Cerca de meio milhão de novos casos de cancro por ano entre os adultos podem ser atribuídos ao excesso de peso e à obesidade, defende um estudo divulgado pela revista médica especializada «The Lancet Oncology».
O estudo foi desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação sobre o Cancro, que é uma agência da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Uma das suas conclusões é a de que o excesso de peso e a obesidade tornaram-se um dos principais riscos, responsáveis por 3,6% (cerca de 481 mil) dos novos casos de cancro em adultos registados em 2012.
Esta análise apoia-se numa vasta base de dados Globocan, que comporta a incidência e a mortalidade por cancro em 184 países.
Os países considerados ricos são os mais afetados com cerca de dois terços (64%) por estes cancros. Na América do Norte registaram-se 111 mil, ou seja, cerca de um quarto do total.
A África subsariana é a região que menos contribui para este balanço, com 7.300 cancros.
Na Europa é a Europa de Leste que é a zona mais afetada, com 65 mil casos.
O estudo mostra que a relação entre cancro e obesidade afeta mais as mulheres do que os homens, em grande parte devido aos cancros na mucosa do útero e na mama depois da menopausa.
Nos homens, o excesso de peso é responsável por 1,9% (136 mil) dos novos casos aparecidos em 2012 e nas mulheres é de 5,4% (345 mil), numa síntese apresentada pela Lusa.
Segundo a OMS, a obesidade duplicou desde 1980. O peso a mais afeta 1,4 mil milhões de pessoas, com 20 anos ou mais, dos quais mais de 200 milhões de homens e cerca de 300 milhões de mulheres são obesos.
Em 26/11/2014, in: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/estudo/a-relacao-entre-a-obesidade-e-o-cancro
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Torneio inter-turmas de Basquetebol 3x3
Realizou-se no passado dia 12 o torneio inter-turmas de basquetebol 3x3.
Este torneio serviu também para apuramento das equipas a representar a escola, no evento inter-escolas, a realizar no próximo dia 26 em Santo António das Areias que irá opor as escolas dos Conselhos de Castelo de Vide e Marvão.
Este torneio serviu também para apuramento das equipas a representar a escola, no evento inter-escolas, a realizar no próximo dia 26 em Santo António das Areias que irá opor as escolas dos Conselhos de Castelo de Vide e Marvão.
domingo, 26 de outubro de 2014
Falta de exercício físico mata tanto quanto o tabaco
A
falta de exercício físico é tão perigosa como fumar e é diretamente responsável
por uma em cada seis mortes no Reino Unido, alertou um relatório da Public
Health England (PHE). Os resultados foram publicados no International Journal
of Behavioural Nutrition and Physical Activity.
«Uma falta de exercício físico causa mais danos do que fumar», disse Tam Fry, do National Obesity Forum. O número de mortes devido à inatividade é muito semelhante ao número de mortes atribuídas ao tabagismo, chegando aos 85 mil em Inglaterra e no País de Gales.
Os funcionários da Saúde Pública de Inglaterra advertiram que os estilos de vida sedentários fazem com que as pessoas se exponham a doenças cada vez mais cedo na vida.
Essa falta de exercício não está apenas a causar obesidade, sendo diretamente responsável por várias doenças, como queixas musculares e de articulações, depressão, doenças do coração, tensão alta, demência, dois tipos de diabetes e AVC’s.
Os resultados do relatório chegaram à conclusão de que a população do Reino Unido é agora 20 por cento menos ativa do que era na década de 1960, com metade das mulheres e um terço dos homens a prejudicarem a sua saúde devido à falta de atividade física. Se a tendência continuar, a percentagem chegará aos 35 por cento em 2030.
As autoridades dizem que, se as pessoas não realizarem mudanças na forma como vivem, o Reino Unido pode entrar em colapso com o peso económico das doenças causadas pela obesidade, álcool e tabagismo.
Os resultados demonstram que 63 por cento da população do Reino Unido não faz a quantidade de exercício recomendada, de duas horas e meia por semana. Já na Holanda essa percentagem é de apenas 18 por cento, na Alemanha é de 28 por cento, 33 por cento na França e 41 por cento nos EUA.
