar a importância dos jovens praticarem de forma regular atividades físicas e desportivas na escola, em contextos informais ou contextos mais formais de prática desportiva.

Luís B Sardinha, Adilson Marques, Sandra Martins, António Palmeira e Cláudia Minderico
Interdisciplinary Center for the Study of Human Performance,
Faculty of Human Kinetics, University of Lisbon, Portugal

quarta-feira, 25 de março de 2015

Exercícios Calesténicos

O que são exercícios calesténicos?
Fazer exercícios usando o peso do seu próprio corpo para criar resistência foi uma das primeiras formas de treinar a força. São chamados de exercícios calisténicos. É fácil de aprender, eficaz, e pode fazê-lo em qualquer lugar, podendo ser bastante criativo, com variações e modificações triviais.

Treino Calisténico (peso do corpo): agachamentos (posteriores, anteriores…), flexões/extensões de braços, elevações, fundos de braços e pernas, saltos, escaladas de montanha, pranchas… etc. Outro exemplo de uma fantástica conexão entre a mente e o corpo.


Ranking das turmas e dos alunos mais desportistas

Durante o 1º e 2º período decorreram inúmeras atividades do grupo de Educação Física/ Desporto Escolar.
Essas atividades estão englobadas nas seguintes categorias:
- Atividade Interna
- Atividade Interna inter escolas (ADENA - atividades conjuntas com escolas de Marvão)
- Atividade Interna de âmbito Distrital
- Atividade Externa - dos diferentes grupos/ equipa.

Em cada atividade os alunos participantes obtiveram uma pontuação de acordo com os seguintes critérios:


Desta forma e depois de todas as contabilizações, a classificação das turmas foi a seguinte (média por aluno):

Os alunos mais pontuados são os seguintes:


Para aceder a todos os dados basta aceder aqui.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Condicionamento físico de Ginastas


Campeonato distrital de Ténis de Mesa

Decorreu no dia de ontem o campeonato distrital de Ténis de Mesa.

Em Sousel estiveram presentes os melhores alunos das diversas séries. Os nossos alunos apurados, que competiram na série A (escolas de Castelo de Vide, Crato e Nisa) foram:


4ºA - Filipe Branco
4ºA - Margarida Tapadinhas
4ºA - Carolina Videira
4ºA - Rodrigo Caldeira
4ºB - Vladimir Orekhov
6ºB - David Conchinha
7ºB - João Bonacho
8ºA - Rodrigo Carlos
9ºA - Arlindo Ricardo
9ºA - José Tapadejo 
9ºB - Catarina Calixto


A prestação dos alunos foi bastante satisfatória notando-se uma evolução técnica e táctica ao longo do ano letivo.

Os melhores resultados foram:
Carolina Videira - 3º lugar - Infantil A feminino.
Catarina Calixto - Campeã distrital - Iniciado Feminino
João Bonacho, José Tapadejo e Rodrigo Carlos - Campeões distritais - Iniciados Masculinos por equipa.

Os alunos campeões distritais conseguiram também o apuramento para os campeonatos Regionais que se realizarão em Évora nos próximos dias 24, 25 e 26 de abril.





Para consultar mais fotografias carregue aqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Resultados Corta Mato distrital

No passado dia 2 decorreu em Nisa mais um corta mato distrital.
Num dia que fez aumentar o grau de dificuldade deste tipo de prova devido às más condições climatéricas (temperaturas baixas aliadas ao vento e à chuva) os nossos alunos representaram o nosso agrupamento e o concelho de Castelo de Vide.

A equipa de iniciados que no ano passado ficou qualificada em 1º lugar (participando na prova de âmbito nacional) este ano ficou-se pela segunda posição, realizando ainda assim uma excelente prova.

Equipa composta por (ordem alfabética):
Alfredo Barroqueiro
Daniel Alberto
David Mendes
João Conchinha
José Tapadejo
Ricardo Relvas



Todos os resultados podem ser consultados aqui.

