terça-feira, 2 de setembro de 2014

Estudo com mais de 2000 crianças e jovens comprova efeitos benéficos do Exercício Físico no Rendimento Escolar.

"The Journal of Pediatrics publicou recentemente um artigo que comprova mais uma vez a relação entre a aptidão física e a performance académica dos alunos.

Este trabalho, onde foram analisados dados de 2038 jovens e crianças de Cadiz e Madrid, está integrado numa investigação longitudinal de 3 anos com o objectivo deste  de recolher informações sobre possíveis associações entre componentes da aptidão física e a performance académica.

Para a avaliação da aptidão cardiorespiratória os investigadores utilizaram o teste do vai e vem. Na habilidade motora foi utilizado um teste de 4×10 metros em corrida com mudança de direção e de movimento para avaliar  a agilidade, a coordenação e a velocidade de movimento. Para a força foi utilizado um algoritmo com referência à força de preensão e distância de salto. Para a avaliação da performance académica foram utilizados os resultados dos alunos na disciplinas Matemática, Língua Materna, uma média destas duas disciplinas e ainda a média dos alunos nas disciplinas anuais.

A análise dos resultados evidência 3 resultados interessantes:

A capacidade cardiorespiratória e a capacidade motora estão independentemente associadas a cada um dos parâmetros avaliados na performance académica dos alunos, mesmo após ajustados para indicadores relativos à aptidão física e à composição corporal dos avaliados.

A força muscular está associada à avaliação dos parâmetros considerados na performance académica dos alunos, mas não de uma forma independente. Encontra-se associada à performance académica, mas está dependente dos resultados obtidos nos testes do vai e vem e dos 4x10m.  

Nos grupos de alunos com piores valores nas capacidades cardiorespiratória e capacidade motora, observou-se piores resultados académicos.



Numa altura em que alunos, pais, escolas, Ministério da Educação e Ciência e sociedade em geral andam preocupados com os resultados dos exames, talvez seria importante estudar a fundo quais as variáveis que verdadeiramente e de uma forma comprovada influenciam o rendimento escolar dos alunos? Não só numa perspectiva de obter melhores resultados no PISA, mas fundamentalmente na construção de um país mais produtivo, empreendedor e com maior capacidade de resiliência.

Aproveitando as evidências de mais um estudo que comprova a relação positiva entre aptidão física e rendimento escolar, deixamos aqui, mais uma vez. a nossa sugestão estratégica de valorização e reforço da atividade física orientada na escola.

Poderão ter acesso ao estudo através do seguinte link:

Portugueses são dos que fazem menos desporto na Europa


Numa Europa sedentária, os portugueses estão entre os que praticam menos actividades desportivas, segundo as conclusões de uma sondagem do Eurobarómetro publicada nesta segunda-feira.

De forma geral, a maioria dos europeus (59%) afirma nunca ou raramente fazer desporto e apenas 8% dizem praticar desporto com regularidade, mas há diferenças a nível regional.

Os habitantes dos países do Sul da Europa são genericamente os menos activos em termos desportivos, apesar de a Bulgária ser o país que apresenta o número mais alto de sedentarismo, com 78%, seguido de Malta (75%) e de Portugal, onde 64% dos inquiridos afirmaram nunca fazer desporto.

É nos países do Norte que as pessoas praticam desporto mais regularmente. Na Suécia, 70% dos inquiridos afirmaram participar em alguma actividade desportiva pelo menos uma vez por semana, seguidos de perto pelos dinamarqueses (68%) e pelos finlandeses (66%).

O desfasamento entre os dois grupos de países pode estar relacionado com a própria metodologia do questionário, observa a investigadora da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Diana Santos. "No Sul não se associam as actividades como caminhar, correr ou andar de bicicleta ao desporto, por não ser algo estruturado", diz ao PÚBLICO a especialista, que refere ser necessária uma "medida objectiva" daquilo que é a prática desportiva.

Cerca de dois terços dos europeus estão sentados durante um período entre duas horas e meia e oito horas e meia num dia normal e há mesmo 11% dos inquiridos que afirmam passar mais de oito horas e meia por dia sentados.

Face aos dados do último inquérito europeu sobre este tema, de 2009, Portugal regista um aumento do número de pessoas sem hábitos de prática desportiva. Há cinco anos, eram 55% os que respondiam não ter qualquer actividade física, contra os 64% actuais.

Para a comissária europeia para o Desporto, Androulla Vassiliou, “os resultados da sondagem Eurobarómetro confirmam a necessidade de medidas para incentivar mais pessoas a fazer desporto e a praticar actividade física”.