O relatório da Saúde Pública culpa o estilo de vida típico no Reino Unido, os empregos de escritório que obrigam as pessoas a gastarem várias horas gastas sentadas, o tempo consumido em viagens de carro e a preferência em ver televisão ou jogar jogos de computador em vez de passar tempo ao ar livre.
O relatório também mostrou que os níveis de atividade eram 15 a 20 por cento superiores em dias de verão, quando o sol se põe depois das nove da noite, do que eram no inverno, quando fica de noite antes das cinco da tarde.
«A inatividade física é um dos principais colaboradores para o aumento dos níveis de obesidade, diabetes e demência. Os nossos estilos de vida modernos aumentam o problema, mesmo aqueles que já fazem exercício físico regularmente correm o risco da sua saúde piorar por passarem longos períodos sentados», afirmou o professor Kevin Fenton, diretor-executivo da Public Health England, agência responsável pela luta contra a obesidade.
«Precisamos de tornar a atividade física uma escolha mais fácil, acessível e natural para todos, como se fosse uma cura milagrosa. Os ambientes de vida e de trabalho mudaram ao longo das últimas quatro décadas e tudo nos conduz à inatividade», acrescentou.
«A inatividade física é um problema de saúde pública. Tanto as pessoas novas como as mais velhas precisam de se mexer mais. Temos de mudar esta cultura do sofá e colocar o exercício físico no centro da rotina diária», afirmou Mike Hobday, diretor de políticas na British Hear Foundation.
«Independentemente da idade, a atividade é essencial para se ter uma boa saúde. O aumento da atividade física é uma prioridade do Governo», anunciou Jane Ellison, ministra da Saúde Pública.
Foi feito um apelo para as pessoas alterarem as suas rotinas, indo às compras de bicicleta, praticando jardinagem ao fim-de-semana ou utilizarem as escadas em vez do elevador. Esta semana, o chefe da NHS Simon Stevens apelou também para as empresas oferecerem prémios e vales para quem perder peso e se mantiver ativo.
In: http://www.tvi24.iol.pt/internacional/reino-unido/falta-de-exercicio-fisico-mata-tanto-quanto-o-tabaco (em 26/10/2014)
«Uma falta de exercício físico causa mais danos do que fumar», disse Tam Fry, do National Obesity Forum. O número de mortes devido à inatividade é muito semelhante ao número de mortes atribuídas ao tabagismo, chegando aos 85 mil em Inglaterra e no País de Gales.
Os funcionários da Saúde Pública de Inglaterra advertiram que os estilos de vida sedentários fazem com que as pessoas se exponham a doenças cada vez mais cedo na vida.
Essa falta de exercício não está apenas a causar obesidade, sendo diretamente responsável por várias doenças, como queixas musculares e de articulações, depressão, doenças do coração, tensão alta, demência, dois tipos de diabetes e AVC’s.
Os resultados do relatório chegaram à conclusão de que a população do Reino Unido é agora 20 por cento menos ativa do que era na década de 1960, com metade das mulheres e um terço dos homens a prejudicarem a sua saúde devido à falta de atividade física. Se a tendência continuar, a percentagem chegará aos 35 por cento em 2030.
As autoridades dizem que, se as pessoas não realizarem mudanças na forma como vivem, o Reino Unido pode entrar em colapso com o peso económico das doenças causadas pela obesidade, álcool e tabagismo.
Os resultados demonstram que 63 por cento da população do Reino Unido não faz a quantidade de exercício recomendada, de duas horas e meia por semana. Já na Holanda essa percentagem é de apenas 18 por cento, na Alemanha é de 28 por cento, 33 por cento na França e 41 por cento nos EUA.
O relatório da Saúde Pública culpa o estilo de vida típico no Reino Unido, os empregos de escritório que obrigam as pessoas a gastarem várias horas gastas sentadas, o tempo consumido em viagens de carro e a preferência em ver televisão ou jogar jogos de computador em vez de passar tempo ao ar livre.
O relatório também mostrou que os níveis de atividade eram 15 a 20 por cento superiores em dias de verão, quando o sol se põe depois das nove da noite, do que eram no inverno, quando fica de noite antes das cinco da tarde.
«A inatividade física é um dos principais colaboradores para o aumento dos níveis de obesidade, diabetes e demência. Os nossos estilos de vida modernos aumentam o problema, mesmo aqueles que já fazem exercício físico regularmente correm o risco da sua saúde piorar por passarem longos períodos sentados», afirmou o professor Kevin Fenton, diretor-executivo da Public Health England, agência responsável pela luta contra a obesidade.
«Precisamos de tornar a atividade física uma escolha mais fácil, acessível e natural para todos, como se fosse uma cura milagrosa. Os ambientes de vida e de trabalho mudaram ao longo das últimas quatro décadas e tudo nos conduz à inatividade», acrescentou.
«A inatividade física é um problema de saúde pública. Tanto as pessoas novas como as mais velhas precisam de se mexer mais. Temos de mudar esta cultura do sofá e colocar o exercício físico no centro da rotina diária», afirmou Mike Hobday, diretor de políticas na British Hear Foundation.
«Independentemente da idade, a atividade é essencial para se ter uma boa saúde. O aumento da atividade física é uma prioridade do Governo», anunciou Jane Ellison, ministra da Saúde Pública.
Foi feito um apelo para as pessoas alterarem as suas rotinas, indo às compras de bicicleta, praticando jardinagem ao fim-de-semana ou utilizarem as escadas em vez do elevador. Esta semana, o chefe da NHS Simon Stevens apelou também para as empresas oferecerem prémios e vales para quem perder peso e se mantiver ativo.
In: http://www.tvi24.iol.pt/internacional/reino-unido/falta-de-exercicio-fisico-mata-tanto-quanto-o-tabaco (em 26/10/2014)
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Sessões de KARATE-DO no Agrupamento
Com início já no dia 15/10/2014, a Escola Silvina Candeias virá ao agrupamento divulgar este desporto aos alunos do 2º e 3º ciclos.
Inscrições junto do professor de Educação Física ou no local indicado.
Inscrições junto do professor de Educação Física ou no local indicado.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Estudo com mais de 2000 crianças e jovens comprova efeitos benéficos do Exercício Físico no Rendimento Escolar.
"The Journal of
Pediatrics publicou recentemente um artigo que comprova mais uma vez a
relação entre a aptidão física e a performance académica dos alunos.
Este trabalho, onde foram analisados dados de 2038
jovens e crianças de Cadiz e Madrid, está integrado numa investigação
longitudinal de 3 anos com o objectivo deste de recolher informações
sobre possíveis associações entre componentes da aptidão física e a performance
académica.
Para a avaliação da aptidão cardiorespiratória os
investigadores utilizaram o teste do vai e vem. Na habilidade motora foi utilizado
um teste de 4×10 metros em corrida com mudança de direção e de movimento para
avaliar a agilidade, a coordenação e a velocidade de movimento. Para a
força foi utilizado um algoritmo com referência à força de preensão e distância
de salto. Para a avaliação da performance académica foram utilizados os
resultados dos alunos na disciplinas Matemática, Língua Materna, uma média
destas duas disciplinas e ainda a média dos alunos nas disciplinas anuais.
A análise dos resultados evidência 3 resultados interessantes:
A capacidade cardiorespiratória e a capacidade motora estão independentemente associadas
a cada um dos parâmetros avaliados na performance académica dos alunos, mesmo
após ajustados para indicadores relativos à aptidão física e à composição
corporal dos avaliados.
A força muscular está associada à avaliação dos
parâmetros considerados na performance académica dos alunos, mas não de
uma forma independente. Encontra-se associada à performance académica, mas está
dependente dos resultados obtidos nos testes do vai e vem e dos 4x10m.
Nos grupos de alunos com piores valores nas capacidades
cardiorespiratória e capacidade motora, observou-se piores resultados
académicos.
Numa altura em que alunos, pais, escolas, Ministério da
Educação e Ciência e sociedade em geral andam preocupados com os resultados dos
exames, talvez seria importante estudar a fundo quais as variáveis que
verdadeiramente e de uma forma comprovada influenciam o rendimento escolar dos
alunos? Não só numa perspectiva de obter melhores resultados no PISA, mas
fundamentalmente na construção de um país mais produtivo, empreendedor e com
maior capacidade de resiliência.
Aproveitando as evidências de mais um estudo que comprova a
relação positiva entre aptidão física e rendimento escolar, deixamos aqui, mais
uma vez. a nossa sugestão estratégica de valorização e reforço da atividade
física orientada na escola.
Poderão ter acesso ao estudo através do seguinte link:
Portugueses são dos que fazem menos desporto na Europa
Numa Europa sedentária, os portugueses estão entre os que
praticam menos actividades desportivas, segundo as conclusões de uma sondagem
do Eurobarómetro publicada nesta segunda-feira.
De forma geral, a maioria dos europeus (59%) afirma nunca ou
raramente fazer desporto e apenas 8% dizem praticar desporto com regularidade,
mas há diferenças a nível regional.
Os habitantes dos países do Sul da Europa são genericamente
os menos activos em termos desportivos, apesar de a Bulgária ser o país que
apresenta o número mais alto de sedentarismo, com 78%, seguido de Malta (75%) e
de Portugal, onde 64% dos inquiridos afirmaram nunca fazer desporto.
É nos países do Norte que as pessoas praticam desporto mais
regularmente. Na Suécia, 70% dos inquiridos afirmaram participar em alguma
actividade desportiva pelo menos uma vez por semana, seguidos de perto pelos
dinamarqueses (68%) e pelos finlandeses (66%).
O desfasamento entre os dois grupos de países pode estar
relacionado com a própria metodologia do questionário, observa a investigadora
da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Diana Santos. "No Sul não se
associam as actividades como caminhar, correr ou andar de bicicleta ao
desporto, por não ser algo estruturado", diz ao PÚBLICO a especialista,
que refere ser necessária uma "medida objectiva" daquilo que é a
prática desportiva.
Cerca de dois terços dos europeus estão sentados durante um
período entre duas horas e meia e oito horas e meia num dia normal e há mesmo
11% dos inquiridos que afirmam passar mais de oito horas e meia por dia
sentados.
Face aos dados do último inquérito europeu sobre este tema,
de 2009, Portugal regista um aumento do número de pessoas sem hábitos de
prática desportiva. Há cinco anos, eram 55% os que respondiam não ter qualquer
actividade física, contra os 64% actuais.
Para a comissária europeia para o Desporto, Androulla
Vassiliou, “os resultados da sondagem Eurobarómetro confirmam a necessidade de
medidas para incentivar mais pessoas a fazer desporto e a praticar actividade
física”.
Sem tempo para desporto
Entre as razões que impedem os europeus de realizar desporto, a falta de tempo (42%) e o desinteresse (20%) são as mais apontadas.
Entre as razões que impedem os europeus de realizar desporto, a falta de tempo (42%) e o desinteresse (20%) são as mais apontadas.
Para combater a falta de tempo para a prática desportiva,
Diana Santos nota que "se uma pessoa entra [no trabalho] às 9 horas e sai
às 17h, não vai ter tempo" para fazer desporto. A investigadora sugere
"uma mistura entre a flexibilização do horário de trabalho e a proximidade
[dos locais de trabalho] a sítios onde se possa praticar desporto".
"A flexibilidade [dos horários] pode ajudar a quem faz
pouco desporto a não deixar de o fazer e até passar a fazer mais",
sublinha Diana Santos. Em termos gerais, a investigadora da FMH realça que no
que respeita ao número de pessoas que diz praticar desporto regularmente, "Portugal
está em linha com a média europeia", de 8%.
Para a investigadora a forma de aumentar o número de pessoas
que praticam desporto em Portugal deve ser a educação. O gosto pela actividade
física "tem que vir da educação da própria pessoa, que tem que valorizar a
prática desportiva". "Apenas campanhas, sem haver trabalho de base,
não terão impacto", afirma Diana Santos, que dá o exemplo do efeito
reduzido que teve a promoção do exercício físico no Reino Unido durante os
Jogos Olímpicos de Londres para os hábitos dos britânicos.
Entre 2009 e 2013, o Reino Unido registou um aumento do
número de pessoas que dizem nunca praticar actividade física.
O estudo inquiriu
quase 28 mil pessoas nos 28 Estados-membros durante a última semana de Novembro
de 2013. Em Portugal houve 1055 respostas.
Retirado do estudo:
Com que frequência pratica desporto?
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014
As melhores proteínas ao melhor preço
Não é apenas na particular altura que atravessamos que costumo chamar a atenção para os benefícios de comer ovos. Se em época de crise há quem ache que é importante reduzir despesas, eu entendo que é importante saber sempre gerir o orçamento para não entrarmos em crise. Porque uma crise financeira pode muito bem levar a uma crise alimentar, logo, a uma crise na saúde.
Aquilo que mais pesa na nossa alimentação é o consumo
desproporcionado de proteínas fornecidas por alimentos que são os mais caros do
mercado. Na realidade, as carnes, peixe, moluscos e mariscos são mais
dispendiosos do que qualquer outro alimento. Além de que, normalmente, se comem
em quantidades excessivas, sobretudo as carnes. No entanto, os ovos, igualmente
bons fornecedores proteicos, são incomparavelmente mais baratos. Talvez por
isso não se lhes dê a devida importância. Ainda se associa a qualidade ao
preço. Por isso a sopa e o pão são para os pobres, segundo muitas cabeças.
Os ovos possuem proteínas de elevada qualidade, diz-se com o
mais elevado valor biológico, servindo de referência os outros alimentos. São,
desde há muitos séculos, alimentos comuns na cozinha, e sobretudo em
pastelaria. Como são fáceis de obter, foram, em tempos, alimentos importantes
na dieta de pessoas com fracos recursos económicos. Hoje em dia, dado o acesso
cada vez maior a alimentos de baixo custo, os ovos são cada vez mais
esquecidos, pese embora a sua valorosa constituição nutricional. Em boa
verdade, são os alimentos mais nutritivos que podemos comprar.
As proteínas do ovo são então as mais completas no que
respeita à proporção e quantidade de aminoácidos essenciais, isto é, as que
permitem ao organismo "fabricar" as suas próprias proteínas. Além
disso, os ovos contêm uma gama variada de vitaminas do grupo B, sobretudo a B2
e a B12, vitamina A e vitamina D. Na sua constituição, encontramos também
fósforo, cálcio, iodo, magnésio, zinco, selénio, ferro e sódio. Apesar do seu
elevado teor em colesterol, cerca de 400 mg por 100 g que apenas existe na
gema, têm baixo valor calórico e poucas gorduras saturadas, o que permite a sua
utilização mesmo em dietas de pessoas com hipercolesterolemia (colesterol
sanguíneo elevado). Segundo as mais recentes pesquisas o fator que mais
responsabilidade tem na elevação do colesterol sanguíneo é, não tanto o teor de
colesterol dos alimentos, mas a quantidade de gorduras saturadas que existem na
sua constituição. Dito de outra forma, para excluir os ovos de uma dieta teria
que proibir, também, a carne vermelha e os laticínios.
A cor da casca reflete a qualidade nutricional do ovo?
Ao contrário do que se pensa, a cor da casca depende apenas
da raça da galinha e não faz adivinhar o valor nutritivo do ovo. Antigamente, a
cor da gema poderia refletir a qualidade do ovo uma vez que só as galinhas que
se alimentavam de forma natural produziam ovos com a gema bem amarela. Hoje em
dia, uma vez que se adicionam pigmentos sem qualquer valor nutricional às
rações das galinhas de cativeiro, nem sempre é possível garantir que a cor da
gema seja reflexo de uma maior riqueza nutritiva. Só quando são de produção
caseira conhecida...
Porque se classificam os ovos?
A classificação dos ovos refere-se ao seu grau de frescura e
modo de conservação (se são ou não refrigerados) e ao tamanho dos mesmos. Não
ao seu valor nutricional.
Em jeito de conclusão
Consumidos com moderação (*) e, sobretudo, integrados numa dieta
saudável que inclui poucas gorduras animais e trans, a quantidade adequada de
produtos hortícolas e frutos, e desde que não se seja alérgico aos mesmos, os
ovos podem e devem ser incluídos nas dietas de todos, sobretudo crianças (com
mais de um ano), adolescentes e idosos, por serem fáceis de obter, nutritivos,
de fácil e versátil preparação culinária e baratos.
in: http://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=11737&langid=1
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