Aceda a outras fotografias do evento aqui.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Corta Mato distrital

No próxima segunda feira, dia 2, os alunos em baixo referidos, irão participar no corta mato distrital que se irá realizar em Nisa.

domingo, 14 de dezembro de 2014

5 coisas que você precisa saber sobre a atividade física e o cérebro


Cérebros inteligentes vão querer praticar
Dizer que a atividade física faz bem para a saúde mental já é quase um clichê. Ela combate desde alguns tipos de dores de cabeça relacionadas à tensão muscular até sintomas da depressão. Inúmeras são as conclusões de estudos evidenciando conquistas positivas associadas à prática da atividade física regular. Isso sem contar os benefícios já consagrados, como o controle da hipertensão arterial, o combate ao sedentarismo, a redução das taxas de gorduras e açúcares no sangue, fatores que sabidamente podem levar a doenças vasculares com graves consequências cerebrais. Se não houver contra indicações, a atividade física é, sem sombra de dúvida, um hábito fundamental para o desenvolvimento do cérebro e sua proteção. Confira a seguir cinco informações importantes, levantadas a partir de estudos e fontes de pesquisa confiáveis, sobre os efeitos da atividade física no cérebro. Será que ela é sempre benéfica?
1. Praticar exercícios físicos me deixa mais inteligente?
Sim. Em alguns estudos, descobriu-se que a prática de exercícios produz novos neurônios e aumenta a atividade cerebral. Portanto, sentar-se por horas e horas em uma cadeira, estudando, parece não ser a única receita para ficar “mais inteligente”: o exercício também pode ajudar. As atividades aeróbicas (correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar) são eficientes no aumento do fluxo sanguíneo cerebral e na produção das substâncias químicas que regulam o sistema neurotransmissor. Os neurônios existentes se tornam capazes de fazer mais conexões e outros novos nascem (aquela história de que paramos de produzir células neurais na infância não é verdade).
Com a atividade física, novos neurônios surgem especialmente no hipocampo. Ao caminhar ou correr, não melhoramos apenas o funcionamento dos sistemas muscular, respiratório e cardíaco, mas também a cognição, especialmente a memória e a aprendizagem. Essa é a conclusão de pelo menos dois estudos, cujos títulos originais são Aerobic exercise improves hippocampal function and increases BDNF in the serum of young adult males e Exercise Induces Hippocampal BDNF through a PGC-1α/FNDC5 Pathway.
Os especialistas dizem ainda que aproximadamente trinta minutos de caminhada, três vezes por semana, já impacta positivamente na cognição logo no primeiro mês. O cérebro passa a funcionar melhor e fica mais preparado para armazenar informações. Estaria decretado assim o fim da hegemonia intelectual dos nerds, pelo menos aqueles que passam horas e horas sentados à mesa de estudos?
2. Apenas exercícios leves produzem benefícios para o cérebro?
Não. Qualquer tipo de exercício é potencialmente benéfico para o sistema nervoso. Sabe-se que sua prática faz você se sentir mentalmente mais alerta em qualquer idade, mas alguns estudos procuraram identificar se é necessário seguir algum programa de treinamento específico para melhorar a função cognitiva. Nessa linha, uma pesquisa canadense realizada na Universidade de Geriatria de Montreal (UGM), instituição afiliada à Universidade de Montreal, comparou os efeitos de diferentes métodos de treinamento sobre as funções cognitivas de pessoas com idades entre 62-84 anos. Dois grupos receberam um programa de treinamento de força e aeróbico de alta intensidade, enquanto que o terceiro grupo realizou tarefas que visavam atividades motoras brutas (coordenação, equilíbrio, jogos de bola, tarefa locomotiva e flexibilidade).
Enquanto a aeróbica e a musculação foram os únicos exercícios que levaram a melhorias do condicionamento físico geral após 10 semanas, os três grupos apresentaram melhora equivalente do desempenho cognitivo. A notícia é excelente para pessoas sedentárias já que o terceiro grupo realizou atividades que podem ser facilmente conduzidas em casa, sem a necessidade de ter que se matricular em uma academia.
Segundo o autor principal do estudo, o Dr. Nicolas Berryman, por muito tempo acreditou-se que somente o exercício aeróbico poderia melhorar funções executivas. Mais recentemente, a ciência tem mostrado que o treinamento de força também leva a resultados positivos. Isso sugere que atividades estruturadas que visam melhorar as habilidades motoras brutas também podem melhorar as funções cerebrais que declinam à medida em que envelhecemos. Os idosos têm então a oportunidade de melhorar a sua saúde física e cognitiva e novas estratégias para atingir esse objetivo podem agora ser utilizadas.
3. Como o exercício físico previne e trata a depressão?
Durante a prática de exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, o cérebro é estimulado a produzir diversos neurotransmissores que podem interferir positivamente nas funções límbicas, ou emocionais, através da atuação do sistema nervoso simpático. O aumento central da serotonina, por exemplo, pode inibir a formação de memórias relacionadas ao medo e atenuar respostas a eventos ameaçadores relacionados aos sintomas da depressão. Alguns remédios antidepressivos, como aqueles que inibem a recaptação de serotonina nas sinapses, proporcionam justamente tal efeito ao aumentar as taxas desta substância no cérebro. Outro neurotransmissor também associado positivamente ao exercício físico é a dopamina, relacionada ao desempenho motor, à motivação locomotora e à modulação emocional.
4. A atividade física diminui a dor?
Em alguns casos, sim. Obviamente que problemas ósseos, articulares e/ou musculares específicos eventualmente requerem repouso e nos impedem de praticar atividades físicas regulares. Entretanto, alguns casos de dor crônica, de dores tensionais relacionadas ao estresse e de transtornos relacionados à percepção dolorosa podem sim ser beneficiados com tais práticas. Pode ser possível literalmente nesses casos exercitarmos a felicidade.
Um fator importante a ser considerado aqui é o estímulo à produção de endorfinas. Quando nos exercitamos, o nosso organismo libera essas substâncias, capazes de interagir com receptores cerebrais e reduzir a percepção dolorosa. De maneira geral, as endorfinas atuam como analgésicos endógenos e também têm propriedades sedativas, sendo produzidas no cérebro, medula e muitas outras partes do organismo. Outros benefícios proporcionados por essa elevação central de endorfinas são o alívio do estresse, o desenvolvimento da autoestima e melhorias na qualidade do sono.
O processo de liberação de endorfinas ocorre aproximadamente 30 minutos após o início da atividade física. De maneira similar à morfina, elas proporcionam uma sensação de bem-estar, por vezes referida como euforia. Pessoas que praticam atividade física com regularidade costumam apresentar, segundo diversas pesquisas, uma visão mais otimista em relação à vida.
5. A prática de exercícios pode trazer alguma desvantagem para o cérebro?
Sim. Toda regra tem sua exceção. Alguns tipos de dores de cabeça – cefaleias – podem ser agravados com a prática de exercícios físicos. Quem já teve alguma crise de enxaqueca sabe do que estamos falando. A dor é intensificada, o que leva a pessoa a preferir ambientes mais escuros e silenciosos.
Outro exemplo de possíveis danos ao cérebro advindos da prática de determinados exercícios físicos foi publicado recentemente por alguns portais tradicionais de notícias. The Telegraph, por exemplo, alerta para o surgimento de uma ‘epidemia silenciosa de demência’ causada pelos microtraumas cerebrais ao longo de anos de esporte de contato praticados por esportistas profissionais, em especial os pugilistas e os jogadores de futebol americano e rúgbi, alvos mais frequentes dos estudos. Mesmo traumas leves cranianos podem aumentar o risco para alguns tipos de demências, especialmente a Encefalopatia Traumática Crônica (ETC).
Portanto, não há dúvidas de que os benefícios cognitivos e afetivos relacionados à prática regular de atividades físicas superam em muito os riscos e as desvantagens. Resta ao praticante buscar uma orientação médica prévia e, se possível, ser acompanhado regularmente por um educador físico.

Autor: Leonardo Faria


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Corta-mato inter-escolas 2014

No passado dia 19 realizou-se, na zona de banhos da barragem de Póvoa e Meadas, mais um corta-mato inter-escolas com a presença de alunos dos agrupamentos de escolas de Castelo de Vide e de Marvão.

Num dia chuvoso, e apesar das dificuldades causadas pela meteorologia, os alunos participaram de forma ativa e empenhada, dignificando ambas as escolas.

Mais uma vez os nossos alunos conseguiram bons resultados.

 Carregar nas imagens para ampliar.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A relação entre a obesidade e o cancro

Cerca de meio milhão de novos casos de cancro por ano entre os adultos podem ser atribuídos ao excesso de peso e à obesidade, defende um estudo divulgado pela revista médica especializada «The Lancet Oncology».

O estudo foi desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação sobre o Cancro, que é uma agência da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Uma das suas conclusões é a de que o excesso de peso e a obesidade tornaram-se um dos principais riscos, responsáveis por 3,6% (cerca de 481 mil) dos novos casos de cancro em adultos registados em 2012.

Esta análise apoia-se numa vasta base de dados Globocan, que comporta a incidência e a mortalidade por cancro em 184 países.

Os países considerados ricos são os mais afetados com cerca de dois terços (64%) por estes cancros. Na América do Norte registaram-se 111 mil, ou seja, cerca de um quarto do total.

A África subsariana é a região que menos contribui para este balanço, com 7.300 cancros.

Na Europa é a Europa de Leste que é a zona mais afetada, com 65 mil casos.

O estudo mostra que a relação entre cancro e obesidade afeta mais as mulheres do que os homens, em grande parte devido aos cancros na mucosa do útero e na mama depois da menopausa.

Nos homens, o excesso de peso é responsável por 1,9% (136 mil) dos novos casos aparecidos em 2012 e nas mulheres é de 5,4% (345 mil), numa síntese apresentada pela Lusa.

Segundo a OMS, a obesidade duplicou desde 1980. O peso a mais afeta 1,4 mil milhões de pessoas, com 20 anos ou mais, dos quais mais de 200 milhões de homens e cerca de 300 milhões de mulheres são obesos.

Em 26/11/2014, in: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/estudo/a-relacao-entre-a-obesidade-e-o-cancro

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Torneio inter-turmas de Basquetebol 3x3

Realizou-se no passado dia 12 o torneio inter-turmas de basquetebol 3x3.
Este torneio serviu também para apuramento das equipas a representar a escola, no evento inter-escolas, a realizar no próximo dia 26 em Santo António das Areias que irá opor as escolas dos Conselhos de Castelo de Vide e Marvão.


domingo, 26 de outubro de 2014

Falta de exercício físico mata tanto quanto o tabaco

A falta de exercício físico é tão perigosa como fumar e é diretamente responsável por uma em cada seis mortes no Reino Unido, alertou um relatório da Public Health England (PHE). Os resultados foram publicados no International Journal of Behavioural Nutrition and Physical Activity.

«Uma falta de exercício físico causa mais danos do que fumar», disse Tam Fry, do National Obesity Forum. O número de mortes devido à inatividade é muito semelhante ao número de mortes atribuídas ao tabagismo, chegando aos 85 mil em Inglaterra e no País de Gales.

Os funcionários da Saúde Pública de Inglaterra advertiram que os estilos de vida sedentários fazem com que as pessoas se exponham a doenças cada vez mais cedo na vida.

Essa falta de exercício não está apenas a causar obesidade, sendo diretamente responsável por várias doenças, como queixas musculares e de articulações, depressão, doenças do coração, tensão alta, demência, dois tipos de diabetes e AVC’s.

Os resultados do relatório chegaram à conclusão de que a população do Reino Unido é agora 20 por cento menos ativa do que era na década de 1960, com metade das mulheres e um terço dos homens a prejudicarem a sua saúde devido à falta de atividade física. Se a tendência continuar, a percentagem chegará aos 35 por cento em 2030.

As autoridades dizem que, se as pessoas não realizarem mudanças na forma como vivem, o Reino Unido pode entrar em colapso com o peso económico das doenças causadas pela obesidade, álcool e tabagismo.

Os resultados demonstram que 63 por cento da população do Reino Unido não faz a quantidade de exercício recomendada, de duas horas e meia por semana. Já na Holanda essa percentagem é de apenas 18 por cento, na Alemanha é de 28 por cento, 33 por cento na França e 41 por cento nos EUA.

O relatório da Saúde Pública culpa o estilo de vida típico no Reino Unido, os empregos de escritório que obrigam as pessoas a gastarem várias horas gastas sentadas, o tempo consumido em viagens de carro e a preferência em ver televisão ou jogar jogos de computador em vez de passar tempo ao ar livre.