Sem tempo para desporto
Entre as razões que impedem os europeus de realizar desporto, a falta de tempo (42%) e o desinteresse (20%) são as mais apontadas.

Para combater a falta de tempo para a prática desportiva, Diana Santos nota que "se uma pessoa entra [no trabalho] às 9 horas e sai às 17h, não vai ter tempo" para fazer desporto. A investigadora sugere "uma mistura entre a flexibilização do horário de trabalho e a proximidade [dos locais de trabalho] a sítios onde se possa praticar desporto".

"A flexibilidade [dos horários] pode ajudar a quem faz pouco desporto a não deixar de o fazer e até passar a fazer mais", sublinha Diana Santos. Em termos gerais, a investigadora da FMH realça que no que respeita ao número de pessoas que diz praticar desporto regularmente, "Portugal está em linha com a média europeia", de 8%.

Para a investigadora a forma de aumentar o número de pessoas que praticam desporto em Portugal deve ser a educação. O gosto pela actividade física "tem que vir da educação da própria pessoa, que tem que valorizar a prática desportiva". "Apenas campanhas, sem haver trabalho de base, não terão impacto", afirma Diana Santos, que dá o exemplo do efeito reduzido que teve a promoção do exercício físico no Reino Unido durante os Jogos Olímpicos de Londres para os hábitos dos britânicos.

Entre 2009 e 2013, o Reino Unido registou um aumento do número de pessoas que dizem nunca praticar actividade física.

estudo inquiriu quase 28 mil pessoas nos 28 Estados-membros durante a última semana de Novembro de 2013. Em Portugal houve 1055 respostas.

 
 
 
Retirado do estudo:
Com que frequência pratica desporto?
Carregue na imagem para ampliar

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

As melhores proteínas ao melhor preço


Não é apenas na particular altura que atravessamos que costumo chamar a atenção para os benefícios de comer ovos. Se em época de crise há quem ache que é importante reduzir despesas, eu entendo que é importante saber sempre gerir o orçamento para não entrarmos em crise. Porque uma crise financeira pode muito bem levar a uma crise alimentar, logo, a uma crise na saúde.

Aquilo que mais pesa na nossa alimentação é o consumo desproporcionado de proteínas fornecidas por alimentos que são os mais caros do mercado. Na realidade, as carnes, peixe, moluscos e mariscos são mais dispendiosos do que qualquer outro alimento. Além de que, normalmente, se comem em quantidades excessivas, sobretudo as carnes. No entanto, os ovos, igualmente bons fornecedores proteicos, são incomparavelmente mais baratos. Talvez por isso não se lhes dê a devida importância. Ainda se associa a qualidade ao preço. Por isso a sopa e o pão são para os pobres, segundo muitas cabeças.

Os ovos possuem proteínas de elevada qualidade, diz-se com o mais elevado valor biológico, servindo de referência os outros alimentos. São, desde há muitos séculos, alimentos comuns na cozinha, e sobretudo em pastelaria. Como são fáceis de obter, foram, em tempos, alimentos importantes na dieta de pessoas com fracos recursos económicos. Hoje em dia, dado o acesso cada vez maior a alimentos de baixo custo, os ovos são cada vez mais esquecidos, pese embora a sua valorosa constituição nutricional. Em boa verdade, são os alimentos mais nutritivos que podemos comprar.

As proteínas do ovo são então as mais completas no que respeita à proporção e quantidade de aminoácidos essenciais, isto é, as que permitem ao organismo "fabricar" as suas próprias proteínas. Além disso, os ovos contêm uma gama variada de vitaminas do grupo B, sobretudo a B2 e a B12, vitamina A e vitamina D. Na sua constituição, encontramos também fósforo, cálcio, iodo, magnésio, zinco, selénio, ferro e sódio. Apesar do seu elevado teor em colesterol, cerca de 400 mg por 100 g que apenas existe na gema, têm baixo valor calórico e poucas gorduras saturadas, o que permite a sua utilização mesmo em dietas de pessoas com hipercolesterolemia (colesterol sanguíneo elevado). Segundo as mais recentes pesquisas o fator que mais responsabilidade tem na elevação do colesterol sanguíneo é, não tanto o teor de colesterol dos alimentos, mas a quantidade de gorduras saturadas que existem na sua constituição. Dito de outra forma, para excluir os ovos de uma dieta teria que proibir, também, a carne vermelha e os laticínios.