O relatório também mostrou que os níveis de atividade eram 15 a 20 por cento superiores em dias de verão, quando o sol se põe depois das nove da noite, do que eram no inverno, quando fica de noite antes das cinco da tarde.

«A inatividade física é um dos principais colaboradores para o aumento dos níveis de obesidade, diabetes e demência. Os nossos estilos de vida modernos aumentam o problema, mesmo aqueles que já fazem exercício físico regularmente correm o risco da sua saúde piorar por passarem longos períodos sentados», afirmou o professor Kevin Fenton, diretor-executivo da Public Health England, agência responsável pela luta contra a obesidade.

«Precisamos de tornar a atividade física uma escolha mais fácil, acessível e natural para todos, como se fosse uma cura milagrosa. Os ambientes de vida e de trabalho mudaram ao longo das últimas quatro décadas e tudo nos conduz à inatividade», acrescentou.

«A inatividade física é um problema de saúde pública. Tanto as pessoas novas como as mais velhas precisam de se mexer mais. Temos de mudar esta cultura do sofá e colocar o exercício físico no centro da rotina diária», afirmou Mike Hobday, diretor de políticas na British Hear Foundation.

«Independentemente da idade, a atividade é essencial para se ter uma boa saúde. O aumento da atividade física é uma prioridade do Governo», anunciou Jane Ellison, ministra da Saúde Pública.

Foi feito um apelo para as pessoas alterarem as suas rotinas, indo às compras de bicicleta, praticando jardinagem ao fim-de-semana ou utilizarem as escadas em vez do elevador. Esta semana, o chefe da NHS Simon Stevens apelou também para as empresas oferecerem prémios e vales para quem perder peso e se mantiver ativo.


In: http://www.tvi24.iol.pt/internacional/reino-unido/falta-de-exercicio-fisico-mata-tanto-quanto-o-tabaco (em 26/10/2014)

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sessões de KARATE-DO no Agrupamento

Com início já no dia 15/10/2014, a Escola Silvina Candeias virá ao agrupamento divulgar este desporto aos alunos do 2º e 3º ciclos.
Inscrições junto do professor de Educação Física ou no local indicado.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Estudo com mais de 2000 crianças e jovens comprova efeitos benéficos do Exercício Físico no Rendimento Escolar.

"The Journal of Pediatrics publicou recentemente um artigo que comprova mais uma vez a relação entre a aptidão física e a performance académica dos alunos.

Este trabalho, onde foram analisados dados de 2038 jovens e crianças de Cadiz e Madrid, está integrado numa investigação longitudinal de 3 anos com o objectivo deste  de recolher informações sobre possíveis associações entre componentes da aptidão física e a performance académica.

Para a avaliação da aptidão cardiorespiratória os investigadores utilizaram o teste do vai e vem. Na habilidade motora foi utilizado um teste de 4×10 metros em corrida com mudança de direção e de movimento para avaliar  a agilidade, a coordenação e a velocidade de movimento. Para a força foi utilizado um algoritmo com referência à força de preensão e distância de salto. Para a avaliação da performance académica foram utilizados os resultados dos alunos na disciplinas Matemática, Língua Materna, uma média destas duas disciplinas e ainda a média dos alunos nas disciplinas anuais.

A análise dos resultados evidência 3 resultados interessantes:

A capacidade cardiorespiratória e a capacidade motora estão independentemente associadas a cada um dos parâmetros avaliados na performance académica dos alunos, mesmo após ajustados para indicadores relativos à aptidão física e à composição corporal dos avaliados.

A força muscular está associada à avaliação dos parâmetros considerados na performance académica dos alunos, mas não de uma forma independente. Encontra-se associada à performance académica, mas está dependente dos resultados obtidos nos testes do vai e vem e dos 4x10m.  

Nos grupos de alunos com piores valores nas capacidades cardiorespiratória e capacidade motora, observou-se piores resultados académicos.



Numa altura em que alunos, pais, escolas, Ministério da Educação e Ciência e sociedade em geral andam preocupados com os resultados dos exames, talvez seria importante estudar a fundo quais as variáveis que verdadeiramente e de uma forma comprovada influenciam o rendimento escolar dos alunos? Não só numa perspectiva de obter melhores resultados no PISA, mas fundamentalmente na construção de um país mais produtivo, empreendedor e com maior capacidade de resiliência.

Aproveitando as evidências de mais um estudo que comprova a relação positiva entre aptidão física e rendimento escolar, deixamos aqui, mais uma vez. a nossa sugestão estratégica de valorização e reforço da atividade física orientada na escola.

Poderão ter acesso ao estudo através do seguinte link:

Portugueses são dos que fazem menos desporto na Europa


Numa Europa sedentária, os portugueses estão entre os que praticam menos actividades desportivas, segundo as conclusões de uma sondagem do Eurobarómetro publicada nesta segunda-feira.

De forma geral, a maioria dos europeus (59%) afirma nunca ou raramente fazer desporto e apenas 8% dizem praticar desporto com regularidade, mas há diferenças a nível regional.

Os habitantes dos países do Sul da Europa são genericamente os menos activos em termos desportivos, apesar de a Bulgária ser o país que apresenta o número mais alto de sedentarismo, com 78%, seguido de Malta (75%) e de Portugal, onde 64% dos inquiridos afirmaram nunca fazer desporto.

É nos países do Norte que as pessoas praticam desporto mais regularmente. Na Suécia, 70% dos inquiridos afirmaram participar em alguma actividade desportiva pelo menos uma vez por semana, seguidos de perto pelos dinamarqueses (68%) e pelos finlandeses (66%).

O desfasamento entre os dois grupos de países pode estar relacionado com a própria metodologia do questionário, observa a investigadora da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Diana Santos. "No Sul não se associam as actividades como caminhar, correr ou andar de bicicleta ao desporto, por não ser algo estruturado", diz ao PÚBLICO a especialista, que refere ser necessária uma "medida objectiva" daquilo que é a prática desportiva.

Cerca de dois terços dos europeus estão sentados durante um período entre duas horas e meia e oito horas e meia num dia normal e há mesmo 11% dos inquiridos que afirmam passar mais de oito horas e meia por dia sentados.

Face aos dados do último inquérito europeu sobre este tema, de 2009, Portugal regista um aumento do número de pessoas sem hábitos de prática desportiva. Há cinco anos, eram 55% os que respondiam não ter qualquer actividade física, contra os 64% actuais.

Para a comissária europeia para o Desporto, Androulla Vassiliou, “os resultados da sondagem Eurobarómetro confirmam a necessidade de medidas para incentivar mais pessoas a fazer desporto e a praticar actividade física”.

Sem tempo para desporto
Entre as razões que impedem os europeus de realizar desporto, a falta de tempo (42%) e o desinteresse (20%) são as mais apontadas.

Para combater a falta de tempo para a prática desportiva, Diana Santos nota que "se uma pessoa entra [no trabalho] às 9 horas e sai às 17h, não vai ter tempo" para fazer desporto. A investigadora sugere "uma mistura entre a flexibilização do horário de trabalho e a proximidade [dos locais de trabalho] a sítios onde se possa praticar desporto".

"A flexibilidade [dos horários] pode ajudar a quem faz pouco desporto a não deixar de o fazer e até passar a fazer mais", sublinha Diana Santos. Em termos gerais, a investigadora da FMH realça que no que respeita ao número de pessoas que diz praticar desporto regularmente, "Portugal está em linha com a média europeia", de 8%.

Para a investigadora a forma de aumentar o número de pessoas que praticam desporto em Portugal deve ser a educação. O gosto pela actividade física "tem que vir da educação da própria pessoa, que tem que valorizar a prática desportiva". "Apenas campanhas, sem haver trabalho de base, não terão impacto", afirma Diana Santos, que dá o exemplo do efeito reduzido que teve a promoção do exercício físico no Reino Unido durante os Jogos Olímpicos de Londres para os hábitos dos britânicos.

Entre 2009 e 2013, o Reino Unido registou um aumento do número de pessoas que dizem nunca praticar actividade física.

estudo inquiriu quase 28 mil pessoas nos 28 Estados-membros durante a última semana de Novembro de 2013. Em Portugal houve 1055 respostas.

 
 
 
Retirado do estudo:
Com que frequência pratica desporto?
Carregue na imagem para ampliar