A cor da casca reflete a qualidade nutricional do ovo?
Ao contrário do que se pensa, a cor da casca depende apenas da raça da galinha e não faz adivinhar o valor nutritivo do ovo. Antigamente, a cor da gema poderia refletir a qualidade do ovo uma vez que só as galinhas que se alimentavam de forma natural produziam ovos com a gema bem amarela. Hoje em dia, uma vez que se adicionam pigmentos sem qualquer valor nutricional às rações das galinhas de cativeiro, nem sempre é possível garantir que a cor da gema seja reflexo de uma maior riqueza nutritiva. Só quando são de produção caseira conhecida...

Porque se classificam os ovos?
A classificação dos ovos refere-se ao seu grau de frescura e modo de conservação (se são ou não refrigerados) e ao tamanho dos mesmos. Não ao seu valor nutricional.

Em jeito de conclusão
Consumidos com moderação (*) e, sobretudo, integrados numa dieta saudável que inclui poucas gorduras animais e trans, a quantidade adequada de produtos hortícolas e frutos, e desde que não se seja alérgico aos mesmos, os ovos podem e devem ser incluídos nas dietas de todos, sobretudo crianças (com mais de um ano), adolescentes e idosos, por serem fáceis de obter, nutritivos, de fácil e versátil preparação culinária e baratos.

(*) As pessoas saudáveis podem consumir até quatro ovos por semana, de preferência um de cada vez.

in: http://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=11737&langid=1

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tops escola Fitnessgram

No passado mês de maio aplicou-se mais uma vez a bateria de testes do fitnessgram nas aulas de Educação Física. Daí decidimos realizar um ranking em que se destacam os melhores alunos nesses testes, assim como a turma com melhor resultado em todos os testes.






Flash mob dança

No dia 12 de junho os alunos, e todos os que almoçavam no refeitório da escola sede, foram surpreendidos com uma dança, por volta das 13:15h.
Esta iniciativa partiu das alunas (por ordem alfabética) Catarina Tomé, Catarina Vermelho, Filipa Barroqueiro, Laura Palmeiro, Leonor Vermelho, Lívia Remédios, Mafalda Valhelhas e Margarida Vermelho; que cerca de um mês antes solicitaram o apoio do professor de Educação Física Hélder Costa que as auxiliou na preparação e organização, sendo que o grande mérito é das discentes que construíram a coreografia (para além da escolha dos passos e da música).
Estão de parabéns pela iniciativa.

Veja as imagens (filmado por uma aluna).

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Triatlo

Inserida na semana da escola a prova de Triatlo, organizada pelo Grupo de Educação Física e Desporto Escolar, decorreu no dia 12/06/2014.
Esta prova, que se revelou bastante dura, contou com uma taxa de participação que poderia ter sido mais elevada. Dos "bravos" que participaram por equipas, cada membro cumpria uma parte do percurso (natação - cerca de 400m, ciclismo - cerca de 5km, corrida - cerca de 1500m). Num dia de bastante calor a classificação foi a seguinte:
1º LUGAR – (7ºA - Alfredo, Patacas e Constantin) - Tempo total –  30m 28s;
2º LUGAR – (8ºA - Francisco e 9ºA - Mariana) - Tempo total –  33m 00s;
3º LUGAR – (8ºB - Guilherme, José Silva e Relvas) - Tempo total –  34m 24s;
4º LUGAR – (8ºA - Arlindo, Ruben e 9ºA - Mafalda) - Tempo total –  39m 50s;

Para a organização desta atividade foi imprescindível a colaboração do município (disponibilidade por parte do Vice Presidente Daniel Carreiras) e em especial através do contributo e disponibilidade dos professores Miguel Macedo, Rui Carrilho e do estagiário de formação em contexto de trabalho Rui Rato.

De seguida pode ser consultado o percurso de ciclismo. A natação realizou-se na piscina municipal coberta e o percurso de corrida decorreu no estádio municipal Manuel Rodrigues.

Torneio de Futsal Inter turmas

Durante o 3º período, às quartas feiras de tarde, decorreu no pavilhão municipal mais um torneio inter turmas do 2º e 3º ciclos.
Neste ano contámos com a excelente colaboração da comissão de alunos, nomeadamente os alunos Catarina Cepa e Guilherme Massena (este demonstrou uma entrega, empenho e excepcionais qualidades na organização da atividade).
Optámos pela organização do torneio no modo de campeonato em que a única equipa do 2º ciclo participou juntamente com os colegas mais velhos.
Poderá consultar a classificação nas imagens seguintes: